CHINA PODE AJUDAR BRASIL A DESENVOLVER NOVOS USOS PARA O BAMBU


A ministra Marina Silva afirmou ontem, durante encontro com a presidente da Academia Chinesa de Florestas, Jiang Zehui, que o Ministério do Meio Ambiente está trabalhando para que o Brasil se associe ao Instituto Internacional do Bambu e Rattan (Inbar), com sede na China. A associação ocorreria já no segundo semestre deste ano. De acordo com a ministra, isso poderia ajudar o País a desenvolver pesquisas e usos para as espécies nativas brasileiras. "Com novas aplicações para o bambu, seria possível reduzir a busca por madeira", disse. As espécies da planta são usadas para os mais variados fins, de material de construção a instrumentos musicais e palitos de fósforo. No Brasil, o potencial do bambu ainda é pouco explorado em comparação com os usos que se fazem em outros países, como China e Índia. Em janeiro de 2003 o Ibama assinou uma Carta de Intenções com a Academia Chinesa de Florestas e desenvolveu uma proposta para a implementação de um Programa Brasileiro do Bambu. Segundo um relatório das Nações Unidas, divulgado em março do ano passado, até metade das 1,2 mil espécies de bambu do planeta, incluindo um tipo brasileiro, corre risco de extinção. O Brasil é o país com maior número de tipos de bambu da América Latina, com mais de 130 espécies. O relatório também destaca a importância da planta como alimento e abrigo para várias espécies. O caso mais grave é o do urso panda, que se alimenta apenas de bambu. Cerca de 5% dos pássaros que vivem na Amazônia dependeriam do bambu para sobreviver e, na Mata Atlântica, 36 espécies são diretamente ligadas à planta.

fonte: MMA.

 

 

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