Braval avança com produção de energia e de biodiesel

lisa soares

 

Magalhães Costa

Uma produção média de 1,4 MW por ano, correspondendo a uma facturação de 630 mil euros, é a estimativa inicial da Braval, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, SA, que, em 2008, pretende introduzir na rede nacional a energia que vier a produzir, através do aproveitamento do biogás desenvolvido no aterro sanitário da serra do Carvalho. O projecto - hoje lançado a concurso público internacional - insere-se no Ecoparque Braval, um investimento na ordem dos oito milhões de euros, apoiado em 70% pela Comunidade Europeia.

A produção de energia eléctrica decorre do aval da Direcção-Geral de Geologia e Energia, após quase um ano de espera da Braval para avançar com o projecto que, segundo o administrador Pedro Machado, vai incluir a ligação da unidade a construir a um ponto de recepção de energia do Sistema Eléctrico Público. "Depois da Comissão Europeia ter aprovado, em Abril de 2005, a primeira fase do Ecoparque Braval (Digestão Anaeróbia e Compostagem de Verdes), faltava esta decisão para que se pudesse evoluir no nosso projecto de produção de energia", disse.

Paralelamente, a Braval vai avançar, igualmente, com a produção da Unidade do Biodiesel, através da recolha dos óleos alimentares usados. O objectivo, de acordo com os estudo elaborado pela Braval, visa a recolha de 40 mil toneladas por ano, tendo em vista a produção anual de aproximadamente 650 mil litros deste tipo de energia alternativa de combustíveis não fósseis.

Segundo Pedro Machado, a produção do biodiesel será utilizado exclusivamente na frota de viaturas das empresas municipais e autarquias envolvidas na Braval (Braga, Amares, Vila Verde, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho), cujos primeiros ensaios, de momento, estão a ser já efectuados em dez viaturas dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), com um consumo de dez mil litros por mês.

O Ecoparque Braval - que perspectiva, este ano, a recolha de 7100 toneladas de resíduos - vai avançar, ainda, com as unidades de veículos em fim de vida, resíduos eléctricos, resíduos hospitalares não-perigosos, resíduos verdes e florestais e cremador de animais.

Fonte:jornal de portugual

 

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