Vigilância Sanitária do Paraná suspende comercialização de farinha de soja com transgênicos

A representação da Vigilância Sanitária no Grupo de Trabalho sobre Transgênicos, no Paraná, suspendeu a venda da farinha de soja da marca Terra Verde. O produto apresentou organismos geneticamente modificados em percentual acima de 1% em teste realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. Por isso, deveria trazer na embalagem selo amarelo com a letra T identificando a presença dos transgênicos.

A interdição cautelar da venda obedece o Decreto Federal 4680/2003, que impõe a rotulagem obrigatória de produtos com mais de 1% de transgênicos na composição. “A medida vale por 90 dias, período em que a empresa tem direito à contraprova do laudo oficial. Durante esse prazo, o lote interditado não pode ser comercializado” explica comunicado do Departamento de Vigilância Sanitária (DEVS) enviado a todas as regionais da Secretaria da Saúde.

A empresa que produz a farinha de soja foi informada sobre o resultado do teste no dia 10, e tem prazo até ontem, dia 21, para solicitar a contraprova. “Estamos seguindo à risca a regulamentação sobre o tema e respeitando, sobretudo, os prazos que os fabricantes têm para tomarem as providências necessárias. Nesse caso, uma delas é a rotulagem”, afirma o coordenador do Grupo, Álvaro Rychuv. A informação sobre o provável pedido da empresa de análise da contra-prova não foi disponibilizada ontem.

Fonte: Assessoria de imprensa do governo do Estado do Paraná, com o Observatório do Agronegócio em 22.01.08

Leia Mais:

Mais Notícias   Associe-se