Transgênicos - Organismos Geneticamente Modificados

Mensagens em 23/01/2001


 Soja convencional da região (norte) ganha mercado

Gazeta Mercantil - RG/Pará, Sexta-feira, 19-Jan-2001

Soja convencional da região ganha mercado

Silvia Fujiyoshi <[email protected]> de Belém - Especial para a GZMPA

19 de Janeiro de 2001 - Após cinco anos desde que brotaram os primeiros grãos de soja transgênica do mundo nos Estados Unidos, as expectativas de crescimento desse mercado não são das melhores e nem um pouco proporcionais ao volume de críticas e polêmicas geradas sobre os novos produtos. As regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, nesse contexto, vêem-se privilegiadas como áreas de grande potencial para atender a demanda dos mercados europeu e do Japão por soja convencional ou não-transgênica. A cultura de soja transgênica já desenvolvida no Sul e Sudeste do País em caráter ilegal não se adapta adequadamente ao clima tropical. O tema está sendo abordado hoje e amanhã, no simpósio `Transgênicos, Saúde Humana e Ecossistema Amazônico`, organizado pela Associação Ambientalista da Amazônia (Argonautas), no auditório do Ministério Público do Estado.

Existem 42 milhões de hectares de plantações de culturas transgênicas em todo o mundo. No ano passado, de acordo com dados do International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications ou Serviço Internacional de Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA) - instituto que se dedica a promover a tecnologia transgênica - movimentou-se cerca de US$ 2,5 bilhões no setor agrícola de transgênicos somente no ano passado. Há dois anos, no entanto, achava-se que em 2000 já se chegaria ao movimento de até US$ 5 bilhões. Para 2010, a projeção do ISAAA há dois anos era para US$ 20 bilhões; mas, este ano o ISAAA já apresentou a projeção entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões para 2010.

A soja e o milho foram os dois primeiros produtos a serem modificados geneticamente para comercialização e consumo. Sob a justificativa de gerar plantas de maior resistência às pragas e doenças, ou alimentos que concentrem substâncias de benefício à saúde humana, a biotecnologia desenvolveu-se rapidamente apostando num novo nicho de mercado. Conforme o economista e consultor na área de biotecnologia às organizações não-governamentais ambientalistas e agrícolas, David Hathaway, pelo menos metade de toda a soja produzida nos Estados Unidos é transgênica.

Segundo o economista, no caso da Argentina a soja transgênica deve ter-se alastrado a até 90% das áreas de plantio do grão. `Mas, o fato é que, nestes cinco anos desde que surgiram os transgênicos no mercado mundial, dos 13 países que produzem transgênicos legalmente, somente Estados Unidos, Argentina e Canadá concentram mais de 98% de toda a produção de plantas geneticamente modificadas`, ressalta. Nenhum dos outros países tem produção que chegue a 100 mil hectares de transgênicos plantados. O motivo: dúvidas e incertezas sobre as vantagens comercial-produtivas e a falta de uma comprovação sobre a segurança desses produtos transgênicos na saúde humana e no meio ambiente.

No Brasil, legalmente não se pode cultivar e nem comercializar qualquer produto transgênico sem autorização. Mas, tudo que o País importa de soja e milho dos Estados Unidos, por exemplo, vem comprometido da mistura com transgênicos. `Não existe qualquer segregação na colheita de soja convencional e soja transgênica; sabe-se, no entanto, que a cada 100 toneladas de soja cultiva pelo menos 50% são transgênicas`, afirma David Hathaway. Além disso, as indústrias multinacionais de sementes transgênicas estimam que somente no Estado do Rio Grande do Sul existam 1,5 milhão de hectares de soja transgênica plantada ilegalmente.

Essa estimativa é vista como uma grande estratégia de marketing das indústrias de transgênicos pelo economista David Hathaway. `Eles sugerem a expansão e o estabelecimento dos transgênicos no mercado brasileiro; é como a venda de drogas: oferecendo primeiro o produto por preços baratos ou até de graça, estimula-se o vício, e depois é estipulado um preço alto`, explica. Em casos de indústrias como a norte-americana Monsanto os lucros desse `terrorismo propagandista` - nas palavras de David Hathaway - já se refletem nas vendas de herbicidas também comercializados pela multinacional.

A Monsanto, segundo o economista, desenvolveu uma espécie de soja transgênica que já vem predisponibilizada a receber somente o herbicida produzido pela mesma indústria. `Soja RR ou Roundup-Ready da Monsanto significa que o grão 'já está pronto' para receber o herbicida 'Roundup' também da Monsanto`, observa. Nas regiões Sul e Sudeste do País, os agricultores chegam a atravessar a fronteira para comprar as sementes transgênicas da Argentina na busca de melhorias na produtividade. A venda do herbicida - que é legalizado no Brasil - é somente a conseqüência do contrabando e até mesmo da reprodução de sementes, violando a Lei de Patentes.

Fronteira de expansão

Segundo David Hathaway, a má fama da soja do Sul e Sudeste tem criado uma grande demanda de soja convencional no Norte e Centro-Oeste brasileiro pelos consumidores de países europeus e do Japão. `A preferência é fato e esses consumidores pagam até mais caro por uma soja não-transgênica`, ressalta. A grande preocupação, não só do economista mas de inúmeros pesquisadores e ambientalistas, é sobre o impacto ambiental da invasão desenfreada do cultivo da soja na Amazônia como fronteira de expansão. `No Rio Grande do Sul existem até casos de desertificação causada pelo plantio de soja`, acrescenta.

