Organismos Geneticamente Modificados - Transgênicos


Quinta-feira, 30 de novembro de 2000



Sinal verde aos transgênicos
De Brasília 

Apresidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Leila Macedo Oda, confirmou que desde 13 de setembro estão liberados o plantio e a comercialização de organismos geneticamente modificados no país. 

Amparada num comunicado conjunto das consultorias jurídicas de quatro ministérios e da Advocacia-Geral da União (AGU) ao juiz da 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Oda afirmou que todas as decisões da CTNBio continuam em vigor. "A interpretação das consultorias e da AGU é clara: por enquanto, está tudo liberado, confirmou.

De 1998 para cá, o juiz da 6ª Vara Federal determinou a proibição do plantio e da comercialização dos transgênicos, além de ter imposto à CTNBio a suspensão da emissão de pareceres técnicos conclusivos, e determinou também a realização de estudos de impacto ambiental, a confecção de novas normas de biossegurança e a rotulagem dos transgênicos. ;Hoje, tudo isso está suspenso, disse Leila Oda. 

Os ministérios esclareceram à 6ª Vara que "entendem estar a sentença com a eficácia temporariamente suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nas decisões prolatadas na âmbito do conflito de competência". Em meados deste ano, a AGU entrou no STJ com uma ação alegando conflito entre a 6ª Vara Federal e o Tribunal Regional Federal de Pernambuco (TRF-PE) nos casos de importação de milho transgênico.

Os consultores jurídicos argumentaram ainda que &quot;qualquer providência que viesse a ser adotada poderia configurar descumprimento a uma das sentenças em dissenso&quot;. Em 13 de setembro, o ministro Francisco Falcão, relator do caso no STJ, transferiu ao TRF-PE a competência para tratar de &quot;qualquer medida de caráter urgente até que o conflito de competência seja dirimido&quot;. Para Falcão, &quot;<u>todas as decisões da 6ª Vara estão suspensas e a CTNBio está liberada de cumprir qualquer outra decisão.

A presidente da CTNBio já havia feito a mesma afirmação na última semana durante um seminário em Punta del Este. &quot;<u>Plantar, pode. Agora, quem fizer isso corre riscos de ver a decisão do STJ ser cassada. Mas, de hoje até a uma possível cassação da liminar, o plantio e a comercialização estão liberados,disse no evento.

No caso dos transgênicos o governo conseguiu mais uma vitória ontem. Conseguiu adiar por mais uma semana a votação no Senado do projeto que proíbe o plantio e a comercialização por três anos de alimentos modificados.Para evitar a aprovação do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, ligou para o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), relator da proposta, pedindo que ele ouvisse explicações de especialistas do Embrapa sobre o assunto.

Alcântara concordou em conversar com os técnicos do Embrapa, mas aceitou adiar a votação por apenas mais uma sessão da comissão. Assim, o projeto entrará novamente na pauta da CAS na próxima quarta-feira.(Mauro Zanatta e Marcelo de Moraes)

 

Monsanto defende transgênicos e agrotóxicos no Congresso

Projeto ajuda a equilibrar balança comercial, diz empresa Monsanto faz defesa, na Câmara, de fábrica na BA

Mauro Zanatta

A Monsanto defendeu ontem, em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, a concessão de R$ 285,9 milhões do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) para a instalação de sua fábrica de glifosato, princípio ativo do agrotóxico;Roundup, no Pólo de Camaçari, na Bahia. 

O diretor de Assuntos Corporativos da empresa, Rodrigo Almeida, disse que o investimento ajudará no equilíbrio da balança comercial, Reduziremos em US$ 130 milhões as importações do glifosato e passaremos a exportar o mesmo valor para nossa fábrica em Zárate, na Argentina, afirmou. &quot;Além disso, o pólo de Camaçari está renascendo por causa do nosso investimento;. A nova fábrica está orçada em US$ 550 milhões, segundo ele. 

O empréstimo significaria mais de 60% do orçamento total do Finor para 2000, segundo o deputado José Pimentel (PT-CE). A principal crítica dos parlamentares é sobre a pequena geração de empregos. Aprovado em dezembro de 1999, o projeto deve gerar 350 vagas diretas. 

