Fecha-se o cerco ao milho transgênico

O Ministério da Agricultura e o Ministério Público Federal (MPF) já estão no encalço de plantadores e vendedores de milho transgênico no Rio Grande do Sul.

Além de três fiscais agropecuários que desde a semana passada foram designados para fiscalizar possíveis plantações geneticamente modificadas do cereal, o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, promete envolver mais profissionais na tarefa.

- Agora vamos colocar todos da nossa área agronômica para abordar o problema, sem abandonar as outras atividades. Pode ser uma medida drástica e antipática, mas se acharmos (lavouras de milho transgênico), vamos destruí-las - afirma Signor, que na sexta-feira pediu ao novo superintendente da Polícia Federal no Estado, José Francisco Mallmann, ajuda no combate ao plantio ilegal.

Investigações do MPF são sigilosas

Da parte do MPF, as apurações já se iniciaram e estão a cargo do procurador Mário Sérgio Ghannage Barbosa, de Erechim. Procurado por Zero Hora, ele não quis se manifestar. Por meio da assessoria de imprensa do MPF, alegou que "as investigações são sigilosas". O deputado Frei Sérgio Görgen (PT), que tornou pública a informação de que havia plantio de milho transgênico, cobra agilidade.

- Todo mundo sabe que estão vendendo (sementes contrabandeadas). É coisa comentada sem segredo, em mesa de bar. Com uma mínima investigação, se chega aos responsáveis - afirma.

No início de novembro, o deputado recebeu a informação de venda de milho transgênico. Para comprovar a ilegalidade, o informante comprou, com a ajuda do gabinete do parlamentar, duas amostras de sementes. O produto foi analisado em laboratório, e os testes comprovaram que havia grãos transgênicos (resistentes a herbicidas).

No último sábado, Zero Hora apresentou o caso de um agricultor que plantou milho transgênico na região das Missões

Fonte: Zero Hora, Porto Alegre, 05 de dezembro de 2005. Edição nº 14715
Economia - Campo e Lavoura

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