Conservação: Especialistas tentam salvar árvores centenárias da poluição em Campo Grande, MS

Uma força-tarefa está nas ruas de Campo Grande, Capital do mato Grosso do Sul, para salvar árvores centenárias. Cada caixinha é um sensor e as marteladas emitem ondas sonoras que penetram no tronco e nas raízes e um gráfico mostra como está a saúde das árvores. “A gente verifica que já tem indícios de tecidos apodrecidos”. Envelhecer no meio dos carros e respirando poluição estressa qualquer um, até as árvores.

O estresse enfraquece o sistema de proteção e elas ficam mais expostas ao ataque de fungos e pragas. Quarenta árvores centenárias no Centro de Campo Grande passaram por tomografias. E se estão doentes, vem o tratamento com nutrientes. A espuma é o curativo. “Para cobrir as cavidades e tentar conter o processo de apodrecimento da madeira e dar uma sobrevida maior para a planta”. Cuidar das árvores é uma estratégia do município para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Campo Grande é a capital mais arborizada do Brasil, segundo o IBGE. E praticamente todo morador vive perto de alguma área verde. “A gente respira melhor, a gente se sente mais livre”, conta Liliana de Souza Araujo, professora. Silenciosamente, as árvores urbanas ajudam a melhorar a vida nas cidades. O sensor térmico a laser mostra a temperatura: 28 graus.

E é só andar um pouquinho no canteiro na avenida no centro de Campo Grande, no meio de uma avenida muito movimentada para entender porque a árvore é um ar-condicionado natural. No sol, o mesmo sensor aponta: 49 graus. Para dar conforto térmico às pessoas, mais de 30.000 árvores estão sendo plantadas em áreas onde o concreto domina. O local será um pomar no meio da avenida e é uma estratégia contra enchentes. “Um terço da água da chuva que cai em cima de uma árvore fica retido nela então não vai para o escoamento e acaba auxiliando e diminuindo os casos de alagamento da cidade”, destaca Giseli Giraldeli, bióloga.

Áreas arborizadas tem 60% menos partículas de poluição no ar e convidam a atividades ao ar livre. Marina e Ana Paula deixam o carro na garagem e pedalam quase 30 quilômetros por dia para ir trabalhar. “Eu era fumante há dezoito anos, agora já emagreci uns três quilos, parei de fumar.

A vida melhorou bastante”, conta.

Fonte: G1 EM 13/10/2018


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