Experiência com orgânicos vem de cooperativa

O ensino de agroecologia para produtores baseia-se na experiência da Cooperativa Vitória, de Paranacity (Noroeste do estado), um assentamento do Movimento dos Sem-Terra (MST) que há dez anos dedica-se à agricultura e pecuária sustentável. Da fazenda, onde vivem 20 famílias, saem verduras, frutas, grãos, carne, ovos e doces produzidos sem nenhum insumo químico. Os produtos da cooperativa têm mercado garantido e rendem R$ 30 mil mensais aos cooperados. Na Copavi, a terra é fertilizada com compostos à base de restos de cultura, estrume e urina dos animais. Na horta, pragas e doenças são controladas com preparados à base de urtiga, fumo ou alho. Diversas espécies de plantas com ação repelente, como cravo de defunto, são plantados próximas aos canteiros para afugentar insetos. "A própria natureza fornece os inimigos naturais das pragas e doenças, basta saber observar", ressalta o agrônomo Elson Borges, um dos assentados. Como modelo de agricultura auto-sustentável, a cooperativa do MST recebe pesquisadores e estudiosos de várias partes do mundo. Até 1992, as famílias que hoje produzem na cooperativa, viviam embaixo de barracas de lona preta, sem sustento e sem esperança de futuro. Com a venda de orgânicos, conquistaram moradia, alimentação de qualidade, transporte e educação para os filhos pequenos e jovens, que cursam universidade.

Fonte: 16/02/2003 - 00h30

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