No caso do Estado do Pará, está vigorando para os próximos dois anos a partir de dezembro de 2000, a Lei Estadual (6.328) que veda o plantio e cultivo para fins comerciais de organismos geneticamente modificados que tenham como finalidade a alimentação humana ou animal. Pela Lei todos os produtos alimentícios comercializados no Pará devem informar o caráter transgênico nas embalagens e os estabelecimentos comerciais ou industriais que vendem esses produtos modificados geneticamente deverão ser registradas e licenciadas pela Comissão Técnica Estadual de Biotecnologia. As pesquisas científicas e experimentais deverão ter a autorização da Comissão Técnica Estadual de Biossegurança.

ver: (www.argonautas.org.br; www.isaaa.org)



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Date: Tue, 23 Jan 2001 01:36:49 -0200
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From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: 
Pará/Transgênicos: Ambientalistas querem 
renúncia da CTNBio 

<x-html>
<html>
From: &quot;diretoria&quot; &lt;[email protected]&gt; <br> Subject: transgênicos- Ambientalistas querem renúncia da CTNBio <br> Date: Mon, 22 Jan 2001 18:22:52 -0200 <br> <br>
<font face="arial" size=4><b>Ambientalistas querem renúncia dos membros da CTNBIO<br>
<br>
</font><h6><b>A decisão foi tomada no simpósio sobre transgênicos, realizado no final de semana</b></h6><font face="arial" size=2>As 16 organizações não governamentais e os participantes do Simpósio “Transgênicos, Saúde Humana e Ecossistema Amazônico”, realizado em Belém do Pará nos dias 18 a 20 deste mês, aprovaram Moção Pública pedindo a renúncia coletiva dos membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), como forma de contornar o constrangimento imposto pela Medida Provisória 2.137, que deu poderes à Comissão para dispensar estudos de impacto ambiental previstos na Constituição Federal, numa clara agressão ao estado democrático de direitos.<br> <br>
Os ambientalistas querem que o governo federal reformule o decreto após ampla consulta à sociedade brasileira. Pedem ainda que decrete moratória de cinco anos proibindo o cultivo e comercialização de transgênicos no Brasil, até que pesquisas apontem segurança para o consumo humano, para o meio ambiente e para a agricultura. Pedem, também, que os ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura retirem do mercado os atuais e procure identificar novos produtos que contenham organismos geneticamente modificados, especialmente os derivados de soja e milho. A moção critica o favorecimento à empresa Monsanto no recebimento de incentivos fiscais e recursos financeiros da SUDENE e do FINOR e a atitude ilegal de empresas que comercializam transgênicos sem a devida autorização legal ou rotulagem informando ao consumidor, entre elas a Knorr e a Nestlé. <br> <br>
Em relação ao Governo do Estado do Pará, a moção defende rapidez na instalação e viabilização da Comissão Técnica Estadual de Biossegurança e o imediato cumprimento da nova lei estadual dos transgênicos. Por fim, a moção anuncia a criação da rede de entidades e movimentos sociais “Por um Pará Livre de Transgênicos” que atuará visando a imediata aplicação da lei estadual 6.328/00 pelos órgãos fiscalizadores competentes.<br> <br>
Segundo o secretário executivo dos Argonautas, Fidelis Paixão, o simpósio representou um momento oportuno para a sociedade paraense discutir os problemas decorrentes da disseminação de organismos geneticamente modificados na Amazônia, especialmente nas regiões do Oeste e Nordeste do Pará, onde o cultivo de soja é uma das prioridades do Governo. &quot;Por sua complexidade, fragilidade sistêmica e grande diversidade, a Amazônia deve ser poupada da possibilidade de disseminação de sementes transgênicas de soja que são contrabandeadas da Argentina, Estados Unidos e Canadá e que hoje já são encontradas em diversos Estados brasileiros, como nos casos do Paraná e Rio Grande do Sul. Por isso mesmo estaremos atentos e vigilantes, cobrando do poder público a fiscalização e aplicação da lei&quot;, conclui o ambientalista.&nbsp; <br> <br>
&nbsp;Abaixo, a integra da moção aprovada:<br> <br>
<b>&nbsp;MOÇÃO APROVADA PELA PLENÁRIA DO SIMPÓSIO<br> <br>
&quot;TRANSGÊNICOS, SAÚDE HUMANA E ECOSSISTEMA AMAZÔNICO”<br> <br>
Ao Governo Federal</b>: Presidência da República, Casa Civil, Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura, CTNBio, CONAMA, Conselho Nacional de Saúde e Advocacia Geral da União;<br> <br>
À Câmara de Deputados, Senado Federal e Ministério Público Federal;<br> <br>
<b>Ao Governo do Estado do Pará</b>: Governador, Casa Civil, Secretarias Executivas de&nbsp; Agricultura, Saúde e Ciência, Tecnologia e Meio&nbsp; Ambiente;&nbsp; Á Assembléia Legislativa do Estado do Pará e Ministério Público Estadual;<br>
<br>
<b>À sociedade brasileira</b>.<br>
<br>
