Adoção de biocombustíveis nos ônibus de SP pode gerar economia de R$ 3,8 bi


O estudo “Avaliação e Valoração dos Impactos da Poluição do Ar na Saúde da População Decorrente da Substituição da Matriz Energética do Transporte Público na Cidade de São Paulo”, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em parceria com o Greenpeace, revela que a adoção de combustíveis renováveis na frota de ônibus pode evitar 12,7 mil mortes e gerar uma economia de R$ 3,8 bilhões até 2050. 

O dado alarmante, destaca o relatório, é que o diesel fóssil no transporte público, na cidade de São Paulo, será responsável por mais de 178 mil mortes. A poluição atmosférica terá um custo aproximado de R$ 54 bilhões nos próximos 33 anos, se nada for feito para diminuí-la, alerta o documento. 

Os benefícios do biodiesel para a redução de gases de efeito estufa, óxidos de enxofre, material particulado e, em consequência, para melhorar a qualidade do ar e a saúde da população, têm sido divulgados pelas três principais entidades do setor – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

A propósito da recente comemoração do Dia Interamericano da Qualidade do Ar, a Abiove, a Aprobio e a Ubrabio relembram a importância da antecipação do B10 (mistura de 10% de biodiesel ao diesel) para março de 2018, como mais uma etapa rumo ao emprego intensivo de combustíveis renováveis. As três entidades conclamam as autoridades paulistanas a cumprirem a Lei Municipal nº 14.933, de 2009. A legislação define que os biocombustíveis para transportes são variáveis-chave para a melhoria da qualidade do ar e o combate ao efeito estufa. 

Sua orientação é clara ao determinar que, a partir de 2009, o município deveria adotar a meta progressiva de 10% ao ano de biocombustíveis na frota de ônibus do sistema de transporte público, até atingir 100% em 2018 (Art. 50, caput). Deveríamos ter iniciado 2017, portanto, com 90% de biocombustíveis nos ônibus. Mas hoje, a frota de 15 mil ônibus que circula em São Paulo não atende nem de longe a essa legislação. 

Fonte:Datagro em 18 de Agosto de 2017 


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