? Moradores de rua cultivam comida sem veneno em bairro do município

Moradores de rua cultivam comida sem veneno em bairro do município


Alface, couve, jiló, quiabo e até berinjela. Esses são alguns dos alimentos cultivados sem agrotóxicos por moradores de rua em plena área urbana do bairro São Diogo, na Serra. A ação é fruto de uma parceria entre a comunidade local, a Igreja Católica e a Prefeitura da Serra e envolve as pessoas atendidas no Centro Pop de Jardim Limoeiro, que fica nas proximidades.

A horta faz parte do projeto Quero Trabalhar tocado pela Pastoral do Povo de Rua e começou em setembro.  A plantação já está crescendo. No terreno, que foi cedido pela comunidade de São Diogo, há também o cultivo de temperos como salsinha, manjericão, cebolinha coentro, folhas como alface e couve e ainda vegetais como jiló, berinjela e quiabo.

No local também é possível encontrar plantas medicinais como boldo, macaé e ornamentais: espada de São Jorge, girassol, entre outras. Coordenadora do Centro Pop da Prefeitura e uma das pessoas que está à frente da iniciativa, Janine Ramos, diz que a ideia é que os alimentos cultivados sejam ofertados para os moradores da comunidade. “Nosso projeto, além de atender essas pessoas em situação de rua, vai beneficiar os moradores do bairro que irão poder receber alimentos frescos e orgânicos”, explica.

A coordenadora ainda disse que até o comportamento dos moradores de rua que trabalham na horta mudou.  “Os coordenadores do projeto que os moradores de rua que participam do Quero Trabalhar começaram a ter mais responsabilidade e até se sentir melhor”, afirma.

É o caso de Janete Maria Barcelos, que veio para o município da Serra para conseguir um emprego e precisa da ajuda do Centro Pop para ter onde se alimentar e pernoitar, já que o local encaminha pessoas para abrigo. “Esse projeto me deixou muito animada. Sou zeladora da horta e amei a ideia. É como se fosse uma terapia para as pessoas que participam”, conta.

No total são 26 moradores de rua participando da horta, iniciativa que também conta com assessoria técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Fonte:Tempo Novo em 22 de dezembro de 2017


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