Nós, participantes, organizações não governamentais, entidades e movimentos sociais presentes ao Simpósio “Transgênicos, Saúde Humana e Ecossistema Amazônico”, realizado em Belém do Pará, entre os dias 18 a 20 de janeiro 2001, preocupados e atentos ao descompromisso do Governo Federal com os riscos e precauções que deveriam ser adotados para liberação de organismos geneticamente modificados, reivindicamos:<br> <br>
<br>
§&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao Governo Federal:<br>
<br>
1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A imediata revisão da Medida Provisória 2.137 que modifica a lei de biossegurança, e uma reformulação do decreto após ampla consulta à sociedade brasileira;<br> <br>
2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A moratória de cinco anos proibindo o cultivo e comercialização de transgênicos no Brasil, até que pesquisas apontem segurança para o consumo humano, para o meio ambiente e para a agricultura.<br>
<br>
<br>
§&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; À Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio):<br> <br>
1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que reveja as liberações autorizando a comercialização de OGMs no Brasil;<br> <br>
2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que os membros da Comissão assumam dignamente o constrangimento imposto pela Medida Provisória 2.137 e que renunciem a seus cargos em reconhecimento à impossibilidade de se desincumbirem das imensas responsabilidades que lhes cabem, nas circunstâncias atuais;<br>
<br>
3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que uma nova composição da Comissão assuma a responsabilidade e a tarefa de elaborar uma política nacional de biossegurança, cumprindo seu papel institucional.<br> <br>
<br>
§&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aos Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura:<br> <br>
1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que retirem do mercado os produtos derivados ou que contém organismos geneticamente modificados e estão sendo comercializados ilegalmente;<br> <br>
2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que façam levantamento e pesquisas visando identificar a existência de transgênicos em outros produtos que são comercializados atualmente, especialmente os derivados de soja e milho;<br>
<br>
<br>
§&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao Governo do Estado do Pará:<br>
<br>
1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Celeridade e empenho na instalação e viabilização da Comissão Técnica Estadual de Biossegurança e o fomento da capacidade institucional das autoridades competentes, responsáveis pela implementação e cumprimento da nova lei estadual de biossegurança.<br>
<br>
&nbsp;<br>
Manifestamos nossa indignação mediante o desrespeito da CTNBio à legislação ambiental nacional, especialmente quanto à obrigatoriedade de Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental para liberação de plantios e cultivos; o favorecimento imoral à empresa Monsanto no recebimento de incentivos fiscais e recursos financeiros da SUDENE e do FINOR; a atitude ilegal de empresas produtoras de alimentos (entre elas a Knorr e a Nestlé) que estão comercializando transgênicos sem a devida autorização legal ou sequer a informação clara ao consumidor através da adequada rotulagem desses produtos.<br> <br>
Por fim, ratificamos a importância e necessidade do fortalecimento das organizações da sociedade civil que atuam com&nbsp; campanhas e atividades de esclarecimento á população, fortalecendo a democracia e a cidadania; a importância da criação e da rede de entidades e movimentos sociais “Por um Pará Livre de Transgênicos” e da aplicação imediata da lei estadual 6.328/00 no Estado do Pará pelos órgãos fiscalizadores competentes.<br>
<br>
<div align="right">
Belém-PA, 20 de janeiro de 2001<br>
<br>
</div>
<b>Entidades que subscrevem a moção</b>: ARGONAUTAS – ICONES – IDEC – FASE – FAOR – REDE DE ENTIDADES AMBIENTALISTAS DA AMAZÔNIA ORIENTAL – ASCOMA – GRUPO ECOLÓGICO DO XINGU – SINDTAF – ASSEMA – FÓRUM NACIONAL DE ENTIDADES DE DEFESA DO CONSUMIDOR – FETAGRI – CUT – SINDICATO DOS MÉDICOS DO PARÁ – GRUPO ECOLÓGICO DE ITUPIRANGA – ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA PAZ <br>
<br>
&nbsp;<b><i>Nota: A Moção Pública e mais informações sobre transgênicos encontran-se disponíveis no site:
<a href="http://www.argonautas.org.br">www.argonautas.org.br</a> <br> <br>
</i></b>&nbsp;Nilton Silva<br>
<br>
Jornalista 1088 – DRT/PA<br>
________________________________________________<br> ARGONAUTAS - Associação Ambientalista da Amazônia<br> Av. Pedro Miranda, 245 altos - Pedreira - Belém/PA <br> CEP: 66085-000 - Fone/fax: (91) 254 7975 e 0173<br> ICQ: 88976617 - Homepage:
<a href="http://www.argonautas.org.br">www.argonautas.org.br</a> <br> </font></html>