O diretor da Monsanto argumentou, ainda, que estão previstos investimentos de cerca de US$ 100 milhões dos fornecedores de formol, soda, cloro e nitrogênio. Aí, serão mais 1.050 empregos indiretos, disse. 

O diretor de Administração de Incentivos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Roldão Gomes Torres, mudou o discurso para defender o projeto. Com esse investimento, o pólo vai ressurgir, disse.Ainda não desembolsamos nenhum centavo, mas parte dos créditos tributários serão divididos com projetos menores;. Em 14 de junho, porém, na CPI do Finor, Torres admitiu irregularidades no processo. Não conhecíamos a legislação, disse, à época, alegando que a Sudene desconhecia a proibição aos transgênicos no país.

Na reunião de ontem, os parlamentares também discutiram a liberação comercial dos transgênicos. Em defesa dos organismos, Rodrigo Almeida disse que a Monsanto &quot;acredita hoje, cada vez mais, numa agricultura sem o uso de agrotóxicos&quot;. Segundo ele, usar-se-ia menos agrotóxicos com essa tecnologia e proibi-la seria um &quot;desserviço ao país&quot;. &quot;Nos EUA, por exemplo, foram economizados US$ 220 milhões em aplicações de defensivos em 1998&quot;, afirmou. Mesmo assim, Almeida defendeu a ampliação em 100 vezes no limite de resíduos do glifosato na soja - a decisão do Ministério da Saúde, de setembro de 1998, elevou o limite de 0,20 para 20 partes por milhão (ppm).

A presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Leila Oda, também defendeu os transgênicos. Se nós, reconhecidos cientistas de renome, aprovamos, é porque o produto é bom, afirmou.<

http://www.cpovo.net/" eudora="autourl">http://www.cpovo.net</a></u></b></font> <br> <font face="Arial, Helvetica" size=2><b>CORREIO DO POVO<br> </b>PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 30 DE NOVEMBRO DE 2000<br> </font><font face="Arial, Helvetica" size=2 color="#0000FF">


Monsanto defende transgênicos no Congresso


O diretor de Assuntos Corporativos da indústria química Monsanto do Brasil, Rodrigo Almeida, tentou convencer os deputados da necessidade de aprovar as plantações de alimentos geneticamente modificados no Brasil. A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados vai discutir a instalação da Monsanto na Bahia e a questão dos transgênicos apenas na volta do recesso parlamentar, no ano que vem. Ontem, em audiência pública, Almeida apresentou o projeto de fabricação do agrotóxico Roundup no Brasil.

A presidente da Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBIO), Leila Macedo Oda, citou um documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) que garante ainda não haver qualquer tipo de prova que os transgênicos provoquem danos no organismo humano. 'No mundo, já existem 45 milhões de hectares plantados com transgênicos. A soja corresponde a 54% do que é plantado e o milho, a 28%' , afirmou a pesquisadora.

O diretor da Monsanto lembrou que a produção do herbicida glifosato, previsto para ser comercializado a partir de 2001 na nova fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia, trará para o país 150 milhões de dólares por ano. Segundo, Almeida, o Brasil gasta valor equivalente na importação do produto. 

O diretor do Greenpeace no Brasil, Roberto Kishinami, chamou ontem de 'imoral' a concessão de incentivos fiscais pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pelo governo da Bahia para a empresa Monsanto instalar a fábrica em Camaçari. 

Na audiência pública realizada ontem, na Câmara dos Deputados, o deputado federal Valter Pinheiro (PT-BA) disse que a fábrica de Camaçari terá incentivos fiscais da Sudene no valor de R$ 285 milhões, gerando apenas 319 empregos.


