Terra Viva cria Comitê Ambiental

 

A fazenda Terra Viva, com sede em Holambra (SP), acaba de criar um Comitê de Meio Ambiente, formado por agrônomos, técnico em segurança e gerentes das áreas de flores e agricultura das unidades localizadas no Interior Paulista e Minas Gerais. A iniciativa, inédita no segmento, tem como objetivos garantir práticas legais zelando pelo Meio Ambiente (patrimônio), bem como buscar alternativas para uma agrifloricultura sustentável.

O comitê, que se reunirá a cada três meses, fará inicialmente um levantamento das principais preocupações e atuações em meio ambiente. Pela intranet, os membros do comitê trocarão informações e experiências e irão propor soluções aos problemas apresentados, envolvendo os órgãos ambientais competentes, quando necessário.

A preocupação com o meio ambiente é constante na fazenda Terra Viva. A empresa busca garantir a harmonia da produção agrícola com a natureza, o
que garante a manutenção da atividade e melhor qualidade de vida da população. Já foram plantadas, nos últimos dois anos, mais de 100.000 mudas de espécies nativas para recuperar áreas degradadas e proteção de nascentes. A empresa mantém também 3 mil hectares de área de preservação
permanente em suas unidades de produção.

Plantio Direto - "Conservar o solo é guardar a riqueza da vida". Por acreditar nessa premissa desde 1981 a Terra Viva aderiu ao plantio direto. Plantio direto significa mexer na terra o menos possível. Em vez de se "limpar" todo o terreno após a colheita, aproveita-se os restos da cultura anterior. A palha fica sobre o solo e protege-o da erosão e ainda faz com que a terra não fique ressecada, criando um ambiente favorável para as minhocas e outros microorganismos (a vida biológica da terra), que são muito importantes pata tornarem a terra aerada e fértil. São inúmeras as vantagens: menos operações para preparar a terra; menos erosão, pois a água da chuva é retida pela palha e assim, melhor absorvida pela terra também; menos irrigação, pois há menos evaporação graças à palha que cobre a terra; manutenção da qualidade da terra e menor liberação de CO2. Assim, o solo conserva sua umidade por muito mais tempo. Atualmente as áreas de PD estão distribuídas na região de Casa Branca - SP, Araxá - MG, e Ñacunday, Paraguai. As culturas empregadas são: soja, milho, triticali, sorgo, etc.

Gotejamento - Substituir o método convencional de irrigação por gotejamento na cultura de Tuias (área de 4 Ha) - ou seja, a planta só recebe a quantidade de água que precisa na raiz - é uma das atitudes ecologicamente corretas que a Terra Viva está adotando. O sistema permite a diminuição do consumo de água e a quantidade de defensivos agrícolas utilizados nas pulverizações. Aos poucos esse processo será intensificado. Reciclagem - Integram as ações de preservação e proteção ambiental o lixo seletivo e reciclagem. As embalagens são lavadas por três vezes, furadas para não permitir reutilização, e armazenadas em local adequado. "Quando acumula a quantidade que dá para encher um caminhão, o que acontece aproximadamente a cada seis meses, o material é levado para Araras (Central de Recebimento credenciada ), onde é prensado, e depois segue para Louveira, para reciclagem na Divinoplast", esclarece Lucilene Darroz Domhof, coordenadora do Projeto SOL (Segurança, Ordem e Limpeza) na fazenda. O material é usado principalmente para fabricação de conduites de eletricidade. "Temos um projeto que está vinculado a Escola de Desenvolvimento Terra Viva para reciclagem do alumínio (latinhas). O dinheiro arrecadado desta venda é revertido para as melhorias e materiais para a Escola. Todos os alunos ajudam no processo de orientação", acrescenta.

Latões estrategicamente colocados próximos às unidades permitem a coleta de materiais recicláveis, tais como plásticos de estufas, metal, ferro, alumínio, canos de PVC, vidro, papel e papelão, também armazenados e encaminhados para reciclagem. O dinheiro da venda do material é destinado ao Fundo Mútuo de Solidariedade, organização que subsidia despesas com remédios e tratamento médico e odontológico dos colaboradores. Outra providência ecologicamente correta adotada pela Terra Viva é o aumento da utilização de compostagem orgânica em substituição gradativa de adubos químicos. Formado principalmente por restos de cultura e esterco de frango, a compostagem melhora o nível da matéria orgânica e a aeração do solo, prolongando o plantio de flores na mesma área. As sobras da produção são transformados em composto orgânico, muito rico em nutrientes, que irá realimentar o solo e as novas plantas. Existe em Itobi- SP uma Unidade produtora com o nome "A Boa Terra", com uma produção ecológica de verduras e legumes orgânicos, sem qualquer uso de defensivos ou fertilizante químico, e monta cestas básicas com dez a doze itens para distribuição por toda a região, incluindo Holambra e principalmente na Capital. O tratamento de compostos para adubação teve início há três anos na fazenda, depois de constatado o grande desperdício de material e acúmulo de lixo. Através da conscientização do pessoal e aquisição de trator e triturador para o processo, hoje o reaproveitamento é total. "Procedemos à análise do solo para verificar as deficiências e complementar se necessário. O adubo orgânico, além de contribuir com o Meio Ambiente, melhora a estrutura física e biológica do solo", explica Ricardo Cândido Alves, gerente da Produção de Crisântemos da Terra Viva.

Flores - O plantio de flores silvestres ganhou nos últimos anos uma grande aliada: a própria natureza. Através de uma parceria com a Universidade Federal de Lavras (MG), com o objetivo de melhorar o controle de pragas e doenças na plantação, foram obtidos resultados práticos que podem reduzir até 70% a aplicação de agrotóxicos. A Terra Viva produz no local, além de crisântemos, aster, tango, crisântemo bola, gladíolos, amaryllis, tulipa, tuia, antúrio, zamioculca, lírios e Hypericum.

O velho ditado de que "é melhor prevenir que remediar" se aplica ao controle biológico. A média de 13 pulverizações - uma por semana com inseticidas, acaricidas e fungicidas - durante o ciclo do crisântemo, que demora de 14 a 15 semanas, caiu para quatro pulverizações durante o período. "Antes usávamos um coquetel de produtos químicos regularmente. Hoje usamos o produto somente no caso de infestação de insetos praga, o que é detectado no monitoramento e controle rigorosos", detalha Alves. Além de melhorar a produtividade o sistema melhora a qualidade do produto. "As folhas limpas, sem manchas de defensivos, tem melhor valor de mercado", justifica Alves. A estufa experimental, que não utiliza qualquer produto químico, é constantemente visitada por pássaros, abelhas e outros insetos, num microsistema que revela a harmonia da natureza.

Informações na fonte: Lucilene Darroz Domhof - Técnica em Segurança do Trabalho - (19) 3802 9066


Leia Mais:



Rede de Agricultura Sustentável
É um serviço de Cristiano Gomes e L&C Soluções Socioambientais

Siga-nos Twiiter rss Facebook Google+