Agricultores do Assentamento Paraíso das Acácias buscam parcerias para produção orgânica de alimentos


Um grupo de agricultores da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Paraíso das Acácias (Abrapa), localizado no km 30 da BR-364, em Candeias do Jamari, procurou a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) com a finalidade de estabelecer parcerias para a produção de alimentos orgânicos e agroecológicos.

O contato foi feito por meio da Técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Joana Vergotti, que também coordena o Programa Terra Sol, de fomento à agroindustrialização e comercialização da produção rural familiar. De acordo com o gerente de Agroecologia da Seagri, Alexsandro Quirino de Oliveira, os produtores do Paraíso das Acácias querem conhecer os procedimentos para iniciar a produção orgânica de hortaliças e de outros produtos que já são produzidos, porém, de forma convencional.

O assentamento Paraíso das Acácias foi implantado no início do ano 2001, e conta atualmente com cerca de 70 famílias de produtores e, inclusive, com diversas agroindústrias implantadas, como de polpa de frutas, de produção de pães, farinhas e derivados de mandioca. Eles também comercializam semanalmente na Feira da Reforma Agrária, que acontece todas as quintas-feiras, no pátio do Incra, em Porto Velho.

Principalmente as mulheres, de acordo com a coordenadora Joana, querem conhecer os detalhes da produção orgânica como forma de oferecer alimentos mais saudáveis e de agregar maior valor aos produtos.  De acordo com Alexsandro Quirino, para começar a desenvolver a agricultura orgânica, os produtores devem observar parcial ou integralmente as práticas definidas na Lei 10831, que rege a produção orgânica no país. Segundo ele, um dos pontos principais para se iniciar a produção orgânica está na garantia de um projeto de Assistência Técnica e na elaboração de um Plano de Manejo da área, em conjunto com os produtores.

Com a incorporação gradual de novas práticas como adubação orgânica, uso de compostagem, controles culturais de pragas e doenças por meio de produtos naturais e menor uso possível de insumos externos, os produtores vão percorrendo os passos necessários para a conversão à produção orgânica, atingindo, já no ano seguinte, no caso das culturas anuais, como cereais e hortaliças e, no caso de culturas perenes, como a maioria das frutas, a partir do terceiro ano de manejo, podendo levar até quatro anos para a conversão total.

Quirino também informa que o produtor orgânico utiliza o menor número possível de insumos externos, extraindo a maioria dos insumos da própria propriedade e os produtos contam com rastreabilidade e certificação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A transição agroecológica possibilita benefícios ambientais, sociais e econômicos. Normalmente, está ligada a grupos de produtores que observam coletivamente condições favoráveis à produção, contribuindo com a conservação dos recursos naturais.

Os produtos produzidos de forma orgânica podem agregar até 30% a mais no valor em programas de aquisição de alimentos como o Programa de Aquisição de Alimentos/PAA, do governo federal. Porém, há produtos que chegam a atingir até a 100% a mais do preço normal de oferta, quando produzido de forma orgânica. Em Porto Velho, há uma associação formada por um grupo de 23 produtores de hortaliças em processo de certificação orgânica. É a Associação de Agricultores Agroecológicos de Porto Velho (ASA), que já comercializa os produtos agroecológicos para programas governamentais de merenda escolar, creches, hospitais e público em geral.

Fonte:Secom - Governo de Rondônia por Mirian Franco


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