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Subject: Monsanto ainda reina no mundo dos
  transgênicos

Valor Econômico, 17/11/2006. Agronegócio, B- 11

via CIB


Monsanto reina depois de mais de uma década de transgênicos


O ano passado marcou a primeira década da comercialização das lavouras geneticamente modificadas e o cultivo de mais de 400 milhões de hectares de transgênicos. O mercado global para esses grãos e variantes - a parcela transgênica da tecnologia adicionada ao grão - avança ao ritmo de 10% ao ano, em meio à crescente procura dos agricultores de meios para proteger as suas lavouras dos danos causados por insetos e doenças.


Esse mercado, basicamente composto grãos de soja, algodão, canola e milho, este ano alcançará US$ 6,15 bilhões, segundo a Cropnosis, consultoria de Edimburgo. Em 2005, foram plantados 89,8 milhões de hectares de lavouras transgênicas ao redor do mundo, com Argentina e EUA liderando o mercado, com 49,8 milhões e 17 milhões de acres, respectivamente, de acordo com o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Biotecnologia Agrícola.


Se por um lado houve um crescimento significativo no mercado em todo o mundo, por outro, porém, a indústria de grãos transgênicos continua sendo dominada por um único nome Monsanto. O agronegócio dos EUA teve o seu milho, algodão, soja e sementes oleaginosas transgênicas plantados em 87,9 milhões de hectares, superior a 90% da área em acres da biotecnologia global. “Eles dominaram esse mercado”, diz Kin Cheung, da Cropnosis. “A Monsanto tem os produtos mais bem sucedidos e a mais ampla variedade”. Ele lembra que a pesar do domínio de mercado, a Monsanto licencia muitos e não enfrentou temas relacionados com a concorrência”.


Desmembrada do grupo farmacêutico Pfizer em 2002, a Monsanto alterou o seu “mix” de segmentos baseado em herbicidas e depende cada vez mais do seu setor de sementes transgênicas, de margens mais elevadas. Neste ano a empresa alocou mais de US$ 700 milhões para a pesquisa de grãos e biotecnologia e comprometeu um décimo da sua receita de vendas para pesquisa e desenvolvimento.


A Monsanto tem 15 centros de pesquisa de ciências e mais de uma dezena de alianças estratégicas com empresas de biotecnologia. Os setores de grãos e de genoma tiveram vendas de US$ 4 bilhões para 2006, ou mais de metade do faturamento total da Monsanto.


A suíça Syngenta, segunda maior empresa de biotecnologia agrícola, teve os seus grãos plantadas em 3,2 milhões de hectares de área biotecnológica global, ou menos de 4% do total global. A empresa, restrita em grande parte ao setor de milho, faturou US$ 729 milhões com a venda de grãos transgênicos, 9% do faturamento total.


Outras empresas de biotecnologia agrícola no mercado incluem a DuPont, a Dow e a Bayer CropScience, que foi formada em 2001 pela compra da Aventis pela Bayer. Uma empresa, porém, pretende enfrentar o domínio da Monsanto no mercado. A Cibus, de San Diego, desenvolveu uma tecnologia que pode produzir os benefícios dos transgênicos sem inserir genes estranhos em uma lavoura.

 

 


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