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Date: Tue, 23 Jan 2001 02:50:07 -0200
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From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: Biotecnologia atrai capital de risco no Brasil
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Gazeta Mercantil, 23 de janeiro de 2001

Biotecnologia toma espaço da internet

São Paulo - Encontrar um bom filão de investimento na internet ficou muito mais difícil e mais raro. Por isso, alguns fundos de capital de risco começam a procurar outros campos onde fazer seu garimpo. Voltam-se para a biotecnologia, uma área vasta, recém-descoberta e portanto praticamente inexplorada, o que faz dela um local perfeito onde descobrir aquele fantástico veio de ouro.

A corrida em solo brasileiro já começou, ainda que timidamente. 
'Trata-se de um dos setores mais promissores para investimentos de risco', afirma Marília Rocca, diretora-geral da Endeavour, ONG americana, criada por ex-alunos da Universidade Harvard para ajudar empreendedores a negociar com o mercado, que atua no Brasil desde junho passado. As empresas de biotecnologia encaixam-se com perfeição nas três regras básicas de investimento da cartilha da Endeavour: têm grande potencial de produzir empregos, riqueza e inovações tecnológicas.

Segundo Marília, nos últimos dois anos, US$ 60 bilhões foram aplicados na área de biotecnologia em todo o mundo. 'É um número alto', concorda ela. Mas acrescenta que isso torna o setor muito promissor, com certeza. As possibilidades de investimento em biotecnologia são inúmeras. 
Vão das atualíssimas pesquisas sobre o código genético de plantas, animais e do homem à milenar fitoterapia, que passa a interessar ao grande capital. 
Entre um extremo e outro, há o desenvolvimento e fabricação de medicamentos, técnicas, diagnósticos, equipamentos e materiais cirúrgicos, alimentos, e até a indústria química.

Apesar de entusiasmados com as perspectivas, os investidores caminham com cuidado nesse novo campo. Estão na fase de prospecção, analisando potenciais alvos. O J.P. Morgan enviou 'batedores' ao pólo biotecnológico de Minas Gerais. Por enquanto, quer entender melhor a área. 
'Alguns investidores estão começando a ter interesse e a estudar o setor, como nós', afirma Francisco Silveyra, vice-presidente de private equity do banco no Brasil. 'Até agora, não tínhamos detalhes sobre como o setor funciona e como são as empresas.'

Para o J.P. Morgan, investir em biotecnologia representa uma mudança significativa. Dos US$ 700 milhões de capital de risco destinados anualmente para a América Latina, nos últimos três ou quatro anos o Brasil tem ficado com cerca de US$ 300 milhões. Mas a maior parte dos investimentos vem sendo destinada a empresas já consolidadas. Mesmo sem saber precisar a prática do Chase no assunto, com o qual se fundiu, Silveyra aposta na biotecnologia. Nos Estados Unidos, diz ele, o Morgan já tinha vários investimentos em saúde, principalmente em hospitais. 
'Gostávamos muito. É uma das áreas de maior sucesso.'

Durante o ano de 2000, foram feitos grandes investimentos em tecnologia da informação, e a hora é de diversificar, segundo o vice-presidente. 'Estamos olhando agora setores com potencial de desenvolvimento.' A saúde, e tudo relacionado à farmacêutica e à biotecnologia, seria um deles. 'O setor tem muito para se desenvolver no Brasil', afirma.

A Latintec, empresa filhote da Latinvest, também está interessada em investimentos de capital de risco em empresas de biotecnologia, de acordo com o diretor João Tavares. Por enquanto, a empresa prefere não revelar maiores detalhes sobre esse interesse, para não atrair muito a atenção dos competidores. Porque, se os fundos podem se interessar pela biotecnologia desenvolvida no Brasil, há poucas oportunidades de retorno certo e seguro do investimento. Será preciso garimpar para encontrar o ouro.

