Manejo florestal é destaque em premiação internacional

Comunitária da Reserva Extrativista Verde para Sempre, no Pará, recebeu prêmio na Alemanha ontem (20).

A líder comunitária da Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre, no Pará, Maria Margarida Ribeiro da Silva, recebeu o prêmio Wangari Maathai “Forest Champions”. A premiação, dedicada a indivíduos que trabalharam para conservar as florestas e melhorar a vida das pessoas que dependem delas, foi ontem (20/12), em Bonn, Alemanha. A Resex é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Prêmio Wangari Maathai foi criado em 2012 é oferecido pela Parceria Colaborativa sobre Florestas (do inglês The Collaborative Partnership on Forests) que reúne 14 organizações internacionais com programas voltados às florestas. Margarida Ribeiro recebeu o prêmio que leva o nome da ativista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2004 pela iniciativa Movimento Cinto Verde que promoveu, principalmente com ajuda de mulheres, o plantio de mais de 20 milhões de árvores.

“Sinto-me agradecida e emocionada. Valeu a pena todo esforço, a dedicação às articulações, as parceiras. É um reconhecimento que não é só meu. É de todo um grupo do manejo comunitário que não tinha uma política definida para eles. Esse prêmio é de todos”, afirmou Margarida.

Verde para Sempre

Para quem atua com a temática do manejo florestal comunitário e familiar, o nome de Margarida Ribeiro é conhecido. Há mais de 10 anos, luta para que as comunidades extrativistas possam usufruir de forma sustentável dos recursos das florestas. Nascida no município de paraense Porto de Moz, Margarida atua na maior reserva extrativista do país, a Resex Verde para Sempre que possui mais de 1,2 hectares. Em 2006, Margarida liderou uma articulação que resultou na aprovação de um plano de manejo florestal comunitário para a Resex. O feito permitiu que os moradores da Resex pudessem extrair e comercializar madeira de maneira sustentável.

Conquistar o direito de usufruir os recursos florestais foi o primeiro passo. Margarida segue trabalhando para que o uso da floresta seja feito de forma sustentável e socialmente justa. Sua atuação é marcada pela busca constante do aperfeiçoamento técnico e fortalecimento organizacional das comunidades, de maneira a viabilizar o manejo florestal de baixo impacto e ajudar as comunidades a gerenciar adequadamente os recursos econômicos provenientes da atividade. Como resultado do trabalho as comunidades obtiveram uma certificação do Conselho de Manejo Florestal (da sigla em inglês, FSC), em 2016.

Gestão compartilhada

O ICMBio tem 324 Unidades de Conservação, 79.226.886 hectares, aproximadamente 9% do território nacional. Mais de 52 mil famílias são beneficiadas com o extrativismo nas 62 Reservas Extrativistas, incluído as populações das Reservas Sustentáveis (RDS) e a Floresta Nacional (Flona). Neste ano, o Ministério do Meio Ambiente instituiu um Grupo de Trabalho para discutir uma gestão compartilhada entre governo e extrativistas. Com isso, governo e extrativistas vêm discutindo as formas de viabilizar uma gestão compartilhada. Segundo o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial, Claudio Maretti, o propósito é fortalecer as Resex, conservar a natureza e trabalhar com uma gestão compartilhada, estabelecendo as responsabilidades entre poder público e extrativistas na administração destas unidades.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Serviço Florestal Brasileiro. em 21 de Dezembro de 2017


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