Economia/AGRICULTURA

Barreira não detecta transgênico

Operação fiscal montada no dia 28 passado no Estado ainda não constatou carga do produto geneticamente modificado

Edimilson de Souza Lima

Nenhum carregamento de soja transgênica foi detectado em território goiano, até agora, na operação especial de fiscalização iniciada no dia 28 passado pela Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário (Agenciarural), em parceria com a Delegacia Federal da Agricultura em Goiás (DFA-GO).

A informação foi divulgada ontem pelo chefe do Departamento de Inspeção Vegetal da agência, Celen Rezende, que hoje inicia visita às 18 barreiras de fiscalização em todo o Estado para conferir o andamento dos trabalhos e levantar o número de vistorias já realizadas.

De acordo com Celen Rezende, a fiscalização obedece metodologia padronizada e rigorosa, pois seus dados subsidiarão o governador na decisão futura de solicitar ou não, ao Ministério da Agricultura, a exclusão de Goiás da área de permissão para o plantio de soja transgênica.

Segundo ele, no caso de detecção de soja transgênica em trânsito no Estado, o veículo será retido e o fato comunicado imediatamente ao Ministério da Agricultura para as providência cabíveis, dentre elas o rechaço da mercadoria (volta ao local de origem), ou lacramento da carga e acompanhamento até o destino final.

Teste

Conforme Celen Rezende, o Departamento de Inspeção Vegetal conta hoje com 20 kits para o teste de transgenia da soja, importados ao custo de aproximadamente R$ 1 mil a unidade, cada uma suficiente para a análise de 100 amostras. O material é coletado com sondas especiais para granel ou sacaria, conforme o caso, passado em um homogeneizador e triturado em um liquidificador comum. Em seguida, retira-se 200 mililitros do pó obtido e mistura-se a 600 mililitros de água e leva-se novamente ao liquidificador até que a solução esteja bastante homogênea.

Com uma pipeta que acompanha o kit coleta-se um porção intermediária do líquido (nem da superfície nem do fundo) depositando-a em um microtubo, onde é inserida a tira de teste, que tem uma almofada absorvente na extremidade a ser submersa. Depois de cinco minutos, na parte intermediária da tira aparecerá um risco transversal avermelhado, caso a soja seja convencional, ou dois riscos, no caso do produto transgênico.

“Só para conferir a eficiência dessa tecnologia, fizemos o teste misturando um grão de soja transgênica em 600 grãos de soja convencional e o resultado acusou a presença da proteína do organismo geneticamente modificado (OGM)”, diz o agrônomo Celen Rezende.

fonte: O Popular, Goiânia, 12 de novembro de 2003

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