Jornal Valor Econômico, Nº 148, Quinta-feira, 30|11|2000

STJ LIBEROU TRANSGÊNICO, DIZ LEILA ODA, DA CTNBIO 
 
A presidente da Comissão Técnica Nacional de Tecnologia e Biossegurança (CTNBio), Leila Oda, esclareceu há pouco à Agência Estado que, em função de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender todas as determinações adotadas por diversas instâncias jurídicas até que seja julgado um conflito de competência envolvendo o assunto, o plantio de produtos transgênicos no País está liberado. &quot;É claro que, como a decisão do STJ é provisória, ninguém é louco de plantar e perder tudo se o julgamento final for desfavorável&quot;, afirmou Leila Oda.

A diretora explicou que sua avaliação está baseada em um parecer das consultorias jurídicas dos Ministérios da Agricultura, Saúde e Ciência e Tecnologia, elaborado em conjunto com a Advocacia Geral da União (AGU). Este parecer serviu também de base à comunicação enviada ao juiz da 6ª Vara da Justiça Federal, Antônio Souza Prudente, na semana passada. O juiz tinha cobrado do governo o prazo de 90 dias para que definisse as normas de segurança e comercialização dos produtos transgênicos.

Informamos ao juiz que, diante da decisão do STJ, estávamos desobrigados de cumprir os prazos, afirmou. Leila Oda informou que a Comissão estava trabalhando na elaboração de normas e procedimentos para o plantio e comercialização dos produtos transgênicos, embora entendesse que a Instrução Normativa nº 3, da CTNBio, já detalhava tais procedimentos. &quot;Íamos cumprir porque é uma decisão do juiz&quot;, afirmou. Disse ainda que não tem uma previsão de quando o STJ vai julgar o conflito de competência sobre a questão dos transgênicos.

 
http://www.agrocast.com.br,30/11/2000 - 13h39 Brasília, 30 -  (Nélia Marquez

TRANSGÊNICOS: DECISÃO DO STJ DERRUBA PRAZO P/ ROTULAGEM, DIZ ODA
 
Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de suspender todas as determinações adotadas por diversas instâncias jurídicas até que seja julgado um conflito de competência envolvendo o assunto, também foi derrubado o prazo que teria expirado em outubro para que o governo definisse, em portaria, as regras de rotulagem dos produtos com componentes transgênicos. A informação foi dada à Agência Estado pela presidente da Comissão Técnica Nacional de Tecnologia e Biossegurança (CTNBio), Leila Oda

Uma minuta de portaria com as regras de rotulagem chegou a ser discutida pelos ministros da Justiça, José Gregori, da Saúde, José Serra, da Agricultura, Pratini de Moaraes, da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardemberg, e da Casa Civil, Pedro Parente. A minuta foi preparada por um grupo de trabalho que, em dezembro do ano passado, definiu uma primeira versão que foi disponibilizada para consulta pública. Em junho de 2000, o Ministério da Justiça decidiu, então, reconvocar o grupo para examinar 178 propostas apresentadas durante a consulta pública. O texto final acabou não sendo divulgado.

 
30/11/2000 - 13h40

TRANSGÊNICOS: AGRICULTURA AUTORIZOU 5 CULTIVARES, DIZ ODA
 
Conforme a presidente da Comissão Técnica Nacional de Tecnologia e Biossegurança (CTNBio), Leila Oda, até o momento o órgão deu apenas um parecer favorável para o plantio de produto transgênico no País. Conforme suas informações, em setembro de 1998 a CTNBio deu parecer favorável para plantio e comercialização, no Brasil, da soja com componente transgênico. Foi com base neste parecer que o Ministério da Agricultura autorizou o plantio de cinco cultivares do produto.<br> <br>
Segundo Leila Oda, a autorização para plantio está em vigor em função da decisão do STJ de suspender todas as determinações judiciais sobre o assunto. Ela esclareceu que a CTNBio apenas emite parecer. Quem decide é o Ministério da Agricultura. Em função de liminares e decisão do juiz da 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Antônio Souza Prudente, os procedimentos para o plantio foram suspensos