Como acontece na internet, os fundo de capital de risco contam com a mortalidade de alguns projetos. A taxa de retorno dos sobreviventes, porém, compensa os fracassos. Para que a tática dê certo, no entanto, os gestores precisam de uma multiplicidade de opções de investimento. Não só para diluir as perdas. Precisam de um número maior de investimentos potenciais até para justificar, junto aos investidores que arriscam seu dinheiro, a escolha de um e não de outro projeto. 'Se conseguir apresentar cinco ou seis projetos, é mais fácil justificar a escolha de um', afirma um gestor de fundo que por enquanto prefere não divulgar suas ações. 'Se só tenho um projeto, torna-se uma aposta cega.'

O Brasil, no entanto, tem todos os ingredientes para dar certo, segundo ele: médicos de alto gabarito, biodiversidade, universidades e institutos afinados e em dia com as principais linhas de pesquisa do mundo. 
A área de biotecnologia, ou ciências da vida, para usar um termo mais genérico, terá uma demanda crescente, natural, principalmente no Brasil. 
Não só a expansão demográfica continua a ser uma realidade, como as pessoas estão vivendo por mais tempo. E querem viver com mais qualidade.

Só aí, nessa matemática simples, já é possível imaginar o crescimento da demanda por medicamentos, novos e velhos. Além disso, deverá haver procura por drogas mais específicas, para combater doenças que afetam um número menor de pessoas, dispostas ou aptas a desembolsar mais pelo tratamento. E cirurgias menos invasivas, que já começam a se tornar realidade. O mesmo acontece com equipamentos médicos, tratamentos e diagnósticos. Tudo isso é explorável comercialmente, tanto em termos dos produtos em si, como de patentes e exportação de know-how.

Os investimentos de capital de risco em empresas de biotecnologia podem, na maioria dos casos, ser bem menor do que a média dos aportes feitos em empresas que atuam na internet, na opinião de um dos investidores. Os projetos não dependem de escala ou de infra-estrutura, como em uma loja virtual de e-commerce, mas da capacidade intelectual das pessoas por trás do desenvolvimento tecnológico, diz ele. É similar ao investimento em desenvolvimento de softwares. Não que o custo intelectual seja barato. Mas há a economia, pelo menos na fase inicial, em infra-estrutura concreta, de fábrica e linhas de produção, por exemplo. 
(Gazeta Mercantil/Página C4) (Laura Knapp)


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Date: Tue, 23 Jan 2001 02:52:39 -0200
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From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: Produtor intensifica exportação de milho

<x-html>
<html>
Gazeta Mercantil, 23 de janeiro de 2001<br> <br>
Produtor intensifica exportação de milho<br> <br>
Curitiba - Os baixos preços do milho e a previsão de aumento da safra de verão do grão - somente no Paraná, maior produtor, deverão ser colhidas 7,9 milhões de toneladas, 33% a mais que no ano passado - estão fazendo cooperativas e produtores intensificarem as vendas para o mercado externo. <u>O alvo principal é a União Européia, que exige grãos não-transgênicos e paga um ágio de até 16,4% </u>em relação ao preço pago ao produtor no mercado interno.<br>
<br>
Ontem, a saca de 60 quilos custava R$ 7,99 no Paraná, 33% menor que no mesmo período de 2000. O preço pago pelos importadores chega a R$ 9,3, informa o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná.<br>
<br>
Há quatro anos o Brasil não exportava milho. Em pouco menos de um ano, o País passou de importador (1,8 milhão de toneladas em 2000) a exportador do grão, o que fez o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura afirmar que em 2001 serão embarcadas 200 mil toneladas para o mercado externo. Mas a julgar pelos números de produtores e cooperativas e do volume de embarques, a previsão deve ser superada até o fim de fevereiro.<br>
<br>
Segundo o Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), mais um lote de 150 mil toneladas deve ser exportado até o final de fevereiro. O volume se soma as 179 mil toneladas vendidas para o exterior desde dezembro do ano passado pelo Paraná.<br> <br>
A Coamo, no noroeste do estado, foi a pioneira, com a venda de dois lotes de cerca de 80 mil toneladas para a Espanha, mas crescem também as exportações de pequenos produtores para esse mercado. O país foi o destino das vendas de milho da Agrícola Horizonte, que em 22 anos de atuação em soja, exportou nesse mês o seu primeiro lote de milho (15 mil toneladas) de agricultores da região oeste do Paraná. 'Estamos negociando a contratação de mais um lote para fevereiro', diz o proprietário Osvino Ricardi.<br>
<br>
A pressa das cooperativas tem como objetivo aproveitar os dias que antecedem o escoamento da safra de soja, que faz o frete subir em função da pressão da demanda. 'Em alguns casos, o preço do frete chega a dobrar, o que pode comprometer o custo da exportação para o produtor de milho', diz o gerente técnico da Ocepar, Nelson Costa.<br> <br>
O Paraná ainda tem um estoque de milho da safra passada no mercado de 220 mil toneladas. A estimativa é de que com a entrada da nova safra, o excedente chegue a 2,5 milhões de toneladas, segundo a Ocepar. 'O mercado externo é uma alternativa porque o Brasil vem ampliando a área de plantio e os índices de produtividade. É uma aposta que pode ser para o longo prazo', diz Jorge Proença, assessor técnico da Federação de Agricultura do Paraná (Faep). Para 2001, previsão do Ministério da Agricultura é de uma produção de 38,5 milhões de toneladas de milho na primeira safra, 21,6% superior à anterior.<br>
<br>
Por conta dos baixos preços, os agricultores já prevêem redução da próxima safra de milho do ano, a safrinha, que começa a ser plantada durante a colheita da safra de verão. Na Cooperativa Agropecuária Três Fronteiras (Cotrefal), na região oeste do Paraná, com forte produção de milho safrinha, a área plantada no ano passado, 45 mil hectares, deve cair entre 10% e 15%.<br>
<br>
Na Cooperativa Agropecuária Cascavel Ltda. (Coopavel), a tendência é a mesma, segundo o presidente, Dilvo Grolli. 'Vamos ver uma retomada do trigo no lugar da safrinha. A substituição só não será mais expressiva se faltar semente para o trigo', assegura. Na Coamo, a área da safrinha deve reduzir 17%, dos 180 mil hectares do ano passado para 150 mil hectares em 2001.<br>
<br>
O governo promete anunciar nessa semana uma política de comercialização para o milho para manter o preço mínimo pago ao produtor. No Paraná, o preço mínimo no mercado interno para remunerar o produtor rural deve ser R$ 8,50, segundo informa a agrônoma Rossana Catie Bueno de Godoy, do Deral. (Gazeta Mercantil/Página B16) (Cristina Rios) <br> </html>

