Cooperativa busca certificação em sustentabilidade para cafeicultores


Nesta terça-feira (5/7), a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha - Minasul, em parceria com a Fundação Espaço ECO (FEE) e a Basf, lançou o Plano de Engajamento para Certificações Socioambientais. A iniciativa visa colaborar para que os 3.500 cooperados da Minasul atendam aos requisitos do Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC), plano de ações para tornar uma propriedade de café com qualidade e sustentabilidade no Brasil, credenciando-os assim para obter certificações socioambientais.

O projeto terá um ano de duração e visa capacitar 12 técnicos como multiplicadores da sustentabilidade para os produtores de café. “Este é um exemplo claro de cooperativismo. Nesta ação a Minasul está buscando a certificação para a sustentabilidade de sua cadeia produtiva. Uma ação que requer engajamento e alinhamento entre todos os envolvidos”, afirma Sara Juarez Sales, gerente de Educação para Sustentabilidade e Conservação Ambiental da Fundação Espaço ECO.

Após receber os conteúdos do treinamento, os técnicos levarão seu conhecimento para os cooperados por meio de materiais didáticos, como cartilhas sobre boas práticas – a primeira delas sobre uso e manuseio correto de defensivos agrícolas será lançada nesta terça-feira (5/7) -, mas também acompanharão o dia-a-dia das propriedades, fazendo uma checagem sobre em que os produtores estão conseguindo progredir para se adaptar aos critérios das certificações.

“São muitas as exigências para um produtor de café se adequar para uma certificação socioambiental. Não adianta passar este conteúdo e deixar que resolvam tudo sozinhos. Queremos fazer este monitoramento e acompanhar a evolução de todos”, acredita Bernardo Reis Teixeira, diretor técnico e de desenvolvimento da Minasul.

Para começar as atividades, o projeto elegeu quatro temas prioritários, entre os 11 estabelecidos pelo Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC): adequação ambiental, boas práticas agrícolas, manejo sustentável do café e da propriedade. A importância deste processo está na relação entre as certificações socioambientais e a melhoria da renda dos produtores. Considerando apenas uma das certificações que os produtores podem obter, da Associação 4C, ela pode gerar um acréscimo de R$ 4,00 por saca de café produzido.

“O café brasileiro é um dos produtos mais conhecidos internacionalmente. A busca pela certificação da cadeia produtiva é uma importante aliada à diferenciação no mercado internacional. Uma propriedade sustentável, além de beneficiar o produtor, que gerencia melhor seus gastos, tem preocupação ambiental e cuida das pessoas com quem se relaciona, logo possui um importante papel para o desenvolvimento sustentável no Brasil”, afirma Rodrigo Pifano, gerente de Stewardship de Produtos da Basf, um dos especialistas que auxiliará no treinamento dos técnicos agrícolas.

O Plano de Engajamento a Certificações Socioambientais é uma iniciativa alinhada ao tema do Dia Internacional do Cooperativismo, que em 2016 é “Cooperativas: o poder de agir para um futuro sustentável”. 

Fonte:Cafepoint em 08-07-2016


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