Cultivo de oleaginosas muda a vida de agricutores

 

A plantação de oleaginosas como mamona, dendê e girassol para a produção de biodiesel está modificando a vida de agricultores familiares e de comunidades pobres de regiões como o Vale do Jequitinhonha e do semi-árido. A informação é do secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Arnoldo de Campos.

"A grande vantagem do programa de biodiesel é que ele permite que regiões carentes possam participar do programa e que essas famílias possam ser incluídas no sistema econômico através de produção de oleaginosas", disse Campos em entrevista à NBR, canal de TV do Poder Executivo.

Em 2005, o programa de incentivo à produção de biodiesel e à plantação de oleaginosas foi estruturado para produzir combustível renovável necessário para a produção agrícola, para a atividade industrial de transformação e distribuição do óleo. Em novembro do ano passado,a Agência Nacional do Petróleo realizou o primeiro leilão de aquisição de biodiesel, que se transformou em contrato de aquisição pela Petrobras.

De acordo com o secretário, esses contratos vão permitir a inserção de 60 mil famílias na cadeia produtiva do biodiesel. "Nesse primeiro leilão ficou provado que as regiões têm viabilidade econômica, que esses agricultores têm condições de ofertar oleaginosas de forma bastante competitiva. Isso é muito importante porque esses agricultores passam a ter uma renda adicional", disse.

Segundo Arnoldo Campos, até o final do semestre outros dois leilões deverão ser realizados. A previsão é de que nessas vendas sejam adquiridos 400 milhões de litros de combustível e que 100 mil famílias participem da produção. "Nós pretendemos adquirir metade da produção que está prevista apenas para janeiro de 2008. Nós estamos conseguindo antecipar no país as metas que estavam previstas apenas para daqui a dois anos".

O secretário ressaltou que a Petrobras só adquire biocombustível das usinas certificadas com o selo Combustível Social. "O selo é concedido às empresas produtoras de biodiesel quando elas cumprem os requisitos de inclusão social e de desenvolvimento regional. Ele lembrou ainda que apesar de o Brasil ser o líder no desenvolvimento de tecnologia de biocombustíveis, é preciso continuar investindo em pesquisas. "É isso que vai permitir que nós tenhamos a liderança no mercado internacional e que a gente possa oferecer ao mundo combustíveis que possam substituir o petróleo". (Fonte: Érica Santana/Agência Brasil)

Fonte: Ambiente Brasil, em 12/02/06


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