Transgênicos - Organismos Geneticamente Modificados


FDA advisers tied to industry
 
By Dennis Cauchon, USA TODAY

More than half of the experts hired to advise the government on the safety and effectiveness of medicine have financial relationships with the pharmaceutical companies that will be helped or hurt by their decisions, a USA TODAY study found.

These experts are hired to advise the Food and Drug Administration on which medicines should be approved for sale, what the warning labels should say and how studies of drugs should be designed.

The experts are supposed to be independent, but USA TODAY found that 54% of the time, they have a direct financial interest in the drug or topic they are asked to evaluate. These conflicts include helping a pharmaceutical company develop a medicine, then serving on an FDA advisory committee that judges the drug.

The conflicts typically include stock ownership, consulting fees or research grants.

Federal law generally prohibits the FDA from using experts with financial conflicts of interest, but the FDA has waived the restriction more than 800 times since 1998.

These pharmaceutical experts, about 300 on 18 advisory committees, make decisions that affect the health of millions of Americans and billions of dollars in drugs sales. With few exceptions, the FDA follows the committees' advice.

The FDA reveals when financial conflicts exist, but it has kept details secret since 1992, so it is not possible to determine the amount of money or the drug company involved.

A USA TODAY analysis of financial conflicts at 159 FDA advisory committee meetings from Jan. 1, 1998, through last June 30 found:

At 92% of the meetings, at least one member had a financial conflict of interest.

At 55% of meetings, half or more of the FDA advisers had conflicts of interest.

Conflicts were most frequent at the 57 meetings when broader issues were discussed: 92% of members had conflicts.

At the 102 meetings dealing with the fate of a specific drug, 33% of the experts had a financial conflict.

"The best experts for the FDA are often the best experts to consult with industry," says FDA senior associate commissioner Linda Suydam, who is in charge of waiving conflict-of-interest restrictions.

But Larry Sasich of Public Citizen , an advocacy group, says, "The industry has more influence on the process than people realize."

Kraft recolhe taco feito com milho transgênico
 
26 de setembro de 2000 - A Kraft Foods, da Philip Morris, informou que recolherá todas 'tortillas' (massa externa) de taco da Taco Bell Home Originals após seus próprios testes constatarem sinais da presença de milho transgênico não-aprovado para consumo humano.

O porta-voz da Kraft, Michael Mudd, disse que um exame realizado por um laboratório de Luisiana, EUA, contratado pela empresa confirmou o que ativistas já haviam informado no começo da semana passada: o uso de um milho transgênico na confecção das 'tortillas'.

Num comunicado, a Kraft recomendou, além disso, alterações ao processo de regulamentação de alimentos transgênicos, entre os quais exigências mais rígidas para aprovação. Os ativistas defenderam a adoção de mudanças semelhantes, embora elas tenham sido em grande medida ignoradas pelo Departamento de Proteção Ambiental e pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, dois dos órgãos governamentais que regulamentam os produtos agrícolas.

'Consideramos que mais do que nunca o FDA deveria exigir exames de segurança pré-comercialização e determinar a rotulagem dos alimentos geneticamente modificados', diz Larry Bohlen, diretor de programas de saúde e ambientais do grupo ambiental Amigos da Terra, que combate os alimentos transgênicos.

Mudd disse que a Kraft testou a massa dos tacos para verificar a presença da variedade de milho desenvolvida pela Aventis. O milho é geneticamente modificado para matar pragas e seu consumo é aprovado apenas para ração animal. 'Estamos decepcionados', disse Mudd.

As 'tortillas' foram produzidas pela Sabritas Mexicali, divisão da PepsiCo do México. A farinha de milho foi processada pela Azteca Milling, do Texas. 
A Kraft licencia o uso do nome Taco Bell junto à Tricon Global Restaurants. 

 

Gazeta Mercantil, 26/9/2000, Agribusiness

Embrapa desenvolve variedades do grão com nova parceira
 
Brasília, 26 de setembro de 2000 - A polêmica que envolveu durante quase trinta dias a Fundação de Pesquisa Mato Grosso, localizada naquele estado, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, chega ao fim sem renegociação entre as entidades. O contrato, voltado à pesquisa de novos cultivares de soja, não será mais renovado e a Embrapa inicia, no próximo dia 15, parceria nos mesmos moldes com a Fundação Centro-Oeste.

Recém criada, a Fundação Centro-Oeste, a nova parceira, só estará constituída juridicamente nas próximas semanas e consiste numa iniciativa dos produtores da região para traçar novas opções de pesquisa dos produtos agrícolas e, ao mesmo tempo, dar continuidade ao material genético que vinha sendo desenvolvido no estado, como forma de evitar atrasos na distribuição de sementes para as próximas safras.

Com caráter de entidade privada, a fundação já congrega 61 produtores da região, mas pretende estender a quantidade total de membros para 80 associados, no total. A princípio, informa o atual coordenador, Wilson José de Souza, a previsão de investimento do grupo é de R$ 800 mil/ano, na pesquisa de novos tipos de soja, algodão, arroz e milho.

