Sul do Amazonas ganha mosaico de áreas protegidas

O governo do Amazonas decidiu criar um mosaico de áreas protegidas no sul do estado, fechando na fronteira com o Mato Grosso o avanço da agropecuária e da grilagem sobre a floresta. O mosaico inclui nove unidades de conservação estaduais interligadas, totalizando pouco mais de 3 milhões de hectares ­ ou uma área do tamanho da Bélgica. A Amazônia brasileira perdeu mais de 20 milhões de hectares de floresta desde a Eco-92.

"Com a criação do mosaico, o governo do Amazonas ajuda a resgatar o compromisso assumido pelo Brasil junto à comunidade internacional de ampliar a rede de áreas protegidas para conter a alarmante perda da diversidade biológica", disse Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace.

"As unidades de conservação agora criadas vão funcionar como importante barreira à expansão da frente de desmatamento e degradação ambiental impulsionada pela expansão da soja e da pecuária, e pela grilagem. O Amazonas está demonstrando que a proteção da Amazônia não é tarefa apenas do governo federal. Esperamos que outros estados da região, como o Pará e o Mato Grosso, campeões do desmatamento, sigam o exemplo", completou Adário.
O Greenpeace vem incentivando há algum tempo a criação do mosaico junto à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas. Em particular, a organização defendeu a criação do Parque do Sucunduri ­ uma área intacta e ainda desconhecida que, por sua formação geológica, deve ser um reduto de biodiversidade incomparável. O parque cobre um terço do total das áreas protegidas criadas pelo governo do Estado. (Greenpeace)

fonte: Ambientebrasil - 20/12/2004

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