Fertilizantes orgânicos: benefícios a baixo custo

 


O uso de resíduos orgânicos no solo, suas vantagens e avanços, foram temas de palestras apresentadas na 3ª Reunião Paranaense de Ciência de Solo, encerrada ontem (9), em Londrina-PR

Dejetos de animais como fertilizantes foi assunto tratado por Juliano Correa, da Embrapa Suínos e Aves. Cícero Bley Júnior, da Itaipu Binacional, falou sobre biofertilizantes produzidos por dejetos da suinocultura; e Rodrigo Nicoloso, também da Embrapa Suínos e Aves, relatou os benefícios ambientais do uso de resíduos na agricultura.

Durante sua palestra, Juliano Correa explicou como fazer o uso de dejetos orgânicos e como essa técnica permite maior produtividade e qualidade ao ambiente, além de ter baixo custo. “Os fertilizantes orgânicos de animais são, em alguns casos, melhores do que os minerais e contêm fonte solúvel de nutrientes”. Segundo o pesquisador, os dejetos podem ser provenientes de qualquer animal, desde que sejam tratados corretamente, porém o mais comum é o uso de dejetos suínos.

De acordo com Cícero Bley Júnior, as reservas de fertilizantes estão se esgotando, o que provoca o aumento do preço. Os fertilizantes orgânicos são uma opção de baixo custo para a substituição. Além disso, os fertilizantes de resíduos de animais contribuem para a recomposição dos nutrientes do solo. Ainda de acordo com Bley, essas alternativas ainda não foram aceitas pela maioria dos produtores. “Temos poucos agricultores usando os fertilizantes de dejetos animais. Eles não atentaram para os benefícios e a necessidade de mudança”, comenta.

Rodrigo Nicoloso terminou a sessão apontando os principais benefícios do uso de fertilizantes orgânicos. De acordo com o pesquisador, o uso correto desses resíduos promove a ciclagem dos nutrientes e diminui a utilização dos fertilizantes minerais. Mas alerta que o fertilizante deve ser usado corretamente. “Os animais precisam ser tratados com rações que contenham nutrientes. Além disso, os dejetos precisam passar por uma coleta seletiva e receber o tratamento adequado”, finaliza.

A 3ª Reunião Paranaense de Ciência do Solo é promovida pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo - NEPAR, com organização do Iapar. Apoiam o evento o Londrina Convention & Visitors Bureau, Emater, Embrapa, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, CAPES, Fundação Araucária, UEL, UEM, UEPG.

fonte:Assessoria de Imprensa do Iapar


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