Investimento no Niassa: Sivicultura emprega 3000 moçambicanos

Perto de três mil postos de trabalho, entre efectivos e sazonais, foram abertos na província do Niassa nos últimos cinco anos graças a investimentos na área de plantações florestais de que a província detém um potencial avaliado em perto de 676 mil hectares. Estão envolvidas no reflorestamento, com objectivos comerciais as empresas Chikweti Forest, Fundação Malonda, Florestas do Niassa, Green Resources, e New Forest Malonda.

De 2005 a princípios deste ano tinham sido plantados na província cerca de 10.180 hectares, dos quais 118 nas comunidades, 88 nas áreas do Estado (pinhal em volta da Cidade de Lichinga), e 9974 pelo sector privado.

Mesmo assim, segundo dados facultados pela Direcção Provincial da Agricultura de Niassa, em termos de aproveitamento do potencial, a área plantada pelo sector privado corresponde a apenas 1.5 por cento da capacidade.

A expectativa da província é de que o número de postos de trabalho, assim como a área plantada venha a crescer nos próximos anos atendendo que aquele ponto do país tem sido, nos últimos anos, o destino de investimentos para a área de plantações florestais.

O potencial para estabelecimento de plantações florestais avaliado nos distritos de Lichinga, Muembe, Sanga, Lago e Ngaúma, está avaliado em 676.000 hectares.

De acordo com a Direcção Provincial da Agricultura do Niassa, os recursos florestais e faunísticos têm uma especial importância naquela província, dada a sua dimensão ambiental, social e económica.

Com efeito, estudos recentes indicam que em termos absolutos, Niassa possui a maior cobertura florestal do país, estimada em 9.4 milhões de hectares, significando que 77 do seu território está coberto por floresta. Esta cobertura alberga grande quantidade de espécies de flora e fauna bravia.

Apesar disso, a floresta é pouco produtiva em termos comerciais, pois possui poucas espécies de valor para o mercado de madeira de espécies nativas. O corte anual admissível, para as espécies preciosas e de primeira classe, de acordo com o estudo de Avaliação Integrada das Florestas de Moçambique, está avaliado em 21.200 metros cúbicos.

Apesar do crescimento que tem se verificado no que se refere ao plantio florestal, a indústria de transformação da madeira ainda é fraca. Até meados deste ano, apenas duas indústrias de transformação estão operacionais, nomeadamente a carpintaria – escola da Caritas Diocesana, e a Serração da Chikweti Forest of Niassa, todas localizadas na Cidade de Lichinga. A Serração da Chikweti Forests of Niassa é vocacionada exclusivamente para o processamento de madeira de espécies exóticas.

As empresas Serração Ntithy, e AFORM (Associação de Fornecedores de Madeira do Niassa), que tem áreas concessionadas de pinho, fazem o processamento desta madeira através de serras manuais e pequenas serras de disco.

O máximo da produção de madeira processada na província foi no ano passado em que foram processados 1451 metros cúbicos.

A madeira de espécies nativas é processada pela Carpintaria da Caritas, mas a maior parte principalmente a explorada nos distritos do sul da província, é transportada em toros para as Províncias de Nampula, Zambézia e Cabo Delgado.

No entanto, tem-se verificado também o uso massivo de serras manuais no processamento primário de toros de espécies nativas na floresta, com destaque para a Umbaua e Natchassa, que têm abastecido as pequenas carpintarias localizadas nas vilas e cidades, para a produção de mobiliário.

Fonte: Jornal Noticias de Moçambique

 

 

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