Dedini entrega planta de biodiesel


Usina será integrada à indústria de óleo Granol; capacidade de produção é de 110 mi de litros

A Dedini S.A Indústrias de Base entregará em agosto deste ano a primeira planta – projeto – integrada de biodiesel e a maior em indústria de óleo do Brasil. A Granol Indústria Comércio e Exportação S.A é a compradora da usina, que será instalada em Cachoeira do Sul (RS) e tem capacidade de moagem de 100 mil toneladas ao ano, o que resultará na produção de 110 milhões de litros de biodiesel. A tecnologia permite obter um produto final com as mesmas especificações feitas pelas normas norte-americanas e européias, mais exigentes que as brasileiras. As informações são do vice-presidente de operações da Dedini, José Luiz Olivério, que não quis divulgar o valor do negócio.

Essa é a quarta planta de biodiesel produzida pela Dedini. Juntas, até o final do ano, elas serão responsáveis por 290 milhões de litros de biodiesel ao ano. O volume é correspondente a 35% da necessidade atual de 800 milhões de litros anuais que o Brasil precisa gerar com o objetivo de cumprir as metas do Programa Nacional de Biodiesel, o qual prevê a adição de 2% do biodiesel ao diesel.

“A Dedini contribuiu em muito com essas quatro usinas, o que significa que o programa deve atingir seu compromisso até 2008. Além disso, nós temos inúmeras consultas para novas plantas. No momento são mais de 20 oportunidades de negócios”, revela Olivério.

O complexo usará um processo de produção contínuo e totalmente automatizado, a partir de óleo de soja, bem como outros óleos vegetais. A planta possibilitará a garantia de alta eficiência de conversão do óleo para combustível, baixa geração de efluentes, menor consumo energético, produção do subproduto glicerina com qualidade comercial e, conseqüentemente, baixo custo operacional.

Instalada, a usina está preparada para atender às especificações brasileira, européia e norte-americana. “Com essa característica a Granol tem condição de atender o mercado interno e externo, alavancando seus negócios pela qualidade da planta”, afirma Olivério.

Segundo ele, a especificação brasileira não está no nível da européia, que é mais exigente. O índice de acidez máxima, que no Brasil é de 0,8, na Europa é 0,5. O teor máximo de etanol ou metanol também divergem: no Brasil é 0,5% e na Europa 0,2%.

ECONOMIA » NOTÍCIAS

17/03/2006 » 22h35


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