Alimentos ecologicamente corretos

 


Nem natural, nem vegetariano. A nova tendência gastronômica aponta agora na direção dos alimentos biológicos, cultivados de forma ecologicamente correta e sem vestígios de aditivos químicos. Restaurantes como o Gula-Gula, o Doce Delícia, o Keka e o Vegetariano Social Club já aderiram à nova moda e garantem: o biô faz bem à saúde e ao paladar.

- Comer de forma saudável não é um sacrifício. Hoje há opções biológicas nos supermercados e há uma gama de restaurantes que trabalham com produtos orgânicos - diz Tina Izidoro, chef do Vegetariano Social Clube.

A casa trabalha apenas com produtos orgânicos e de origem vegetal - a exceção é o mel, usado para adoçar sucos e doces. No restaurante, o bobó de shiitake 100% biô ainda pode ser degustado com vinho orgânico:

- Aqui só entram produtos com o selo da Abio, que certifica produtos orgânicos - diz Tina.

Boa parte dos produtos usados no restaurante vem da Coonatura. A cooperativa, que tem um estande na Cobal do Humaitá, trabalha com leguminosas, queijos e farináceos biôs produzidos no seu sítio no Brejal, em Petrópolis.

- Os orgânicos não têm conservantes, são regados com água tratada e seguem culturas rotativas para não empobrecer a terra - explica o presidente da Coonatura, Paulo Roberto Ceotto.

O Gula-Gula do Leblon é um dos mais novos adeptos da culinária biológica. Há quatro meses, o Gulinha, como é conhecido, acenou com sugestões diárias de pratos totalmente orgânicos no seu cardápio. Entre as delícias, que em breve serão oferecidas em toda a rede, estão a quiche de tomate seco com salada da horta, e o supremo de frango empanado, recheado com ricota e espinafre e servido com arroz integral e purê de batata-baroa e de cenoura.

- Não há qualquer vestígio de química nesses pratos. No supremo de frango, por exemplo, tudo é orgânico: desde a galinha até o óleo, a farinha e o sal usados no preparo da receita - explica a diretora de alimentos do restaurante, Lelena César.

Os agrotóxicos, de acordo com o nutrólogo Leonardo Haus, em sua maioria, são substâncias extremamente tóxicas e seu consumo, por menor que seja a quantidade, pode provocar falhas mecânicas de digestão, como dor de estômago, distensões abdominais, azia, vômitos, cefaléias e diarréias:

- Algumas dessas substâncias podem desenvolver também alergias cutâneas ou respiratórias. São produtos altamente carcinogênicos. Hoje em dia, infelizmente, o que comemos de bom já não é tão bom assim e exatamente por isso devemos manter uma atenção qualitativa com a nossa comida.

fonte: Jornal O Globo de 09/12/02


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Rede de Agricultura Sustentável
É um serviço de Cristiano Gomes e L&C Soluções Socioambientais

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