Marcos y Bové contra transgénicos

Organismos Geneticamente Modificados - Transgênicos

 

* EL EZLN, PUNTA DE LANZA CONTRA EL NEOLIBERALISMO: JOSÉ BOVÉ

El activista francés José Bové destacó que la lucha del EZLN es una punta de lanza para el movimiento internacional contra el neoliberalismo y la globalización que dejan fuera de sus esquemas "de beneficios" a campesinos, indígenas y trabajadores. "El movimiento zapatista es de fe y esperanza".

Advirtió que reconocer los derechos de los pueblos indígenas mexicanos "en el papel" no es suficiente, hay que estar muy atentos a las políticas social y económica que aplicará el presidente Vicente Fox. "No debe hacer cualquier cosa porque el mundo lo está observando; no aceptaremos que pisotee los derechos de los primeros habitantes de este país", asentó en conferencia de prensa previa a su salida rumbo a Francia, en donde este jueves recibirá la decisión del juez en torno a la demanda que presentó en su contra la firma McDonalds.

 

Expresó que el conflicto del EZLN no está alejado de la defensa de la biodiversidad y de la lucha contra la producción y comercialización de las semillas y productos transgénicos, y dijo que el tema lo abordó en la reunión que sostuvo el pasado domingo con los comandantes zapatistas y el subcomandante Marcos.

 

Comentó que el Plan Puebla Panamá es un eje central del conflicto en Chiapas, pues va al revés de una solución pacífica y política al conflicto. Dijo estar preocupado porque el presidente Fox sólo está considerando como solución la aprobación de la iniciativa de ley sobre derechos y cultura indígenas de la Comisión de Concordia y Pacificación, que apenas es el primer punto de las reivindicaciones zapatistas.

Comentó que otro de los temas de la conversación fue el asunto de los transgénicos, la defensa de la biodiversidad y la lucha contra las patentes, así como el acuerdo de las organizaciones campesinas internacionales para detener el avance de las trasnacionales que pretenden apropiarse de todos los recursos naturales del mundo. "Hablé con el subcomandante Marcos al respecto y decidimos organizar un encuentro que aborde el tema 14 y 15 de abril en la ciudad de México y además preparar el próximo foro social mundial. Una segunda cita será para octubre, en el contexto de la reunión de las agrupaciones que conforman la organización internacional Vía Campesina".

Ganho reprodutivo da técnica não vale os riscos, afirma geneticista

Salvador Nogueira escreve para a "Folha de SP":

Quarta-feira, 14 de março de 2001

As pessoas costumam falar muito do sucesso da criação da ovelha Dolly, realização que comprovou a possibilidade de clonar animais adultos. Mas pouca gente lembra de liga-lo ao fracasso de outros 276 clones, todos envolvidos no experimento feito no Instituto Roslin em 97.

Mais do que provar que a clonagem era possível, os cientistas liderados por Ian Wilmut provaram que o caminho e' difícil, arriscado e com baixíssima taxa de sucesso.

Dos 277 óvulos que receberam o DNA de uma ovelha adulta, apenas 29 sobreviveram tempo suficiente para serem implantados no útero das ovelhas. Dos 29, apenas Dolly acabou vingando.

Os embriões que não sobreviveram ao experimento apresentaram uma serie de anormalidades, como malformações, crescimento prematuro e morte antes do nascimento. Só' agora os cientistas começam a arriscar os primeiros palpites sobre o porque de todos esses problemas. Já' seria momento de arriscar um experimento delicado como esse em humanos?

Segundo Lygia da Veiga Pereira, geneticista do Instituto de Biociências da USP, a resposta e' obvia. "Na clonagem para fins reprodutivos, os riscos associados sao tão grandes que não compensam pelos benefícios", afirma. "Quando e' um animal, você assume esses riscos. Mas, com humanos, o que fazer com os experimentos que derem errado?"

Para ela, o conhecimento atual sobre clonagem não permite a conciliação dos preceitos da medicina com esses experimentos.

"A pratica medica exige que o paciente seja informado de quais sao os riscos envolvidos no procedimento a que ele será' submetido. Hoje em dia não sabemos estimar esses riscos em humanos."

Nem mesmo com os animais já' clonados e' possível anunciar sucesso total. Embora Dolly seja aparentemente igual a qualquer outra ovelha, os cientistas que a estudam ja' descobriram que ela possui cromossomos com as pontas (telomeros) mais curtas que normalmente uma ovelha de sua idade teria -sinal da "idade avançada" de seu DNA, que foi transplantado de outra ovelha.

"Qual e' o efeito disso? Ninguém sabe", diz. E as incógnitas sao as mesmas no caso das tentativas que não vingaram. "A gente ainda não entende os mecanismos por trás dessas aberrações", afirma.

E' bem verdade que desde o experimento da Dolly, em 97, a taxa de sucesso para clonagens tem aumentado. Usando métodos aprimorados, cientistas japoneses ja' conseguiram em camundongos uma taxa de 2 ou 3 nascimentos a cada 100 tentativas.

Em bovinos, as taxas já' estão próximas de 1 sucesso a cada 20 fracassos. Mesmo assim, Pereira não considera os riscos justificáveis, ou mesmo passiveis de calculo. "Esses números variam muito de espécie para espécie. Não temos como saber o valor certo em humanos."

Ela compara a aplicação da clonagem para combater problemas reprodutivos aos procedimentos a que sao submetidos novos medicamentos, que passam vários anos em testes antes serem liberados para venda. "Por que não deveríamos fazer tudo isso também com a clonagem?"

Folha de São Paulo



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