O outro parecer envolvendo produtos transgênicos preparado pela CTNBio foi favorável à importação de milho transgênico da Argentina para completar o abastecimento interno em função da quebra de safra do produto. Segundo Leila Oda, depois de uma avaliação sobre todos os exemplos de milho transgênico comercializado nos Estados Unidos, na Argentina e no resto domundo, o parecer da CTNBio foi favorável à importação do produto para uso como ração animal. &quot;Não poderia ser plantado e nem consumido pelo ser humano&quot;, esclareceu. (Nélia Marquez, fim)</font> <br> </html>

 
 (Nélia Marquez, segue)30/11/2000 - 13h40

NOTA DO GREENPEACE-BRASIL
 
Governo dá subsídios à Monsanto
Audiência Pública evidencia benefícios à empresa

(Brasília, 29/11/00) A audiência pública realizada na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, sobre a atuação da Monsanto e a questão dos transgênicos no Brasil, expôs o escandaloso benefício econômico que o governo está fornecendo à Monsanto. 
Só neste ano, a empresa ganhará mais da metade dos recursos do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) para a construção de uma fábrica na Bahia destinada à produção do agrotóxico Roundup. Este herbicida é utilizada na soja transgênica Roundup Ready, desenvolvida pela Monsanto e cujo plantio é ilegal no país.

A Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) aprovou, no final de 1999, cerca de R$ 285,88 milhões do Finor para a construção da fábrica. Além do subsídio, que gerará apenas 319 empregos, a empresa também ganhará isenção de 75% no Imposto de Renda e ICMS nos próximos 10 anos.

"Além do subsídio de quase R$1 milhão por emprego gerado, o governo está apoiando uma tecnologia que causa uma série de impactos ambientais e para a saúde humana" diz Mariana Paoli, coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace. "A Justiça Brasileira assegurou a necessidade da realização do estudo prévio de impacto ambiental para transgênicos (EIA/RIMA) (1) Segundo a lei de Biossegurança, para o cultivo, importação e comercialização de produtos geneticamente modificados, são necessários um parecer técnico conclusivo da CTN-Bio e a autorização dos Ministérios de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde.

"O agrotóxico da Monsanto à base de glifosato também pode gerar uma série de problemas à saúde e ao meio ambiente. E o plantio comercial é ilegal no país", afirma Mariana Paoli. Cientistas apontam algumas das possíveis conseqüências à saúde humana e ao meio ambiente pelo uso de transgênicos: o empobrecimento da biodiversidade, a eliminação de insetos que não são alvo da agricultura, o aumento da contaminação de solos e corpos d'água devido à intensificação do uso de agrotóxicos, e o desenvolvimento de plantas e animais resistentes a uma ampla gama de antibióticos e agrotóxicos.


Mais informações:
Roberto Kishinami, diretor executivo do Greenpeace Brasil - (11)9169.7955 Mariana Paoli, Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace - (11) 30661184 ou (11) 92153987


Nota do Editor:
(1) O Greenpeace, o Idec e o Ibama estão, há dois anos, ganhando na Justiça uma ação contra o plantio comercial da soja transgênica Roundup Ready. O estudo prévio de impacto ambiental, conforme é exigido pelas resolução 001/86 e 237/97 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e o art. 225 da Constituição Federal, não foi realizado. Tanto a 6ª Vara de Brasília quanto o Tribunal Regional de Brasília confirmaram a decisão, em agosto de 99 e junho deste ano, respectivamente.
 
 

AMBIENTALISTAS CUESTIONAN transgênicosEN EL CONO SUR
 
La realizacion del Seminario Panamericano de Semillas en Uruguay desencadeno una fuerte campania de alerta y rechazo a los transgênicospor un importante conjunto de organizaciones ambientalistas. Las actividades fueron organizadas por REDES Amigos de la Tierra, GRAIN (Accion Internacional por los Recursos Genaticos), RAPAL (Red de Accion en Plaguicidas-Amarica Latina), y la UITA (Union Internacional de Trabajadores de la Alimentacion), con la adhesion de CLAES, CIPFE, CEUTA, Accion por la Biodiversidad (Argentina), Sociedad Espaniola de Agricultura Ecologica , Red Interamericana de Agricultura y Democracia (RIAD), Red de Coordinacion en Biodiversidad, Plataforma Rural - Espania, FOBOMADE, Foro Boliviano sobre Medio Ambiente y Desarrollo, Instituto Latinoamericano de Servicios Legales Alternativos, Colombia; y otros.

