Estado do Rio Grande do Sul pode ampliar negócios com a Rússia

A missão brasileira à Rússia pode resultar em bons negócios para o Rio Grande do Sul. Aumentar as exportações gaúchas de carne suína para aquele País é uma das principais metas do Estado, e pode abrir caminho para uma série de relações comerciais, como a exportação de arroz orgânico e a importação de trigo.

Conforme o assessor especial da Fiergs, Francisco Turra, que acompanhou a missão, o importante agora é retomar o mercado perdido com o problema da febre aftosa. "Queremos mostrar que temos um grande trabalho de sanidade e de qualidade no Rio Grande do Sul", declara.

Uma missão sanitária virá ao Brasil em fevereiro para avaliar as condições de produção da carne. Segundo Turra, o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu ao presidente Vladimir Putin que não houvesse discriminação entre as regiões do Brasil, pois todos seguem os padrões da OMC.


"Há mais condições de exportarmos carnes suínas e de frango", comenta o assessor, em função do excesso de oferta de carne bovina pela União Européia neste período. A Rússia importa 600 mil toneladas de carne bovina ao ano. Em 2001, Santa Catarina exportou 130 mil toneladas para aquele mercado e o Rio Grande do Sul 20 mil toneladas. "Poderíamos exportar nosso excedente. Temos condições de colocar 70 mil toneladas naquele mercado", acredita Turra, defendendo a tomada de um posicionamento mais agressivo com relação à oferta dos nossos produtos. "Temos que criar uma agência de promoção do agronegócio."

Para Turra, o Estado deve preparar, também, a oferta do arroz orgânico, que apresenta boa aceitação na Rússia. "Com 205 bilhões de habitantes, não há oferta suficiente. Por pouco que seja, há espaço para prospectar nosso produto."

A importação de trigo é outra possibilidade de negócio bastante relevante para o Brasil. "A Ucrânia abriu o banal de importação de trigo e tem 9 milhões de toneladas disponíveis", declara Turra. Seria quantidade suficiente para substituir as importações da Argentina, hoje de 6 milhões de toneladas. "Com o problema do câmbio, se ficarmos na dependência da Argentina podemos pagar o que o trigo deles não vale", comenta Turra.


fonte: Jornal do Comércio – RGS – 22/01/200

 


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