Agricultores familiares são maioria na produção de orgânicos

 

Brasília (Brasil) - A Lei 10.831, que estabelece as normas de produção para os orgânicos, classifica os produtores em dois grupos: certificados e não certificados. Dos 20 mil projetos que obtiveram o selo de certificação, que garante a autenticidade do produto, as empresas responsáveis por essa concessão estimam que 90% sejam de pequenos agricultores.

“Muitos desses são grupos de produtores”, comenta o assessor técnico da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Jean-Pierre Medaets. “Então, na realidade, o número de famílias produzindo é muito maior do que 20 mil.”

Quanto aos não-certificados, Medaets explicou que quase a totalidade também é formada por pequenos agricultores que optam pela venda direta ao consumidor. “Nós podemos seguramente afirmar que no Centro-Sul qualquer cidade com mais de 100 mil habitantes tem, pelo menos, uma feira agro-ecológica. Tem muitas cidades com mais de uma feira. É um fenômeno muito interessante e não quantificado”, afirmou o técnico.

A atenção para o crescimento da cultura orgânica teve início, no Brasil, no fim da década de 70. Os movimentos pela agricultura alternativa fortaleceram-se durante os anos 80 e, na década de 90, já tinham “a lógica empresarial de convivência com os supermercados que exige uma preparação muito grande”, segundo a descrição de Medaets.

Nesse sentido, a Secretaria de Agricultura Familiar avalia que a especialização do agricultor e a melhoria da qualidade do seu produto têm feito com que ele mude de clientela. “Notamos uma migração muito grande de agricultores que vão ganhando patamar de qualidade e entrando na distribuição junto com os supermercados. O mercado externo demanda qualidade e menos promoção, o que é extremamente atrativo para os agricultores familiares”, afirmou o assessor técnico.

Na opinião de Medaets, o Brasil está entre os países considerados estratégicos para o crescimento das exportações mundiais de produtos orgânicos. Hoje, outras nações, como a Alemanha, Inglaterra e Itália, Estados Unidos, Japão, Argentina, Austrália e Índia, já investem nesse segmento do agronegócio cuja tendência e de expansão.

Fonte: Agência Brasil por Marcos Chagas em 4 de Março de 2007 - 15h51h


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