Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal

O tema da precificação de carbono tem galgado espaço nas conversas e nas preocupações governamentais. Precificar o carbono, em palavras simples é  atribuir um preço para as emissões de gases de efeito estufa,  cujo aumento da concentração é forte motivador  da mudança do clima, que temos acompanhando nos últimos dias. O termo carbono é empregado em razão da relevância do dióxido de carbono (CO2) nesta cadeia de fatores. Ao ser determinado e cobrado, devolve ao emissor o custo da emissão, e, por isso, incentiva condutas “despoluidoras”, reduzirão o preço a ser pago. A precificação orienta a tomada de decisões que pode levar a reduções significativas das emissões. Se nada for feito, alerto que os prejuízos ambientais gerados por ações  indiscriminadas acabarão sendo pagos por toda a sociedade, especialmente pela parcela mais vulnerável: a que possui menores condições materiais e tecnológicas.

No que se refere a Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal, o governo do Estado de Mato Groso do Sul pretende  oferecer incentivos aos produtores com alteração na alíquota de impostos.  Assim, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pode chegar a 50% na produção de carne sustentável e a 67% na produção orgânica. Entre os benefícios da modalidade de produção estão a valorização do homem pantaneiro, com a tradição de processos produtivos que historicamente preservam o Pantanal; o bem-estar animal registrado em todas as fases do processo produtivo; a responsabilidade ambiental com a conservação da biodiversidade e do ecossistema; e a responsabilidade social, registrada com a carne livre de resíduos químicos e que atende a consumidores comprometidos socialmente.

 Importa saber, que todos os meses são abatidas mil cabeças de gado orgânico provenientes de 22 propriedades rurais do Pantanal.  É um viés de mercado que está sendo explorado, que oferece uma remuneração melhor para um produto diferenciado e certificado. O mercado orgânico cresce hoje em taxas de 20% a 30% ao ano. Assim  a precificação do carbono no setor agropecuário que num primeiro momento para o produtor rural será  a redução nos impostos é significativa para diminuir os custos de produção, além disso, ao obter um selo de origem,  a carne ganha valor agregado. Também ajuda o pantaneiro a se fixar na região e a continuar contribuindo com a manutenção do bioma. Em tese promover-se-á  o resgate do processo produtivo tradicional do Pantanal, e abrindo novas oportunidades de negócio, estimulando a preservação de pastagens naturais no Pantanal, e favorecendo as boas práticas de produção. É o que precisamos e com brevidade.

 Fonte:Capital News por Rosa Floriano em 02-03-2018

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