Brasil: Blairo Maggi proíbe plantio de soja transgênica no Mato Grosso, por Giuliano Mendes

O plantio de soja transgênica no Mato Grosso está proibido. A decisão foi tomada nesta terça-feira (28-10) pelo governador do Estado e maior produtor da oleaginosa no país, Blairo Maggi (PPS)

A estimativa para a safra 2003/04 do MT é de 15 milhões de toneladas do grão. Maggi afirmou, conforme sua assessoria, que os produtores interpretaram de forma errada a Medida Provisória 131 do governo federal que liberou o plantio da soja transgênica e a comercialização até dezembro de 2004 no Brasil.

O governador disse também, por meio de sua assessoria, que considera "o plantio e a comercialização destinados apenas aos produtores que já estavam preparados e inscritos para isso". Na avaliação do governador, "não é o caso de nenhum produtor de Mato Grosso". O Instituto de Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso (Indea) obteve a informação da Claspar (Empresa Paranaense de Classificação de Produtos de Origem Vegetal), que a soja apreendida na semana passada no Paraná pertence à empresa Adubos Viana de Primavera do Leste, localizada a 239 km de Cuiabá. Se a informação for confirmada, será uma evidência de que existe plantio ilegal de soja transgênica em Mato Grosso, destacou o Indea.

A administração do porto do Porto de Paranaguá revelou nesta terça os primeiros testes da blitz em armazéns e silos com soja no Paraná. Foi constatada a presença de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no terminal exportação do Paraguai. O superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, anunciou a interdição do estoque. Ele disse que pode impedir que o Paraguai use a estrutura de embarque em navios que pertence ao governo paranaense para embarcar a soja que estaria batizada.

As análises foram realizadas em amostras de um estoque de pouco mais de mil toneladas no terminal controlado pela ADM, multinacional de importação e exportação de grãos que há quatro anos obteve do governo paraguaio o direito de movimentar a soja daquele país no porto paranaense.

Os exportadores paraguaios projetam prejuízos de até US$ 35 milhões com a proibição das exportações. ""Os prejuízos são muito altos, vão variar entre US$ 30 milhões e US$ 35 milhões caso se mantenha esta situação. Estamos bastante preocupados. Há custos logísticos, como o do frete e o da própria demora dos produtos para chegar aos seus destinos, o fluxo de caixa. A situação é grave"", afirmou o presidente da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco), César Jure.

Testes realizados em estoque de produto brasileiro, em um segundo armazém controlado pela mesma empresa, também indicaram resíduos de transgênicos. Nos próximos dias, a blitz vai alcançar mais três terminais, sendo todos de empresas brasileiras, que ainda mantêm soja estocada no porto. Segundo o diretor técnico do porto, Ogarito Linhares, o próximo navio para o embarque de soja atraca nesta quarta-feira (29-10) vindo da Argentina e com destino à Itália.

fonte: Agrolink em 28-10-03

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