Produtores de orgânicos do Ceará conquistam novos mercados

 

Principal área de produção é na região da Ibiapaba.

 

Alimentos orgânicos de pequenos produtores da região da Ibiapaba que reúne nove municípios do Ceará, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, em breve estarão na mesa de consumidores da capital do Estado. A conquista mais recente dos produtores foi o fechamento de contrato de venda de frutas, legumes e verduras orgânicos para o grupo Wal Mart.

“A idéia é colocar esses produtos orgânicos em três lojas da rede em Fortaleza e, dependendo da capacidade produtiva, há interesse em expandir o pedido para lojas do grupo em Recife e Salvador”, conta o gestor do projeto Orgânicos da Ibiapaba e Região Norte do Ceará, Sílvio Barboza. Segundo ele, ficou acertado que a rede vai comprar, nos primeiros três meses, os produtos que o grupo fornecer. Somente a partir de 2010, o mercado irá especificar com mais exatidão o volume dos pedidos.

“Nesses primeiros meses, o Wal Mart vai testar o mercado e verificar os produtos que têm mais saída. Depois dessa fase a rede terá como fazer um pedido mais completo”, diz Sílvio. Ele ressalta também que o sucesso desse contato veio da parceria do escritório regional do Sebrae/CE na Chapada da Ibiapaba com a Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae/CE em Fortaleza.

O grupo da Ibiapaba é composto de 120 produtores reunidos em cooperativas e associações. Eles recebem apoio do projeto desenvolvido desde 2006 pelo Sebrae/CE e parceiros como o Banco do Nordeste e o Governo do Estado. São produzidas cerca de 25 variedades de alimentos orgânicos, como tomate, alface, batata, cenoura, banana.

De acordo com Sílvio Barboza, esses produtores já conseguem escoar toda a produção deles. “A demanda ainda é maior que a oferta”, conta. Segundo ele, alguns produtores escoam a produção para o varejo, outros para famílias de dentro da mesma comunidade onde os alimentos são produzidos. O Pão de Açúcar é também um grande comprador desses produtos. Há também um grupo que vende acerola orgânica para uma empresa da região que faz suplemento alimentar com o pó da acerola.

Mercado

O produtor Antônio Maria de Oliveira conta que produz batata doce orgânica, e quando recebe pedido de clientes, seu grupo se organiza e programa a produção para atender ao mercado. Ele diz que agora vai entrar na fase de produção de pimenta dedo de moça e biquinho. “A prioridade no início do projeto do Sebrae/CE foi a certificação dos produtores para ter o reconhecimento do mercado de que nossos produtos são orgânicos. Agora, estamos batalhando a venda desses produtos”, conta.

“O mercado procura e tem nível de exigência alto com relação à aparência e qualidade do produto. Mas acredito que estamos tendo resultado satisfatório e conseguimos diversificar mercados. Há dois anos, a gente tinha apenas um cliente. Agora já temos mais mercados interessados. A venda para o Wal-Mart é prova disso”, diz Antônio Maria.

Segundo ele, o grupo também está trabalhando para montar um circuito local de distribuição dos produtos. A idéia é repassar para feiras e pontos de varejo locais, distribuição via cestas por assinatura e mercadinhos. “Além de diversificar mercados, faz parte do princípio do orgânico trabalhar com menos gasto para o meio ambiente. Então é importante atendermos o mercado local. Assim não é necessário tanto gasto com transporte do alimento”, explica.

Fonte: Diário do Nordeste em 4.08.2009


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