Transgênicos - Organismos Geneticamente Modificados


Mensagens do dia 18/01/2001

Fumo é modificado geneticamente para produzir tabaco sem o alcalóide

EUA testam o cigarro sem nicotina

O Liggett Group, o quinto maior fabricante de cigarros dos Estados Unidos, anunciou que sua subsidiária Vector obteve através da engenharia genética um tipo de fumo sem nicotina. A expectativa da empresa é atrair o consumidor que quer parar de fumar, o que parece ser um tiro no próprio pé, mas, como Bennett S. LeBow, presidente da companhia, disse ao Wall Street Journal, atende a uma faixa de mercado já existente.

Não é a primeira vez que um grande fabricante investe na pesquisa de cigarros sem nicotina. Nos anos 80, a Philip Morris retirou o alcalóide das folhas do fumo, adotando um processo semelhante ao usado para tirar a cafeína do café. Desistiu depois que os fumantes reclamaram do sabor do novo cigarro.

A Vector assegura que seu processo - criado por Mark Conkling, ex-geneticista da North Carolina State University, e já patenteado - não altera o sabor pois o cientistas descobriu uma forma de ''desligar'' um gene nas raízes do fumo e bloquear a capacidade da planta para produzir nicotina.

Testes clínicos com os primeiros cigarros sem nicotina estão sendo feitos para se tentar o aval da Administração de Alimentos e Remédios (FDA) para a venda do produto como um método para parar de fumar. Os testes são supervisionados pelo neurologista Jed E. Rose, do Duke University Medical Center. ''Cerca de 50% dos voluntários trocaram as marcas habituais pelos cigarros da Vector durante as 12 semanas da pesquisa'', informou Rose ao Journal.

Baixos teores - Em outra pesquisa, esta realizada na Grã-Bretanha, cientistas descobriram que uma falsa garantia de segurança estaria sendo passada aos consumidores que buscam as marcas de cigarros com baixos teores. Pesquisadores do Imperial Cancer Research Fund da Grã-Bretanha, chefiados por Martin Jarvis, constataram que tais marcas contêm até oito vezes mais nicotina e alcatrão do que o informado nos maços.

Para medir os teores, os fabricantes utilizam máquinas e, portanto, não levam em conta os hábitos do consumidor. O professor Jarvis disse à rede de televisão BBC que as pesquisas mostraram fumantes tragando mais, e durante mais tempo, os cigarros de baixo teor, ou bloqueando os orifícios de ventilação do filtro com os lábios ou dedos.

A pesquisa de Jarvis se baseou nos níveis de cotinina, subproduto da nicotina, em amostras de saliva de mais de 2000 adultos. Em vez das 0,1 miligramas de nicotina anunciadas, nos maços de cigarros de baixos teores havia cerca de 1 miligrama do alcalóide. 

Jornal do Brasil, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2001

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