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Resumo Histórico do Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação*
 
A idéia nasceu da preocupação da Associação Cristã de Base (ACB), uma ONG estabelecida no Cariri Cearense desde 1982, com a proposta de organizar as associações e grupos de trabalhadores rurais que lhes possibilitasse autonomia para a construção de um futuro melhor. A ACB entende que são muitas as entidades e órgãos públicos que trabalham a questão da desertificação na região só que, de modo desarticulado ocorrendo muitas vezes superposição de atribuições e conflitos de interesse. Dai resolveu tentar aglutinar essas organizações, realizando em 26/03/1999, em Crato, no Centro de Educação de jovens e Adultos, a 1ª. Reunião Regional de Combate a Desertificação.
 
Desta Reunião surgiu a idéia de um trabalho continuado através de um Fórum que pudesse congregar Organizações Governamentais e Não Governamentais para a discussão e efetivação de ações que levassem a prevenção e o combate a desertificação. Aderiram de imediato a causa, além da ACB, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato, a Federação de Trabalhadores(as) Rurais do Estado do Ceará, a FLONA-Araripe, a Associação Comunitária de Milagres - ACOM, Secretária de Agricultura e Recursos Hídricos do Crato, o Partido dos Trabalhadores, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense, a FUNDETEC?URCA, a Cáritas Diocesana, a EMATER-CE, dentre outros.
 
Ficou estabelecida uma reunião mensal, sempre na primeira sexta-feira e, como princípios básicos (mandamentos) do Fórum:
 
1. Conhecer, avaliar e propor políticas públicas e privadas na área de desenvolvimento sustentável, regindo a todas as políticas, programas, projetos e ações que promovam a antibiose no nosso planeta;
2. Propor e na medida da capacidade do Fórum, executar projetos e ações de prevenção e combate a desertificação;
3. Oferecer alternativas concretas ao poder público e a coletividade de convivência do(a) sertaneja com seu meio e de superação de problemas históricos como a fome, a miséria e a seca;
4. Articular de forma permanente os órgão públicos, as ONG`s, as pastorais, as entidades de classe, etc. para o debate crítico da realidade em busca da cooperação indispensável às mudanças;
5. Trabalhar pela implantação da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, proposta viável de construção do desenvolvimento sustentável da biorregião araripense, buscando maximizar o uso racional e social, especialmente da água;
6. Zelar pela biodiversidade e pelos recursos naturais da biorregião araripense, buscando maximizar o uso racional e social, especialmente da água;
7. Zelar pela saúde pública e pela qualidade dos alimentos produzidos na região, procurando fazer que os órgãos responsáveis monitorem, controlem e fiscalizem o uso de biocidas (agrotóxicos);
8. Descentralizar e desconcentrar o Fórum, favorecendo o "empoderamento"das base no processo de tomada de decisão sobre o futuro comum;
9. Ajudar na construção da Rede Araripense de Educação Ambiental, como alternativa de construção de novas atitudes, habilidades e compet6encias que levem a melhoria da qualidade de vida;
10. Defender a cultura araripense em tudo que leve a harmonia das relações dos homens entre si e com o meio, procurando resgatar a contribuição de todas as etnias que possibilitaram o nascimento do(a) sertaneja.

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A Rede de Agricultura Sustentável é um serviço gratuito de Cristiano Cardoso Gomes, e contou com o apoio da  Broederlijk Delen


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