Adubo ecológico é novidade em MS

Depois da pioneira destinação da lenha da poda das árvores para os índios, a Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAG) de Dourados, Mato Grosso do Sul, e o Instituto de Terras e Desenvolvimento Agrário de MS (Idaterra) começaram a produzir, em grande escala, adubo orgânico a partir de resíduos como as folhas das árvores podadas, farelo de arroz, cama de frango e até pó de serra. Com um processo de produção bastante simples e o uso da mão-de-obra já existente na própria prefeitura, a meta é produzir 50 toneladas do eco-fertilizante por mês.

"O interessante é que o adubo orgânico tem a mesma eficácia dos adubos químicos, com a diferença de que não agride o solo e o meio ambiente", observa o secretário Huberto Noroeste dos Santos Paschoalick. A preparação do solo demanda uma maior quantidade do ecofertilizante em comparação com o produto tradicional. "Vale lembrar que, embora seja necessária uma quantidade maior para obter o mesmo efeito, o adubo orgânico é muito mais barato que os químicos", compara ele.

Com a produção do adubo orgânico, que começou há um mês, o lixo deixou de ser o destino para subprodutos de outras atividades, como é o caso das folhas das árvores e o pó de serra (resíduo das serrarias).

A Semag fechou parcerias com a iniciativa privada e está recolhendo tudo o que serve de matéria-prima para o fertilizante ecológico. "Antes, o pó de serra e as folhas das árvores podadas acabavam sendo queimados. Agora, o destino é mais inteligente", explica ele. Para obter os dejetos, a prefeitura só gasta com o transporte dos resíduos até a usina de compostagem.

Depois de recolher o que iria para o lixo ou para as fogueiras, a secretaria reúne todo o material e tritura. Depois, é a vez da natureza agir, fermentando a mistura, que recebe ainda farelo de arroz (para acelerar o processo de fermentação) e fosfato de cálcio (para enriquecê-la). O tempo para que o adubo esteja pronto para o uso varia de três a seis meses, conforme a matéria-prima usada.

Pequenos produtores envolvidos com projetos de produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos devem ser os primeiros beneficiados com o ecofertilizante produzido pela prefeitura. No município já há um grupo, o Verde Vida, empenhado neste tipo de agricultura, que vem ganhando cada vez mais mercado.

Fonte: Correio do Estado/MS 20/08)

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