</x-html>
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Date: Tue, 23 Jan 2001 14:36:33 -0200
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From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: SOJA: Tradings/importadores pagam mais pela convencional 

<x-html>
<html>
<font face="arial" size=2 color="#0000FF"><b><u><a href="http://www.agrocast.com.br/" eudora="autourl">http</a><a href="http://www.agrocast.com.br/" eudora="autourl">://www.agrocast.com.br</a></u></b></font> <br>
<font face="arial" size=2 color="#808080"><b>23/01/2001 - 14h01 <br> <br>
SOJA: Tradings e importadores pagam mais pelo grão convencional </b></font> <font face="Times New Roman, Times"> <br> <br>
</font><font face="arial" size=2>São Paulo, 23 - A rejeição de importantes mercados consumidores, como Europa e Japão, a produtos fabricados a partir de variedades de soja geneticamente modificadas, gerou no Brasil a perspectiva de que o grão convencional poderia obter um preço especial no comércio internacional. O País é o único entre os três maiores produtores mundiais da oleaginosa a proibir o cultivo de vegetais transgênicos, e muitos apostam que o fato é vantajoso, pois Estados Unidos e Argentina plantam as novas variedades em larga escala. A maior parte dos produtores brasileiros de soja continua apostando na soja convencional como meio para ampliar suas vendas para o exterior, mas é generalizada a queixa de que o esperado prêmio pelo produto ainda não chegou aos seus bolsos. A situação começa a mudar, pois importadores europeus e grandes tradings multinacionais que atuam no Brasil estão, sim, pagando mais pela soja e derivados livres de organismos geneticamente modificados (OGM's). O assunto é delicado, pois em toda transação comercial quem compra quer pagar menos, e quem vende quer receber mais pelo produto em questão. Poucos falam abertamente sobre a questão, mas é sabido que a soja produzida na região Sul do País, desde que certificada como livre de transgênicos, obtém preços mais altos. Ao mesmo tempo, é crescente a preferência dos importadores europeus pela soja colhida nas regiões de Cerrado, acima do Estado de São Paulo, e embarcada no porto de Santos ou outros rumo ao Norte do País. Isso porque é firme a suspeita de que o plantio clandestino de soja transgênica no Sul, a partir de sementes contrabandeadas da Argentina, cresce a olhos vistos, apesar da legislação contrária. O Cerrado estaria livre do risco, pois as sementes plantadas no Sul não se adaptam às características de solo e clima da região. Mesmo assim, o prêmio só é pago, e a preferência de compra garantida, se o produtor do Centro-Oeste ou do Nordeste apresentar uma certificação de origem das sementes utilizadas em suas lavouras. (João Baumer, segue)</font> <br> <br>
<font face="arial" size=2 color="#808080"><b>23/01/2001 - 14h02 <br> SOJA: COTRIMAIO OBTÉM PLUS DE 4% A 10% COM PRODUTO CERTIFICADO </b></font> <font face="Times New Roman, Times"> <br> <br>
</font><font face="arial" size=2>São Paulo, 23 - A Cooperativa Agropecuária Alto-Uruguai (Cotrimaio), do município de Três de Maio (RS), implantou um sistema de certificação de soja e derivados que comprova a ausência de organismos geneticamente modificados (OGM's) nos produtos que comercializa. Com isso, obtém prêmios entre 4% e 10% sobre o preço médio da soja no mercado disponível. &quot;Este ano vamos produzir 1,5 milhão de sacas de soja certificada, o dobro do volume do ano passado&quot;, diz o presidente da Cotrimaio, Antonio Wünsch. A produção total da cooperativa é de 2 milhões de sacas anuais. &quot;A procura é grande, e por isto nós estamos aumentando a capacidade de certificação&quot;, explica.</font><u> <font face="arial" size=2>A garantia de entrega de soja e derivados livres de OGM rendeu à Cotrimaio um contrato de fornecimento de 70 mil toneladas do grão para a Ceval, processadora controlada pelo grupo Bunge, ao prêmio de 4% acima do valor da soja no mercado. Os executivos da Ceval garantem que não se trata de prêmio, mas de transferência de custos,</u></font> <font face="arial" size=2>uma vez que o recebimento de soja certificada na origem poupa a empresa da contratação de serviços de rastreabilidade, análises laboratoriais e segregação do produto até a porta da fábrica. &quot;Nós pagamos mais pela soja da Cotrimaio porque a cooperativa assumiu serviços que antes eram custeados pela Ceval. Não é prêmio, mas um pagamento pela garantia de origem&quot;, afirmou Haroldo Gianezini, diretor de Originação da Ceval, à Agência Estado, por meio de Herculano Martins, do departamento de comunicação da empresa. O cálculo estaria correto, desde que o custo da certificação da soja pela Cotrimaio fosse equivalente ao &quot;prêmio&quot;. &quot;As margens de todos os negócios com produtos certificados cobrem os custos, que não ultrapassam 2% do valor de mercado da soja&quot;, diz Wünsch.</font><u> <font face="arial" size=2>A Cotrimaio tem ainda contrato de fornecimento de farinha de soja para a Olvebra, indústria gaúcha de alimentos, ao prêmio de 10% sobre o preço de mercado do produto, e tenta colocar o grão certificado na Europa</u>. &quot;Vamos brigar por um preço 10% acima do valor de mercado para embarcar nossa soja para o mercado europeu&quot;, anuncia o presidente da cooperativa. Com a crise gerada pela doença da vaca louca na Europa, importador da Itália ofereceu à Cotrimaio um plus de 8% sobre o valor de mercado da soja, em janeiro. &quot;Não pudemos atender porque estamos na entressafra e não temos volume para embarcar, mas a proposta dos italianos foi mais uma demonstração do grande interesse pela soja comprovadamente convencional&quot;, relata Antonio Wünsch. fonte da diretoria de outra grande trading multinacional atuante no Brasil reforça o argumento dos executivos da Ceval - de que não existe prêmio para a soja convencional brasileira -, mas admite igualmente o pagamento dos &quot;custos da certificação&quot; de grãos ou derivados de soja livres de OGM, para garantir ao consumidor final que, nem mesmo por &quot;acidente&quot;, a empresa estará vendendo gato por lebre. &quot;É evidente o cultivo de soja transgênica no Sul do Brasil, e como não há segregação muitos compradores exigem a certificação da carga que estão negociando&quot;, diz o diretor. (João Baumer, segue)</font> <br> <br>
<font face="arial" size=2 color="#808080"><b>23/01/2001 - 14h02&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </b></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br> <font face="arial" size=2 color="#808080"><b>SOJA: CRESCE PREFERÊNCIA PELO GRÃO COLHIDO E EMBARCADO AO NORTE </b></font> <font face="Times New Roman, Times"> <br> <br>
</font><font face="arial" size=2>São Paulo, 23 - O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), César Borges de Souza, diz que existe um diferencial de preço para a soja convencional brasileira, mas ainda em pequeno volume, para o atendimento de alguns nichos de mercado. &quot;O crescimento da exportação do grão pelo Brasil evidencia a maior procura pela soja não-transgênica&quot;, afirma o dirigente. De acordo com ele, a soja produzida nos cerrados brasileiros é a que mais atrai os compradores internacionais, pois as variedades cultivadas clandestinamente no Sul não se adaptam às condições de solo e clima dessas regiões.</font><u> <font face="arial" size=2>Com isso, a soja do Centro-Oeste e do Nordeste estaria mais protegida de uma eventual mistura com organismos geneticamente modificados (OGM) do que o grão cultivado nos Estados do Sul. &quot;</u>Muitos importadores estão dando preferência para soja embarcada de Santos para cima, mas o prêmio pago pelo produto dos cerrados é disfarçado, embutido no preço sob argumentos de volume, condições de logística e outros fatores de competitividade&quot;, explica Souza. Em Mato Grosso, maior Estado produtor de soja do País, a procura dos importadores europeus pela soja local é crescente. &quot;Os europeus procuram mais e mais a nossa soja, mas ainda não pagam mais por ela, alegando a oferta abundante na região. Mas nós sabemos que eles estão aqui porque o nosso produto não é transgênico, e praticamente não existe interesse dos produtores em plantar soja geneticamente modificada no Centro-Oeste. O prêmio pela soja convencional daqui será pago, é só uma questão de tempo&quot;, diz Cleida Zilio da Silva, operadora de mercado de Campo Novo de Parecis (MT). Um corretor de Cuiabá garante que há lucro extra com a soja livre de OGM colhida em Mato Grosso, mas o assunto é tratado com extrema discrição. &quot;Os importadores oferecem um contrato de preferência de compra, exigindo a apresentação de certificado de origem das sementes, e pagam cerca de 10 centavos de dólar por saca acima do valor de mercado&quot;, diz o operador da capital matogrossense. De acordo com ele, a razão para o preço diferenciado não é citada no contrato, e as explicações mais comuns, quando solicitadas, diluem a real motivação na contabilidade de liqüidação do negócio, em itens como volume e logística, principalmente. Em Barreiras, no Oeste da Bahia, região de grande expansão agrícola e importante fronteira para a soja, a preferência das tradings e importadores pela soja local também é notada. Operador de multinacional instalada na região diz que é cada vez mais comum a presença, nos contratos de exportação, de cláusula específica sobre a origem comprovada dos grãos. &quot;Como as variedades transgênicas ainda não foram adaptadas ao Cerrado, os compradores exigem a comprovação de que a soja que estão adquirindo foi cultivada nessa região do Brasil&quot;, revela. (João Baumer, fim)<br> </font></html>