La declaracion recuerda que Amarica Latina es la segunda region del mundo en superficie cultivada con semillas transgenicas y el gobierno uruguayo ha mantenido una posicion aliada a Estados Unidos en la defensa a ultranza de la apertura total del mercado a estos cultivos. Esta reunion del Panamericano de Semillas es una instancia mas para la consolidacion de sus negocios. Las organizaciones buscan que se declare una moratoria a la liberacion y al comercio de organismos transgênicosy sus productos derivados, hasta que exista completa evidencia de su seguridad y de la ausencia de riesgos, y que nuestras sociedades hayan tenido la oportunidad de conocer y debatir informadamente sobre estas tecnologias, sus riesgos e impactos asi como de ejercer su derecho a decidir sobre su utilizacion. Las organizaciones realizaron una manifestacion publica frente a la reunion que logro una amplia cobertura de prensa.

Asimismo, en el caso de Uruguay (pais sede de la reunion), diversas organizaciones ambientalistas enviaron una nota al Ministro de Ganaderia, Agricultura y Pesca, donde expresan su preocupacion por la aprobacion de cultivos transgênicosen ese pais. Reconociendo la importancia de la agropecuaria para el desarrollo, la nota reclama un analisis serio de las consecuencias comerciales, sanitarias y ambientales de esos cultivos, alertando que ponen en riesgo la imagen de "Uruguay Pais Natural". Se reclamo la necesidad de etiquetar los productos, reforzar los analisis de riesgo, alertando que la comision de bioseguridad con que cuenta nuestro pais carece de representacion de las gremiales de productores rurales y de las organizaciones ciudadanas dedicadas a temas ambientales y del consumo. La nota finaliza reclamando una moratoria a la introduccion de esos productos en Uruguay.
 
Boletin No 19, Noviembre 2000 OBSERVATORIO AMBIENTAL AGROPECUARIO M E R C O S U R

SEMINARIO PANAMERICANO DE SEMILLAS PROMUEVE LOS transgênicos
 
Entidades latino-americanas, representantes de empresas e produtores de sementes, assinaram na quarta-feira, 22 de novembro, em Punta del Este, Uruguai, manifesto favoravel à continuidade das pesquisas e liberacão do cultivo e comercializacão das plantas geneticamente modificadas. O documento de apoio a biotecnologia foi divulgado ao final do 17a Seminario Panamericano de Sementes. Durante o evento, tambem ocorreu o Forum Mundial sobre Biotecnologia e Marketing de Sementes, organizado pela FAO (Organizacão das Nacoes Unidas para Alimentacão e Agricultura).

Segundo o documento, o desenvolvimento cientifico na area tecnologica e fundamental para o progresso da agricultura da America do Sul e Caribe e a utilizacão das plantas geneticamente modificadas e essencial para alcancar esse objetivo. "Os paises da America do Sul e Caribe possuem mecanismos legais e de regulamentacao, necessarios para a evolucão segura das plantas geneticamente modificadas", informa o texto.

O manifesto tambem menciona o direito do agricultor de utilizar a biotecnologia para garantir a competitividade de suas lavouras e a seguranca das plantas geneticamente modificadas. "Existem estudos cientificos mostrando que as plantas geneticamente modificadas, liberadas para utilizacao, sao tao seguras quanto as nao-modificadas". As associacões de produtores de sementes se comprometeram a produzir sementes geneticamente modificadas totalmente seguras para a saude humana e preservacão do meio ambiente. O documento informa, ainda, que os consumidores serao os beneficiados finais dos novos produtos, que melhorarão a qualidade de vida da populacao.

Entre as entidades que se posicionaram a favor da biotecnologia estão a Associacão Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem), Associacão dos Produtores de Oleaginosas e Trigo Anapo, da Bolivia, Associacão Equatoriana de Sementes, Camara Uruguaia de Sementes e outras entidades representativas de produtores de sementes da Colombia, Venezuela, Chile e Argentina.

