Organismos Geneticamente Modificados - Transgênicos 


Mensagens Publicadas em 16/01/2002

Emergência no milho: pode haver importação do transgênico*

Nações Unidas investem US$ 38,4 milhões em biossegurança*

Emergência no milho: pode haver importação do transgênico*


Pratini teme por negócios com milho

De Brasília

Preocupado com a oferta de milho, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, convocou para hoje uma reunião emergencial para avaliar o impacto da seca sobre a produção do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Apesar da previsão meteorológica apontar chuvas nos próximos dias, o governo ainda está preocupado com os efeitos da prolongada estiagem sobre a oferta. A quebra está estimada entre 15% e 25% no Rio Grande do Sul e em até 30% no Oeste catarinense, pólo de avicultura.

O milho é o mais importante insumo para a indústria de carnes e uma quebra expressiva prejudicaria a estratégia de aumentar as exportações de frango e suínos. O embarques recordes de US$ 1,3 bilhão em frangos e US$ 346 milhões em suínos, em 2001, levaram ao aumento de 45% no consumo de milho.

A escassez levaria ainda à necessidade de compra de produto argentino ou americano, ambos geneticamente modificados. O governo teme reeditar a batalha judicial contra ONGs ambientalistas em torno das liberações para a importação de transgênicos. Antes da seca, estimava-se importar 600 mil toneladas. Agora, a previsão é de 1 milhão de toneladas, segundo o secretário de Política Agrícola, Benedito Rosa.

O cenário do milho nesta safra já era complicado antes mesmo da estiagem. A redução de 505 mil hectares na área plantada levará a uma queda de 2,7 milhões de toneladas na produção. Com a oferta 7% inferior à safra 2000/2001 e as portas do mercado externo abertas ao produto nacional, os estoques devem ficar próximos de 1,3 milhão de toneladas - bem abaixo da demanda mensal de 3,08 milhões. Em 2001, foram embarcadas 5,8 milhões de toneladas. As cooperativas continuarão a exportar, chegando a 4 milhões de toneladas, diz Benedito. Para amenizar a situação, ele aposta numa "grande colheita" na safrinha: 8 milhões de toneladas - 26% superior ao ano passado. (MZ)

*Valor Econômico, Terça-feira, 15 de janeiro de 2002
Empresas & Tecnologia, Agronegócios - Abastecimento


Nações Unidas investem US$ 38,4 milhões em biossegurança*

Recursos do GEF serão usados em pesquisas sobre os impactos de organismos vivos modificados na saúde e meio ambiente.

Campinas, SP - Um programa milionário de pesquisas para avaliar o impacto dos organismos vivos modificados (Living Modified Organisms, ou LMOs) e capacitar os países que vão comercializá-los foi anunciado, hoje, pelo diretor do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, em Nairóbi, no Quênia. Organismos vivos modificados é o nome atribuído a organismos geneticamente modificados (OGMs), ou transgênicos vivos.

O programa anunciado prevê investimentos de US$ 38,4 milhões do Fundo Ambiental Mundial (GEF) para estudos de biossegurança, envolvendo avaliações relativas à saúde humana e meio ambiente em cerca de 100 países em desenvolvimento, nos próximos 3 anos. A idéia é preparar tais países para a entrada em vigor do Protocolo de Biossegurança de Cartagena, adotado em janeiro de 2000. O protocolo conta com 107 assinaturas e 10 ratificações. São necessárias 50 ratificações para sua entrada em vigor.

"Apesar das empresas estarem convencidas das vantagens do uso dos LMOs, ainda há muitas dúvidas sobre os riscos ambientais e de saúde a eles relacionados", disse Toepfer. "O Protocolo de Cartagena é uma tentativa de conciliar o comércio e o meio ambiente, neste campo. Não apenas como o primeiro tratado ambiental legal a institucionalizar o princípio de precaução, como por estabelecer procedimentos de acordos de informação avançada". Segundo tais acordos, o país exportador de LMOs é obrigado a informar aos países importadores, que, então, decidem se querem ou não receber a carga. Para que este tipo de decisão seja tomada de forma consciente, é importante que os órgãos encarregados da biossegurança tenham parâmetros nacionais e conheçam o impacto de cada tipo de organismo comercializado, o que, em princípio, deve ser o resultado do programa do Pnuma.

Agência Estado, Quarta-feira, 16 de janeiro de 2002 - 16h20    
http://www.estadao.com.br/ciência/noticias/2002/jan/16/147.htm

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