SP: Doria investe apenas um quinto da meta de alimentos orgânicos

Os outros contratos executados em 2017 foram firmados na gestão Haddad, e totalizam R$ 2,7 milhões, valor treze vezes maior do que a iniciativa de João Doria. O valor investido em 2017 é um retrocesso e corresponde a apenas 10% do realizado em 2016.

O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) estabelece como direito de todos o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. A lei municipal e o 1º Plano Municipal de Segurança Alimentar da cidade de São Paulo são considerados os mais avançados do país, e possuem como uma de suas metas chegar a 2026 com 100% da alimentação escolar composta por produtos orgânicos.

A baixa atenção do prefeito à aquisição de produtos saudáveis, e o consequente descumprimento da lei, tem pelo menos uma explicação, a atenção dispensada pelo mesmo ao projeto de ração humana, a Farinata, que consistia em fornecer às escolas municipais e aos abrigos de moradores em situação de rua um granulado feito a partir de alimentos próximos do vencimento. Após intensas críticas de especialistas e da população, bem como o pedido de esclarecimentos do Ministério Público, Doria recuou da ideia para as escolas (e não necessariamente para os abrigos). Desta forma, o investimento na alimentação saudável iniciou tardiamente.

Além de costumeiramente serem mais saborosos que os demais, os alimentos orgânicos contribuem para melhores condições de saúde da população em geral e especialmente para o desenvolvimento infantil, devido a ausência de agrotóxicos e aos baixos ou nenhum dano causado ao meio ambiente na sua produção ou descarte. Sua produção via agricultura familiar ainda propicia geração de renda a milhões de famílias e movimenta economicamente o circuito produtivo alimentício.

Fonte: Portal Fundação Perseu Abramo


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