Ufrgs aponta transgenia no milho
 
O laudo dos testes realizados em amostras do milho argentino desembarcado em Rio Grande acusou ontem presença de organismos geneticamente modificados. O resultado positivo, de acordo com o delegado federal do Ministério da Agricultura no RS, Odalniro Paz Dutra, desautoriza a internalização da carga, avaliada em 11,3 mil toneladas. 'A não ser que haja uma determinação judicial neste sentido', afirmou. Emitido pelo laboratório de fitopatologia molecular da Faculdade de Agronomia da Ufrgs, coordenado por Marcelo Gravina, o laudo é representativo de amostras da carga de 6,2 mil toneladas coletada pelo MA do porão 4 do navio Ioanes NK, de bandeira panamenha, que chegou na última segunda-feira A Rio Grande.

Por intermédio de uma ação civil pública, o Ministério Público Federal, na ocasião, solicitou a realização de exame de detecção de OGM em outro laboratório, bem como a manutenção, pelos importadores (Avipal e Minuano), da carga no terminal da Termasa, não importando os resultados. 'Essa decisão contraria nossa determinação, pois, se os outros exames derem resultado negativo, será difícil uma decisão', observou Dutra. Segundo o presidente da Asgav, Paulo Vellinho, o milho importado é o mesmo exigido pelo padrão europeu. 'Na Europa eles são rigorosos, por isso acho difícil as amostras apresentarem mais de 5% de transgenia', disse Vellinho. O dirigente não revelou se acionará a Justiça para garantir a internalização do produto. 
 
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO DE 2000

CONAGRA PÁRA MOINHO EM KANSAS
A ConAgra Foods, uma das maiores companhias americanas do setor de alimentos, comunicou a interrupção temporária das operações de seu moinho em Kansas. Isso porque a empresa teme que a unidade tenha recebido o mesmo tipo de milho transgênico que desencadeou um recall nacional de algumas marcas de massas para tacos. O milho, chamado de StarLink, não está aprovado para consumo humano porque as autoridades reguladoras não estão seguras de que ele não seja um alérgeno alimentar em potencial. O moinho de milho de Kansas, mais precisamente de Atchison, é o único da companhia nos EUA. A unidade parou de processar milho na quarta e não vai reiniciar a entrega do produto até que sejam terminadas a limpeza das instalações e a verificação de estoques, afirmou a porta-voz da ConAgra, Karen Savinski. Savinski não explicou por que os executivos da empresa suspeitam que o moinho possa ter sido contaminado com o StarLink. "Estamos fazendo isso por precaução", disse ela. Savinski também não revelou os nomes dos produtos que contêm farinha de milho do moinho de Atchison. O moinho da ConAgra é o segundo dos EUA a ter suas operações paralisadas pelo caso StarLink. A unidade da Azteca Milling em Plainview, Texas, parou de processar e entregar farinha de milho amarelo em setembro. O teste com a massa para tacos feitas com farinha de milho da Azteca para a Kraft Foods, uma unidade da Philip Morris, deu positivo para o StarLink, um milho transgênico que as autoridades só liberaram para a alimentação de gado e para a fabricação de etanol combustível. 
(Valor Econômico - 18/10/2000)

MILHO TRANSGÊNICO FAZ CONAGRA PARAR INDÚSTRIA
 
A segunda maior companhia de alimentos dos Estados Unidos paralisou temporariamente as operações de seu moinho em Atchison, no Kansas, sob a preocupação de que a unidade processadora de farinha possa ter recebido milhotransgênico StarLink, relatou ontem o Wall Street Journal. O StarLink, desenvolvido pela Aventis, não é aprovado para consumo humano pois há suspeitas de que o grão alterado pode provocar reações alérgicas. Kraft, no final de setembro, e Mission Foods, na última sexta-feira, decidiram retirar suas tortilhas feitas à base de milho dos supermercados dos EUA. O moinho da Conagra suspendeu suas atividades na última quarta-feira e continuará paralisado até que a companhia limpe a unidade e teste o milho de seus estoques para verificar se detecta o StarLink. 
 
(Gazeta Mercantil - 18/10/2000)

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