O evento ocorrido entre os dias 20 e 22 de novembro, foi uma realizacão da Federacão Latino-Americana de Associacoes de Produtores de Sementes (Felas), que reune 4 mil empresas de sementes de 13 paises, com faturamento anual de US$ 3 bilhões, ou 10% do mercado mundial de sementes. Cerca de 500 representantes de instituicões governamentais de pesquisa, empresas e associacões, provenientes de 24 paises da America Latina, Europa (Alemanha, Austria, Belgica, Franca, Holanda, Hungria, Italia e Suica), Siria e Estados Unidos participaram do encontro.
 
 

DESCOBERTA PLANTAÇÃO TRANSGÊNICA
 
O Ministério da Agricultura deve confirmar nos próximos dias a descoberta oficial da primeira plantação de sementes transgênicas no Oeste do Paraná. 
Equipes do órgão estão desde a semana passada monitorando a região onde j foram apreendidas 11 toneladas de soja modificadas geneticamente só este ano. A soja recolhida vinha sendo produzida em municípios próximos de Foz do Iguaçu, na fronteira com a Argentina, onde o plantio e comércio de produtos transgênicos é permitido. Normalmente, o contrabando faz uma triangulação e entra no Brasil pelo Paraguai.

O ministério aumentou a fiscalização nas propriedades agrícolas do Paraná, em especial da região Oeste, por causa das suspeitas de que alimentos argentinos modificados geneticamente estariam entrando ilegalmente no País. 
Por determinação do ministro Pratini de Moraes, o efetivo fiscal e ampliação da estrutura do órgão em Foz foi reforçada por causa das fronteiras com os países vizinhos.

A plantação teria sido descoberta numa das propriedades onde o produto foi confiscado. O proprietário teria plantado e comercializado sementes de soja transgênica antes da apreensão do ministério. A Delegacia do MA, em Curitiba, ainda não confirmou a existência de transgênia no local.

Uma decisão da Justiça Federal proíbe a importação, o cultivo e comércio de produtos transgênicos no Brasil - à exceção da importação para pesquisas. A insistência dos produtores paranaenses resultou nas duas apreensões. Na primeira operação, dia 6 de setembro, 5,4 toneladas de soja transgênica foram confiscadas em Vera Cruz do Oeste. A soja pertencia ao agricultor Antenor Bampi. O Ministério da Agricultura coletou e enviou amostras para análise na Universidade Federal do Paraná. Os exames confirmaram que a soja sofreu mudança genética.

Até o anúncio da sentença final, os proprietários ficam como fiel depositário da soja apreendida. Caso se desfaça do produto, correm o risco de pagar uma multa que pode chegar a 16 mil Ufirs (R$ 17 mil), além de serem presos, conforme prevê a legislação brasileira. Segundo informações extra-oficiais, já existe 1 milhão de hectares plantados com soja transgênica no Brasil, a maior parte no Rio Grande do Sul.

Encontro do ministério em Foz

Desde terça-feira, cerca de 60 técnicos do Ministério da Agricultura de todo o Brasil estão reunidos em Foz do Iguaçu na 5.ª Reunião Nacional da Fiscalização Federal de Fertilizantes Corretivos e Inoculantes. Entre os principais assuntos, os funcionários estão discutindo a padronização de procedimentos da Fiscalização e avaliando resultados do trabalho do órgão no País.

O uso de fertilizantes foi um dos temas abordados durante o encontro. 
Informações extra-oficiais apontam que pelo menos 10% do produto hoje no mercado são falsificados. O delegado do Ministério da Agricultura Federal, Johil Cruz, disse a O Estado que a melhor forma de o agricultor se prevenir contra a falsificação é pedir ajuda do Ministério da Agricultura para que amostras do produto sejam analisadas antes de ser usado e procurar informações sobre o laboratório. A multa para a empresa que vende fertilizante adulterado pode chegar a R$ 17 mil. A reunião termina hoje.
 
O Estado do Paraná - 30/11/2000

http://parana-online.zip.net/economia.htm

 

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