Organismos Geneticamente Modificados - Transgênicos

CPI do Finor

Os parlamentares da CPI do Finor aprovaram em bloco os requerimentos sobre quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no desvio de recursos do Fundo. Segundo o presidente da Comissão, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), também foi aprovada a solicitação para prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias.

Lembrete: No ano 2000, foram liberados R$ 285 milhões do Finor - Fundo de Investimento do Nordeste, mais da metade do orçamento anual do Fundo, para a construção de uma fábrica na Bahia do agrotóxico mais vendido no mundo da Monsanto, o Roundup, que irá gerar apenas 319 empregos. A viabilização do mercado para esta fábrica, já quase concluída, ainda depende da liberação comercial da soja transgênica compatível com o herbicida.

Valor,  - Ano 2 - Nº 214 - 1º Caderno

PROTESTO:AGRICULTORAS INVADEM LOJA DO MCDONALD'S EM PORTO ALEGRE
 

Porto Alegre, 8 - Cerca de 200 agricultoras, segundo avaliação das manifestantes, ou 40, na contagem da Brigada Militar gaúcha, invadiram hoje, por volta das 11h30, uma loja da rede McDonald´s no centro de Porto Alegre (RS). Elas realizaram um protesto no interior da lanchonete, onde permaneceram por cerca de uma hora. Conforme a coordenadora do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR), Loiva Rubenich, o local foi escolhido por simbolizar um modelo oposto ao defendido pelas mulheres do campo, que querem a valorização da agricultura nacional. Além disso, a ação pretendia criticar os alimentos transgênicos.

Loiva disse que estavam previstas ações hoje em 24 capitais brasileiras para marcar o dia de luta das mulheres pela manutenção da previdência pública, reforma agrária e sistema de saúde com ações dirigidas para as trabalhadoras. A Brigada Militar relatou que não houve feridos durante o protesto. O McDonald´s informou, por intermédio de sua assessoria, que não houve danos materiais à loja invadida. A cadeia de lanchonetes irá divulgar hoje uma nota à imprensa com sua posição sobre o episódio.

 

Durante o protesto, as agricultoras cantaram hinos e fizeram pichações com spray nas janelas da loja. As pichações foram removidas logo após a ação e a loja voltou a funcionar normalmente quando as agricultoras deixaram o local. Enquanto durou o protesto, a venda de lanches foi suspensa, segundo as manifestantes.


O ato foi promovido por mulheres de cinco organizações, que encerram hoje um acampamento na capital gaúcha: o MMTR, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Pastoral da Juventude Rural. Cerca de 1.500 mulheres participam do acampamento, que foi formado na terça-feira no ginásio Tesourinha. (Sandra Hahn

Mulheres catarinenses protestam contra alimentos transgênicos

Tina BragaFLORIANÓPOLIS - Cerca de duas mil agricultoras bloquearam agora pela manhã a entrada de um supermercado da região central desta capital, suspeito de vender produtos agrícolas transgênicos.

Elas estão em Florianópolis desde o início desta semana para participar das comemorações do Dia Internacional da Mulher, marcado para hoje.

 

As mulheres saíram em caminhada às 9h30 pelas ruas centrais da cidade, portando bandeiras e faixas com frases de protestos sobre a falta de qualidade dos alimentos vendidos à população brasileira.

Elas pararam em frente de lanchonetes alertando para os riscos dos produtos transgênicos, utilizados no setor alimentício.

No supermercado Angeloni, uma das maiores redes de supermercados do estado, localizado na avenida Rio Branco, as agricultoras centraram a manifestação. Além de bloquear a entrada e saída do estabelecimento - sem no entanto impedir o movimento dos clientes - elas fizeram um fogueira na rua com produtos que, segundo afirmam utilizam sementes geneticamente modificadas. A polícia militar acompanha à distância o protesto.

Este ano, duas lavouras de soja foram destruídas por agricultores do oeste catarinense com suspeitas de uso de sementes transgênicas.
11h36min
Trabalhadoras rurais gaúchas invadem loja do McDonald's
José Mitchell
 


PORTO ALEGRE - Cerca de 600 trabalhadoras rurais invadiram há pouco a loja do Mac Donald's, na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre. Elas faziam caminhada pelas ruas centrais e, sem qualquer aviso, entraram na loja, gritando vários slogans como: 'Fora FMI', 'Fora FHC' e 'Abaixo os Transgênicos'.
 

Elas ocuparam as escadarias e o balcão da loja de dois pisos mas, por enquanto, os clientes continuam lanchando normalmente nas mesas. Neste momento, a Brigada Militar tenta negociar a saída das trabalhadoras.


Jornal do Brasil On Line - http://www.jb.com.br
08.03.01 - 13h33min
 

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

A partir das 09:00h, 800 mulheres realizam a II marcha das mulheres sobre Belém, no percurso foi feito um protesto contra os produtos transgênicos em uma loja da Macdonalds, a loja foi pintada com a frase "transgênicos o alimento que mata" e jogado ovos em toda a loja a segurança interviu atirando mas o problema foi solucionado e a marcha continuo, em seguida foi feita uma parada em frente ao ministério da previdência onde foi entregue uma pauta. A caminhada chegou por volta das 15:00h em frente ao Tribunal de Justiça do Estado, onde uma comissão de mulheres será recebida pela presidente do TJE, Climenie Pontes, o documento é uma reivindicação conjunta com os movimentos sociais da cidade, mas é dado ênfase a violência no campo com destaque para o julgamento de Eldorado dos Carajás.  

Abrasem quer abertura de registro de cultivares

Mauro Zanatta, De Brasília


As empresas de biotecnologia reunidas na Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem) decidiram pedir ao governo novas permissões para multiplicar sementes de soja geneticamente modificadas. Os registros estão suspensos desde julho de 1999 por causa da briga judicial em torno da liberação da soja transgênica "Roundup Ready" da Monsanto.

Com auxílio da bancada ruralista do Congresso, as empresas argumentam que a Medida Provisória nº 2.137, editada em 28 de dezembro de 2000, deu plenos poderes à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para decidir sobre todos os aspectos da biossegurança. Mais: a MP teria sustado todos os impedimentos legais contra novos registros. "Com a MP, os processos judiciais caducaram e o governo poderá voltar a conceder os registros", diz o deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura. Segundo ele, o assunto já estaria na consultoria jurídica do ministério. No último dia 22 de fevereiro, a Monsanto, protocolou pedido de novos registros para cinco cultivares.

"A MP contornou todos os problemas jurídicos. Agora, a ordem é reduzir custos e competir de igual para igual no mercado internacional", diz João Henrique Hummel, diretor-executivo da Abrasem. Os cinco certificados de proteção dessas cultivares transgênicas, concedidos em 12 de julho de 2000, continuam valendo até 2015, lembra ele.

Mesmo que os novos registros sejam concedidos, ficam algumas questões. Até agora, a CTNBio não cumpriu a ordem judicial para fazer regras de rotulagem, definir novos critérios de segurança à saúde e realizar estudos de impacto ambiental, lembra o procurador da República Aurélio Veiga Rios. Pela Lei de Biossegurança, ambígua, segundo juristas, no conceito de liberação no meio ambiente, a concessão de novos registros pode ser estendida para a liberação comercial. Não há distinção entre as liberações comerciais, para ensaios, multiplicação ou demonstração

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