</x-html>
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Date: Tue, 23 Jan 2001 14:59:49 -0200
To: (Recipient list suppressed)
From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: Leila Oda/ANBio promovem agrobiotecnologia

<x-html>
<html>
From: &quot;Jornal Anbio&quot; &lt;[email protected]&gt;<br> To: &lt;[email protected]&gt;<br>
Subject: ANBio celebra convênio com ISAAA<br> Date: Tue, 23 Jan 2001 11:01:15 -0200<br> <font face="arial" size=2>&nbsp; <br>
</font><div align="center">
<font face="arial" size=2 color="#0000FF"><b>A ANBIO SERÁ O PONTO FOCAL DA ISAAA NA AMÉRICA LATINA<br>
</b></font></div>
<font face="arial" size=2>&nbsp;<br>
A ANBio foi indicada pelo &quot;<i>International Service for the Acquisition of Agri-biotechnology Aplications&quot;&nbsp; </i>- ISAAA para ser o ponto focal na América Latina da rede de informação do Centro de Conhecimento do ISAAA.<br>
&nbsp;<br>
Convidado pelo Presidente da ISAAA,
</font><font face="arial" size=2 color="#0000FF">Dr. Clive James</font><font face="arial" size=2>, a </font><font face="arial" size=2 color="#FF00FF">Dra. Leila Oda</font><font face="arial" size=2>, presidente <i>honoris causa</i>&nbsp; da Associação Nacional de Biossegurança - ANBio, participou no período de 11-13 de janeiro do corrente ano na cidade de Bangkok/Tailândia&nbsp; do &quot;<i>Workshop sobre Informação e Comunicação em&nbsp; Agribiotecnologia&quot;. </i>Na ocasião a presidente da ANBio apresentou os resultados sobre a pesquisa de percepção pública da biotecnologia no Brasil, por ela coordenada. O Dr. Clive James em sua apresentação ressaltou a importância da disseminação da informação proveniente de fontes confiáveis para a comunicação dos avanços no campo da agribiotecnologia, bem como dos mecanismos de controle implementados em todo mundo. &quot;O desconhecimento e a distorção das informações tem sido o principal inimigo do avanço tecnológico, prejudicando sobretudo os países em desenvolvimento&quot;, disse O Dr. Clive James. O <i>Workshop </i>contou com a participação de 11 países, com representação de todos os continentes.<br>
&nbsp;<br>
O recém criado Centro de Informação em Agribiotecnologia coordenado pela ISAAA e apoiado pela CAB <i>International </font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">*</i></font><font face="arial" size=2>, identificará &quot;nodos&quot; de informação em países de todos os continentes. O papel do Centro será de disseminar informações científicas, técnicas, regulatórias e demais áreas de interesse no campo da agribiotecnologia para o &quot;nodo&quot; e receber do mesmo informações dos países sobre o tema.<br> &nbsp;<br>
</font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">*</font><font face="arial" size=2> </font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">CAB&nbsp; International (CABI) - É uma&nbsp; organização internacional intergovernamental, sem fins lucrativos, criada por acordo entre os países membros (são 44 países membros). Sua missão é auxiliar a melhora do bem-estar mundial através da geração e disseminação de conhecimento científico, apoio ao desenvolvimento sustentável, agricultura, saúde e recursos naturais, especificamente nos países em desenvolvimento.<br> </font><font face="arial" size=2>&nbsp;<br> As informações recebidas pelo Centro de Conhecimento serão organizadas e difundidas eletronicamente&nbsp; via e-mail para cada &quot;nodo&quot; duas vezes por semana. Cada &quot;nodo&quot; identificará pessoas dentre acadêmicos, ambientalistas, órgãos do governo, organizações não governamentais e demais que possam ter interesse em receber essas informações por e-mail, sendo que inicialmente estas informações serão </font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">transmitidas somente em inglês</font><font face="arial" size=2>.<br> &nbsp;<br>
A Associação Nacional de Biossegurança - ANBio foi identificada como o primeiro &quot;nodo&quot; da América Latina para participar deste programa de disseminação de informação, por reunir características necessárias para o programa e:<br>
- dispor de home page freqüentemente atualizada;<br> - ser uma instituição com objetivos científicos;<br> - dispor de informações sobre principais interessados no tema no Brasil;<br>
- comprometer-se em difundir as informações do Centro;<br> - comprometer-se em remeter ao Centro informações fidedignas no campo da agribiotecnologia.<br>
&nbsp;<br>
</font><font face="arial" size=2 color="#0000FF">Se você tem interesse em receber gratuitamente
</font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">por e-mail </font><font face="arial" size=2 color="#0000FF">informações de todos continentes
</font><font face="arial" size=2 color="#FF0000">(inicialmente em inglês)</font><font face="arial" size=2 color="#0000FF"> no campo da biossegurança, desenvolvimento tecnológico, regulamentação, programas sócio econômicos, avanços científicos e no campo da agribiotecnologia, ENVIE UM E-MAIL PARA&nbsp;
<a href="mailto:[email protected]">[email protected]</a> com seu nome completo, endereço, telefone, fax e e-mail.<br> </font><font face="arial" size=2>&nbsp;<br> O sistema começará a funcionar a partir de março de 2001 quando a ISAAA e a CAB <i>International</i> enviarão o primeiro boletim eletrônico para a ANBio que se encarregará de disseminar para os interessados no país, gratuitamente.<br>
&nbsp;<br>
A ANBio pretende em breve buscar recursos para poder traduzir para o português as principais informações objetivando que um maior número de pessoas possam usufruir desse serviço.<br> &nbsp;<br>
<b>Nosso objetivo é casa vez mais aumentar o campo do conhecimento científico da biossegurança no Brasil, para que possam advir maiores benefícios dos avanços tecnológicos sem por em risco nossa biodiversidade.<br>
</b>&nbsp;<br>
</font><font face="arial" size=2 color="#0000FF">SOMENTE SE TEME AQUILO QUE SE DESCONHECE<br>
</font><font face="arial" size=2>&nbsp;<br> Atenciosamente<br>
Paulo Venicius<br>
Diretor de Comunicação<br>
</font></html>

</x-html>
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Date: Tue, 23 Jan 2001 16:58:28 -0200
To: (Recipient list suppressed)
From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: PRIMER TALLER REGIONAL DE BIOSEGURIDAD ANDINA
X-MIME-Autoconverted: from quoted-printable to 8bit by crato.netcariri.com.br id QAA00235

<x-flowed>
From: AMDPress <[email protected]> Subject: Intec Urbe digital. Nº 540
Date: Tue, 23 Jan 2001 19:00:01 +0100

AMDPress Agencia de noticias para profesionales.

COMIENZA EL PRIMER TALLER REGIONAL DE BIOSEGURIDAD ANDINA

Representantes del sector gubernamental y privado de Bolivia, Colombia, Ecuador, Perú y Venezuela se reúnen desde hoy y hasta el próximo viernes 26 de enero en Santa Cruz de la Sierra en lo que constituye el Primer Taller Regional de Bioseguridad para sentar las bases de un régimen andino sobre bioseguridad que permita el aprovechamiento de la biotecnología moderna, sin poner en riesgo el medio ambiente y la diversidad de recursos que posee esta región.

Los organizadores del taller, la Secretaría General de la Comunidad Andina y el Banco Interamericano Desarrollo (BID), entre otros, consideran que la aplicación y el uso de la biotecnología moderna “podría constituirse en una importante contribución a la seguridad alimentaria y a la conservación y aprovechamiento de la biodiversidad”, al propio tiempo que son conscientes de que será necesario estudiar, de manera paralela, una serie de medidas para evitar o atenuar los riesgos de su utilización.

El taller forma parte de las actividades previstas en el proyecto Estrategia Regional de Biodiversidad para los Países del Trópico Andino que desarrolla la CAN y el BID desde 1998, año en el que se firmó un convenio de cooperación técnica entre ambos organismos.
DEBATE SOBRE EL TRANSPORTE DE MERCANCÍAS PELIGROSAS Tecnipublicaciones España, S.L. Todos los derechos reservados

</x-flowed>
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Date: Tue, 23 Jan 2001 18:15:04 -0200
To: (Recipient list suppressed)
From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: CARNE: Brasil Quer Ser Maior Exportador em 5 Anos, diz Pratini

