Pesquisadores querem Europa 100% agroecológica


Os pesquisadores franceses Pierre-Marie Aubert e Xavier Poux afirmaram em uma conferência realizada em Paris, na semana passada, que a agricultura europeia pode eliminar pesticidas, reduzir seus impactos no clima e na biodiversidade, ao mesmo tempo em que assegura a segurança alimentar. A ideia é tornar o continente totalmente agroecológico, eliminando o uso de pesticidas sem nenhum efeito colateral.

Para Aubert, que trabalha em conjunto com Poux no Instituto Francês para o Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (Iddri) o que está sendo proposto é um plano agrícola alternativo que pode mudar a agricultura global. “Estamos apresentando um cenário alternativo que pode levar a uma transformação em larga escala do setor agrícola por meio da transição agroecológica”, comenta.

O projeto apresentado pelos dois pesquisadores na AgroParisTech representava um planejamento para o cenário dos próximos dez anos a que se referiam como Tyfa (Ten Years for Agroecology in Europe). A pergunta que fizeram foi como alimentar a Europa, preservando o meio ambiente e o clima, tendo como pano de fundo o declínio da produção atualmente observado na agricultura orgânica.

“O atual debate sobre o futuro da agricultura estagnou por causa da impossibilidade de combinar a ascensão da produção agrícola, por um lado, e a redução dos impactos no clima e na biodiversidade, por outro. Para superar essa aparente oposição, optamos por reverter a questão e, portanto, perguntamos quais são as necessidades dos europeus para uma alimentação saudável e sustentável e quais são os modelos agrícolas para ela?”, indagou ele.

Para responder essa pergunta ele argumentou que a Europa produz muito alimento, mas as pessoas estão cada vez comendo mais e consumindo produtos de baixa qualidade. Nesse cenário ele afirma que a agroecologia poderá suprir a falta de alimento e com comida praticamente orgânica.

“A partir daí nosso estudo mostra que uma Europa agroecológica é capaz de alimentar os europeus em 2050, reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% e recuperar a biodiversidade”, finaliza.

Fonte: Agrolink em 20 de setembro de 2018

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