A Embrapa, por sua vez, colocará todo o seu banco de germoplasmas à disposição da entidade e transferirá para o setor de pesquisa a ser implantado, todos os técnicos que estavam lotados na Fundação MT. Mas exigirá a propriedade intelectual do material genético desenvolvido - principal motivo das divergências com a antiga parceria.

De acordo com Wilson de Souza, a Fundação Centro-Oeste pretende atuar em todo o Mato Grosso e, também, nos estados de Rondônia e no norte do Mato Grosso do Sul. 'Assim que a empresa for oficializada, começaremos a contratar os técnicos agrícolas e pesquisadores', afirma.

A parceria entre a Embrapa e a Fundação MT durou sete anos, resultou no desenvolvimento de vinte cultivares de soja e estava em vias de ser renovada. Mas durante as discussões para renegociação, a Embrapa passou a proibir das empresas com quem mantém trabalho integrado de pesquisa, programas próprios de melhoramento e a participação destas em programas de terceiros, o que a fundação não concordou. Nenhuma das duas instituições chegou a um acordo quanto à questão.

O presidente da Embrapa, Alberto Portugal, esclareceu anteriormente que, com o encerramento da parceria, a empresa recolheu o material em desenvolvimento da Fundação MT. Os demais cultivares poderão ser comercializados pela fundação, mediante o pagamento da devida taxa de 'royalties' por cada produto.

'A Embrapa desenvolve trabalho com instituições de pesquisa em oito estados e o Distrito Federal, esta aberta a novas parcerias, mas exige cumprimento das regras', diz. 
Gazeta Mercantil, 26/09/2000 - Agribusiness

DÓLAR TRANSGÊNICO
 
Quando se fala em alimentos transgênicos perto do governador da Bahia, César Borges, ele cruza os dedos. Para o Estado, isso significa 250 milhões de dólares. Dependendo de como será a portaria que vai regulamentar os alimentos geneticamente modificados, a Bahia pode ganhar ou perder investimentos deste tamanho.

A Monsanto está construindo uma fábrica de herbicidas de 300 milhões de dólares em Camaçari. Se a portaria dos transgênicos for branda, estão prometidos mais 250 milhões de dólares, numa ampliação do projeto. Se a lei for implacável, essa dinheirama evapora no ar. Pelos valores envolvidos, pode-se imaginar como a turma baiana, ACM à frente, está se movimentando nos bastidores.

 

Nota da Revista Veja, 27-9-00 (Seção Radar, por Lauro Jardim)

TRANSGÊNICO: RECALL DA KRAFT PROVOCA DEBATE NOS EUA
 
São Paulo, 26 - Depois que a Kraft Foods, da Phillip Morris, informou que recolherá as massas da Taco Bell Home Originals do mercado outras indústrias alimentícias dos Estados Unidos resolveram verificar a origem das matérias-primas utilizadas em seus produtos. Ontem, a Kraft Foods decidiu retirar massas de tortilla do mercado norte-americano após seus próprios testes constatarem a presença de milho transgênico não aprovado para consumo humano.

O milho em questão é produzido pela Aventis sob o nome comercial de Star Link e foi aprovado apenas para utilização em ração animal. Em humanos o milho pode causar alergia.

Enquanto algumas empresas informaram que estão monitorando de perto o "recall" da Kraft Foods, outras, como a Mission Foods e a Ortega, da Nestlé, estão exigindo garantias de seus fornecedores. "Na semana passada, quando o alerta da Kraft Foods foi dado, nós começamos a checar se todos os contratos que temos com os produtores de milho estão dentro das especificações", disse um porta-voz da Mission. Ele acrescentou que está revisando os procedimentos para a compra de ingredientes para determinar se elas são suficientes e se mais testes serão necessários para assegurar que esses produtos cumprem as especificações. Um representante da Nestlé confirmou que a Ortega verificou se seus fornecedores têm cumprido as exigências quanto aos produtos transgênicos.

Para evitar surpresas, como a que aconteceu com a Kraft Foods, algumas empresas exigem certificados de origem dos ingredientes utilizados em seus produtos. A Campbell Soup Co., fabricante da sopa que leva o mesmo nome, é uma delas. Em julho, a Campbell e outras indústrias foram questionadas por uma coalização de grupos ambientais e de consumidores sobre os produtos geneticamente modificados utilizados em suas linhas de produção.

Para alguns analistas, a atitude tomada pela Kraft Foods - de retirar seus produtos do mercado - levará a um debate sobre como a indústria de alimentação deverá se posicionar com relaçào à política de biotecnologia praticada pelos Estados Unidos. A Food and Drugs Administration (FDA), órgão que fiscaliza o setor, tem feito pouco para conter a imensa variedade de produtos alimentícios geneticamente modificados que entram no mercado norte-americano.

A Kraft, numa série de propostas lançadas na última sexta-feira, sugere que os testes para detectar a presença de transgênicos sejam mais acessíveis. 
Enquanto isso, grupos ambientais exigem que todos os produtos com organismos transgênicos sejam testados e rotulados. As informações são da Dow Jones. (Ana Conceição)
 

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