Emater defende sustentabilidade na agroecologia

É possível agricultura e ecologia caminharem juntas? Para as entidades que marcam presença no Workshop de Núcleos de Agroecologia do Brasil Central, o estudo da agricultura por meio da perspectiva ecológica e sustentável é possível e necessário. O evento, que teve início na quarta-feira, dia 27, e termina nesta sexta, 29, no Centro de Treinamento da Emater, conta com a participação da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária e demais instituições ligadas ao desenvolvimento de pesquisas e extensão rural, de estudantes do curso de Agronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e professores da Universidade Federal de Goiás (UFG).

O evento tem como objetivo reunir profissionais que lidam diretamente com a área agroecológica na região Centro-Oeste. O encontro visa também apresentar experiências positivas de agricultores familiares que compreendem, por meio da conscientização, a importância da preservação ambiental e as vantagens da produção de alimentos orgânicos. Nesta sexta, último dia do evento, as organizações participantes irão apresentar as perspectivas para o setor, bem como projetos para o desenvolvimento da agroecologia na região.

Na ponta

A parceria com a Emater, entidade atuante na área de assistência técnica, extensão rural e pesquisa agropecuária, é vista com bons olhos. “A Emater possui uma grande estrutura e consegue abranger praticamente todos os municípios goianos, por meio das Unidades Locais. Esse é um ponto crucial para repassar, de forma correta aos produtores rurais, as informações que permeiam a rede agroecologia no Estado”, destaca Wilson Mozena, professor do curso de Agronomia da UFG e coordenador geral da Rede de Núcleos de Estudos em Agroecologia do Centro-Oeste.

Segundo o assessor especial da Presidência, Joaquim de Carvalho Gomide, abordar questões sustentáveis ultrapassa a fauna e flora. “A sociedade precisa evoluir, cada vez mais, em questões que estão diretamente ligadas à cidadania. Discutir projetos considerados sustentáveis é também abordar questões sociais, que permeiam as relações humanas, visto que o meio ambiente não se limita a arvores, animais ou rios, mas sim, ao conjunto de seres vivos que integram o meio”, enfatiza o assessor.

De acordo com Wilson Mozena, em Goiás existem aproximadamente 30 núcleos de agroecologia. Apesar do número considerado positivo pelo professor, é necessário que o pequeno agricultor conheça as vantagens da produção orgânica e compreenda a definição correta da agroecologia.

“Em meio à crise econômica atual do País, em que o valor dos insumos aumentou, muitos produtores estão com dívidas e com suas produções inviabilizadas devido à alta dos defensivos. A necessidade de uma produção agroecologica é vista hoje por meio das preferências da sociedade. Os consumidores estão cada vez mais seletivos e têm procurado produtos mais saudáveis. Essa busca crescente tem aumentado o mercado dos produtos orgânicos e isso é vantajoso ao produtor, visto que sua renda será maior”, explica Mozena.

Integração

De acordo com Wilson Mozena Leandro, o evento proporciona a troca de experiências entre os estados que integram a rede agroecológica na região central do País. “A rede agroecológica tem como objetivo integrar e divulgar diferentes ações nas áreas de pesquisa, ensino e extensão rural. Nosso foco é fomentar os três pilares referentes a essa área orientando o pequeno produtor, além de preencher lacunas e mitos existentes quando se trata da agroecologia”, explicou o professor.

Mais informações: (62) 3201-8814

* Assessoria de Comunicação da Emater em 29-01-2016

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