Recursos hídricos e produção agroecológica são prioridades do PDHC

 

APODI - O coordenador de planejamento do Projeto Dom Hélder Câmara, economista Walmar Jucá, acompanhado do assessor Francisco Tavares, realizaram durante dois dias um redirecionamento do que foi planejado para o ano fiscal de 2007 na região do Apodi, que tem o objetivo de assegurar que os recursos sejam empregados da melhor maneira, atendendo a necessidade dos trabalhadores e trabalhadoras assessoradas pelo projeto.

Segundo Walmar serão priorizados dois importantes setores: recursos hídricos e produção agro-ecológica. No primeiro, será estudada toda a forma possível de abastecimento humano e produtivo, seja através do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), mini barragens, barragens submersas, ou qualquer outra probabilidade que garantam a sustentabilidade e a produção das áreas atendidas.

Já no segundo setor será implantada a diversificação produtiva sem a utilização de insumos, garantindo um melhor plantio com a durabilidade dos produtos cultivados. Também será discutida a diversificação produtiva, fazendo com que cada trabalhador tenha em suas propriedades tudo que ele precisa para sobreviver. "É importante que o agricultor mantenha em suas áreas uma pequena criação de galinha, de onde além da carne ele irá obter o ovo, caprinovinocultura, para garantir a carne e a complementação orçamentária da família, assim como apicultura, hortifrutigranjeiro e se possível criação de bovino", acrescenta Walmar.

O economista, que é natural de Amapá, mas que reside em Recife há vários anos, diz conhecer a situação do semi-árido e que aqui já foi um lugar mal visto. "Hoje, o semi-árido é tido como um lugar viável, tudo graças aos programas implantados pelo governo de convivência com a seca. Estudos revelam que a produção nessas áreas tem mais resistência e nutrientes que as cultivadas em áreas alagadas", complementa.

Walmar Jucá acredita que todo o trabalho realizado ao longo dos anos e os planejamentos futuros se fundirão numa revolução silenciosa, modificando os costumes milenares e as práticas da agricultura, tornando o semi-árido em um lugar tão importante quanto os demais para produtividade familiar através da convivência com a seca.

Fonte: Gazeta do Oeste - 10/01/07


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