Lúcia Nórcio, Repórter da Agência Brasil

Curitiba - Um acordo entre o setor produtivo e o governo do Paraná vai garantir que a soja transgênica produzida no estado não seja exportada pelo Porto de Paranaguá. Entretanto, como não há impedimento legal para a industrialização de grãos transgênicos e, segundo fontes das cooperativas, a maior parte da soja modificada produzida no Paraná deve ser absorvida pela indústria de óleo comestível.

No acordo, celebrado com a Organização e Sindicato das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), ficou acertado que as cooperativas vão separar a soja transgênica nos armazéns e realizar testes de transgenia para evitar que cargas geneticamente modificadas cheguem a Paranaguá.

Com base na Lei de Biossegurança, aprovada na quinta-feira pela Câmara Federal e que deve ser sancionada até março, segundo a previsão de alguns congressistas, cooperativas afirmam que rotularão o óleo de soja fabricado a partir de organismos geneticamente modificados.

O secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, disse que a produção de óleo a partir da soja transgênica não sofrerá oposição do governo estadual porque a proteína do grão geneticamente modificado desaparece após o beneficiamento (a soja tem de ser tostada antes de ser esmagada).

fonte:Agência Brasil, 09/02/2004 - 09:58

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