Metas CTNBio deve adiar novas liberações de transgênicos

CTNBio deve adiar novas liberações de transgênicos


Da redação

Os conselheiros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) devem adiar pelo segundo mês consecutivo a liberação comercial de novas variedades transgênicas nesta semana, quando acontece a rodada de reunião da comissão entre os dias 18 e 19. Ainda está em vigor a liminar concedida pela Justiça Federal do Paraná no mês passado suspendendo a comercialização do milho geneticamente modificado fabricado pela alemã Bayer, o Libert Link (LL).

O milho barrado pela juíza Pepita Durski Tramontini tinha sido aprovado pela comissão em 16 de maio. A medida impede a liberação de quaisquer organismos geneticamente modificados (OGMs), enquanto a CTNBio não elaborar regras de monitoramento dos produtos liberados e providenciar a coexistência das variedades orgânicas - ou seja, a distância ideal do plantio entre uma semente convencional e a transgênica.

O Ministério da Agricultura já impôs um limite de distância, que é de 400 metros, bem acima do verificado na União Européia, de apenas 20 metros. "Mas a Justiça quer que isso seja feito pela própria CTNBio", disse a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer. "No mundo inteiro nenhuma comissão de biossegurança faz isso, pois é o ministério da agricultura quem elabora", disse Alda. "Essa é mais uma balela para atrasar a pesquisa brasileira".

Segundo ela, a comissão já pensava também em discutir a questão do monitoramento dos produtos após terem a comercialização aprovada. A CTNBio poderia até tentar recorrer da decisão, mas deve aproveitar a reunião dessa semana para discutir às medidas exigidas pela Justiça Federal do Paraná e dar seqüência às análises de novos experimentos no campo, avalia Alda. Entre os principais itens da pauta da CTNBio deste mês são as liberações dos milhos transgênicos da Monsanto (Guardianâ e o Roundup Ready2), Syngenta Seeds (o Bt11, ICP-4 e GA21), além do algodão da Bayer (LLCotton25).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também apresentaram recursos ao Conselho Nacional de Biossegurança pedindo a anulação da decisão da CTNBio na semana passada sobre o milho da Bayer.

Fonte:Gazeta Mercantil – SP, 16/07/2007 - Editoria: Agronegócios, C-7

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