<x-html>
<html>
<a href="http://www.agrocast.com.br/" eudora="autourl">http://www.agrocast.com.br</a> <br>
23/01/2001 - 17h40 <br>
<br>
CARNE: Brasil Quer Ser Maior Exportador em 5 Anos, diz Pratini&nbsp; <br> <br>
Paris, 23 - Na área do Mercosul, o Brasil já é o principal fornecedor de carne bovina para a Europa, superando as vendas argentinas, mas poderá, nos próximos quatro ou cinco anos, transformar-se no principal exportador mundial. O país reúne todas as condições para isso, isto é, &quot;qualidade, sanidade e preservação ambiental&quot;, revelou hoje em Paris o ministro da Agricultura Pratini de Moraes. Essa evolução não se deve apenas à crise da vaca louca na Europa, mas também às diversas zonas liberadas de aftosa no Brasil, credenciando o produto brasileiro.<br> <br>
O ministro da Agricultura indicou como primeira conseqüência da doença da vaca louca na Europa o aumento substancial das vendas de farelo de soja, entre 1,5 e 2 milhões de toneladas, sendo que o Brasil participa com uma parte substancial dessas exportações. <u>Agora, segundo o ministro, é preciso que haja uma compensação em matéria de preço pelo fato de a soja brasileira não ser transgênica como a norte-americana e argentina. Por isso seu custo é mais elevado, em torno 15%. &quot;Os europeus querem importar um produto não transgênico, mas não querem pagar o preço&quot;</u>, acrescentou o ministro Pratini. Para aumentar ainda mais suas exportações de soja e atender às necessidades do mercado europeu é preciso que haja um melhor acesso ao mercado para o óleo de soja e a redução das tarifas que penalizam as exportações desse produto. O ministro reconhece que já houve um certo ajuste de preços e que o Brasil vende 78% da sua soja para a Europa, 7,3 bilhões de dólares de um total de 9,3 bilhões de exportações brasileiras no ano passado.<br> <br>
A segunda conseqüência da doença da vaca louca foi o aumento já constatado das exportações de carne bovina. Para o ministro Pratini de Moraes, depois de o país ter feito um grande esforço na área sanitária, espera, agora, o reconhecimento das autoridades sanitárias européias. Uma grande parte depende também de uma política mais agressiva dos exportadores brasileiros no exterior. Na Europa, a carne brasileira já é identificada em países como a Suíça, Itália, Alemanha e Grã Bretanha, mas a partir de agora as vendas poderão aumentar ainda mais. Uma campanha de marketing está sendo desenvolvido paralelamente. (Reali Júnior) <br> </html>

</x-html>
X-Sender: [email protected]
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Date: Tue, 23 Jan 2001 19:33:24 -0200
To: (Recipient list suppressed)
From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: Juiz Prudente chega ao TRF-DF 

<x-html>
<html>
Valor - Nº 184, Terça-feira, 23|1|2001<br> <br>
Não-alinhados chegam ao TRF-DF <br>
<br>
Brasília - O Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília terá dois novos juízes que assustaram o governo em suas decisões. <u>O juiz Antônio de Souza Prudente foi escolhido na última quarta-feira para o tribunal pelo critério de antiguidade.</u> Prudente decidiu contra a União em vários casos nos últimos anos. <br>
<br>
<u>Ele foi responsável pela decisão que proibiu a comercialização de produtos geneticamente modificados (transgênicos), em agosto de 1999.</u> Outra juíza que tem fama de decidir contra o governo é Selene Maria de Almeida. Surpreendentemente, Selene foi nomeada ao TRF por escolha do vice-presidente da República, Marco Maciel, também na quarta-feira. 
<br>
<br>
Prudente ficou conhecido por derrubar medidas que fizeram parte do ajuste fiscal implementado no final de 1998, como o aumento da Cofins e a cobrança sobre os servidores públicos inativos. Na época, o juiz chegou a escrever em sua decisão que o governo instituiu a cobrança sobre os inativos “para atender à ganância capitalista globalizada e insaciável da agiotagem internacional, comandada pelo FMI, a quem o governo federal reverencia, qual servil refém”. <br>
<br>
Outros três juízes indicados na última semana para o TRF de Brasília por Marco Maciel são tidos como conservadores, segundo informou uma fonte do tribunal. São: Antônio Sávio Chaves (MG), João Batista Moreira (GO) e Daniel Ribeiro (PA). O juiz Luiz Gonzaga Moreira (MG) assumirá uma sexta vaga pela critério de antiguidade. <br> <br>
O TRF de Brasília possui 27 juízes e estará completo no próximo mês, quando acaba o recesso do Judiciário. (JB) <br> </html>



</x-html>
X-Sender: [email protected]
X-Mailer: QUALCOMM Windows Eudora Version 4.3.2
Date: Tue, 23 Jan 2001 23:49:06 -0200
To: (Recipient list suppressed)
From: David Hathaway <[email protected]>
Subject: Parlamento escocês aprova criação de 
fazendas transgênicas
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<x-flowed>
http://www.uol.com.br/folha/ciência/ult306u2185.shtml 23/01/2001 - 20h52
Parlamento escocês aprova criação de fazendas transgênicas

da Reuters, em Edimburgo (Escócia)

O Parlamento da Escócia aprovou hoje uma lei que permite as plantações transgênicas com fins experimentais.

A decisão foi considerada uma derrota dos ativistas anti-transgênicos, que queriam que a pesquisa dos OGM (organismos geneticamente modificados) continuasse confinada em laboratórios.

"Testes com plantações de grande escala têm um papel legítimo no desenvolvimento da tecnologia dos OGM", informou o relatório de um comitê do Ministério do Meio Ambiente.

O relatório foi aprovado pelo parlamento logo após o grupo ambientalista "Amigos da Terra" ter pedido a proibição completa dos testes.

Os ativistas temem que testes ao ar livre causem a disseminação dos genes modificados para vegetais de outras plantações,por meio da polinização cruzada, trazendo graves consequências ao meio ambiente.

Os ambientalistas escoceses apontam como prova do perigo o episódio em que sementes transgênicas foram plantadas acidentalmente ao lado de sementes comuns.

O relatório do ministério, apesar de liberar as fazendas experimentais, pede a realização de mais pesquisas para saber se os OGM de fato trazem riscos ambientais.

Pelas regras sugeridas, empresas que quiserem plantar os transgênicos terão de avisar as fazendas vizinhas e a comunidade local antes.

A Escócia é hoje berço de modernos projetos de pesquisa em agrociências, muitos deles ao redor da cidade de Dundee, na costa oeste, um dos alvos dos ambientalistas. 

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