Cooperativa cultiva alimentos orgânicos em Rondonia

 


Assentados de Rondônia criaram uma cooperativa para cultivar alimentos sem o uso de produtos químicos. O palmito pupunha -o carro-chefe da associação- já conseguiu mercado até no exterior. A APA -Associação dos Produtores Alternativos- foi criada há 10 anos pelos agricultores dos assentamentos da reforma agrária Margarida Alves e Palmares, em Nova União, município a 377 quilômetros de Porto Velho.

O trabalho começou com a produção de mel. Hoje, a Associação é composta por 250 associados. "É uma empresa comunitária, onde todas as decisões são tomadas coletivamente."

A Associação ampliou os negócios e montou uma fábrica de doces de frutas da região Norte. Agora, também, produz a multimistura, uma farinha nutritiva para a alimentação infantil que é vendida e distribuída para programas de orientação alimentar voltado à população de baixa renda. "A gente incentiva o produtor a usar produtos naturais tanto na agricultura, no processo de produção, como na fábrica", diz Ivone Seidel, técnica em alimentos.

Mas é o palmito de pupunha, uma palmeira nativa da Amazônia, cultivada em áreas degradadas, que é responsável pela maior parte da produção. Em 8 meses de extração por ano, a cultura chega a render 45 oneladas ao ano. "Uma época que eu não colho café, não colho feijão... estou colhendo palmito que é a cultura que vai dar retorno financeiro. É um bom negócio", diz o agricultor Edivaldo de Souza.

O palmito está ganhando novos mercados: a Europa. Uma empresa francesa encomendou o primeiro lote do palmito da Amazônia. São 1,5 mil caixas do produto totalizando 22,5 mil potes de 300 gramas cada. O negócio foi intermediado pela Tucumã, uma agência de comercialização formada por 6 ONG's e 4 empresas. A agência foi criada para incentivar a agricultura familiar.

A venda internacional teve ainda o apoio do programa Arco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, criado para facilitar a comercialização de produtos da reforma agrária. Para atender à demanda pelo palmito, a APA também busca a matéria-prima no Acre e procura novos associados.

fonte: Adital/Ambiente Brasil em 3.março/2003 - Brasil


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