Produtores de Igarapé-Miri produzem mel de açaí orgânico


Produzir mel puro do néctar do açaí orgânico. Essa é a especialidade da Associação dos Apicultores e Apicultoras de Igarapé-Miri (Apimi), município da Região Tocantins. A associação que congrega 23 membros começou a produção há cerca de seis anos, se especializando no processo que agrega valor ao produto.

Sebastião do Carmo, presidente da Apimi, disse que os produtores começaram a observar a florada do açaí e resolveram fazer uma experiência, que acabou dando certo. Agora, a entidade luta pela comprovação científica de que 90% do néctar são colhidos do açaizeiro, o que garantirá a certificação da produção.

A Apimi garante que é rentável a atividade a partir do açaí, principalmente porque o açaizeiro garante renda o ano inteiro para as famílias. "De março a agosto estamos colhendo o mel, e de julho pra frente começa a safra do açaí", informou Sebastião.

O trabalho da Apimi é um dos destaques da cadeia apícola do Estado, pela produção sem agressão ao meio ambiente. A experiência é um dos temas que serão discutidos no 8º Congresso Estadual de Apicultura e Meliponicultura do Pará (Apipará), lançado na manhã nesta quarta-feira (14), no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri).

O Apipará, maior fórum de debates da cadeia na Amazônia, terá como tema central "Capacitação e Desenvolvimento na Amazônia". Realizado anualmente, este ano o evento acontecerá de 3 a 06 de dezembro, no município de Soure, no Arquipélago do Marajó. Com 150 anos de emancipação, Soure oferece belas praias, atrativo para o turismo na região, com acesso por vias fluvial e aérea.

O lançamento do Apipará contou com a apresentação do Grupo Folclórico Aruãs, formado por músicos e dançarinos nascidos no Marajó.

Crescimento - O Pará é o primeiro Estado da Amazônia na produção de mel. Em 2008, a produção chegou a 1.100 toneladas. "Crescemos cerca de 30% nos últimos dois anos", garantiu Gerson de Morais, presidente da Federação Apícola do Pará (Fapic). Ele atribuiu a valorização da cadeia à infraestrutura que vem sendo criada pelo governo do estado e aos investimentos na atividade, por meio de fomento e capacitação. "Só no ano passado a Sagri investiu cerca de R$ 1 milhão no setor", completou.

A expectativa é trabalhar também a produção de pólen. Capanema, no nordeste paraense, é o primeiro município paraense a desenvolver a atividade devido à presença dos coqueirais, que favorecem a produção. Dos 22 aminoácidos existentes na natureza e essenciais para a saúde humana, o pólen é o único alimento que contém todos eles.

"A forma organizada de desenvolver a atividade garante o diferencial da cadeia", frisou o secretário de Estado de Agricultura, Cássio Pereira.

Fonte: Agência Pará em 14/10/2009 por Iolanda Lopes - Sagri


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