Starbucks paga mais por café ecológico

 

Companhia norte americana anunciou novas diretrizes de comercialização, que privilegiam fornecedores de café de baixo impacto ambiental.

A produção do chamado "café verde" será premiada pela companhia norte americana Starbucks, de Seattle. A empresa anunciou, nesta semana, diversos padrões de qualidade ambiental, social e econômica, que compõem suas novas diretrizes de comercialização para fornecedores. A Starbrucks é uma mais representativas indústrias de café dos Estados Unidos e importa café do leste da África, Indonésia, América Central e América do Sul, incluindo o Brasil.

Os fornecedores capazes de atender aos padrões estabelecidos serão premiados através de um sistema de pontos, que recompensa a sustentabilidade com até dez centavos de dólar por meio quilo de café, variando conforme análise das amostras e vigorando a partir da safra 2002/2003. A adesão é voluntária e os interessados em participar deverão aceitar a avaliação dos padrões ambientais e sociais exigidos, feita por uma instituição independente, à semelhança dos processos de certificação para obtenção de selos verdes.

"Não haverá nenhum aumento ao consumidor final, nos preços do café em grão ou nas bebidas da Starbrucks, devido à implementação destas diretrizes", explicou a representante da empresa, Megan Behrbaum, à Agência Estado. "Acreditamos que o programa beneficiará a empresa por assegurar um relacionamento de longo prazo com fontes confiáveis de café de qualidade. As diretrizes foram muito bem recebidas em sua primeira apresentação, numa conferência realizada na Costa Rica, nesta semana, e realmente acreditamos que os fornecedores vão adotá-las e participar".

O programa faz parte de uma parceria com o Center for Environmental Leadership in Business (CELB), da entidade ambientalista Conservation International (CI), que trabalha com a proteção à biodiversidade. A CI prioriza iniciativas de conservação nos 25 hotspots mundiais, que, juntos, abrigam 60% das espécies animais e vegetais do planeta, em áreas que, somadas, correspondem a apenas 1,4% da superfície terrestre. Dos 25 hotspots, 19 estão em regiões produtoras de café, evidenciando a importância de se reduzir os impactos ambientais do cultivo. Especialistas da CELB realizaram uma experiência piloto em Chiapas, no México, da qual saíram as diretrizes agora adotadas pela Starbrucks. "Esperamos que o sucesso deste programa demonstre ao resto da indústria de café, que eles podem se beneficiar, produzindo e comercializando café do jeito certo, protegendo a biodiversidade global e melhorando a qualidade de vida dos cafeicultores", comenta Glenn Prickett, diretor executivo do CELB.

Os principais critérios adotados pela empresa foram:

Manutenção da alta qualidade do café; Proteção de locais de trabalho contra riscos aos trabalhadores; Observação das leis locais e convenções internacionais trabalhistas, aplicáveis a salários, benefícios, higiene ocupacional, segurança e direitos humanos; Padrões de cultivo e processamento de café que contribuam para a conservação de terra, água e diversidade biológica; Emprego de tecnologias de energia eficientes e renováveis; Redução ou eliminação de agroquímicos Administração do desperdício de materiais de acordo com os princípios de redução, reutilização e reciclagem; Beneficiamento das comunidades rurais com a produção e processamento do café, incrementando rendas do produtor, ampliando empregos e oportunidades educacionais Aumento da infra-estrutura local e serviços públicos.

fonte Agência Estado Sexta-feira, 16 de novembro de 2001 - 15h25


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