Associação formada por quebradeiras de coco de babaçu, no Maranhão, exporta a produção de óleo, mesocarpo e sabonete para Europa e Estados Unidos

Associação formada por quebradeiras de coco de babaçu, no Maranhão, exporta a produção de óleo, mesocarpo e sabonete para Europa e Estados Unidos. Mercado árabe é considerado potencial.

São Paulo – A produção sustentável e o comércio justo transformaram a vida de centenas de famílias do estado do Maranhão. Unidas por entidades como a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema), as quebradeiras de coco de babaçu recebem orientação e apoio para tornar a coleta de fruto ecologicamente correta e rentável. O trabalho é árduo. É preciso catar o coco, depois de quebrá-lo e selecionar as amêndoas. Só então, em pequenas fábricas, o babaçu é transformado em óleo, farinha de mesocarpo e sabonete que já são exportados para Europa e Estados Unidos.

Centenas de mulheres sutentam suas famílias graças ao babaçu

De acordo com Valdener Miranda, técnico de comercialização da Assema, praticamente metade da produção já é enviada ao mercado externo, mas há grandes possibilidades de aumentar o número de clientes no exterior. "Estamos buscando novos clientes estrangeiros e por isso sempre participamos de feiras como a Sana e Terra Madre, na Itália, e a Biofach, na Alemanha. Ainda não fechamos nenhum contrato com importadores árabes mas temos muito interesse na região", afirma.

"Hoje existe uma grande preocupação mundial com a questão ambiental e os produtos orgânicos estão cada vez mais valorizados. Tanto o óleo quanto a farinha de mesocarpo têm certificação orgânica do IBD (Instituto Biodinâmico)", destaca.

A Assema funciona como grande guarda-chuva que abriga associações menores como a Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais (Amtr), que fica em Lago dos Rodrigues e produz quatro mil unidades de sabonetes ao mês; a Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (Coppalj), instalada no município Lago do Junco e com produção mensal de 18 toneladas de óleo de babaçu orgânico, feito a partir da amêndoa da fruta e utilizado para a produção de cosméticos e produtos de higiene e limpeza.
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O babaçu é muito utilizado pela indústria cosmética

Com esse mesmo perfil, há ainda a Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Esperantópoles (Coopaesp), que fica em Esperantópolis e produz nove toneladas de mesocarpo de babaçu, uma espécie de amido que além de servir de matéria-prima para a indústria cosmética é utilizado como complemento na merenda escolar.

Inglaterra, Alemanha e Itália são os principais compradores no exterior. No mercado interno, os produtos são comprados por pequenos lojistas a grandes fabricantes de cosméticos como a Natura.

Colheita garantida por lei

A Lei Municipal do Babaçu Livre, de 1997, permitiu às quebradeiras de coco da região de Lago do Junco colher os frutos caídos no chão, independentemente da posse da terra. O exemplo passou a ser seguido por outros municípios como forma de garantir uma nova perspectiva de vida à população e maior consciência sobre a preservação do meio ambiente.

A Assema

A Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema), fundada em 1989, comercializa óleo de babaçu, farinha de mesocarpo do babaçu, sabonete de babaçu, folhas de papel reciclado com fibras de babaçu, embalagens em palha de babaçu trançada (caixinhas), é integrada por cerca de 2.500 famílias e está localizada em Pedreira, no estado do Maranhão.

Fonte: Agência Brasil Arabe de Notícias em 27-10-2010 por Geovana Pagel


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