O destaque é para o estado gaúcho, que realizou 618 contratos, contabilizando mais de R$ 2,6 milhões.

Segundo informações da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), esta linha, que teve início na safra de 2002/03 com apenas R$ 100 mil contratados, tem a previsão de fechar a safra 2005/06 com R$ 25 milhões em contratos.

O Pronaf Floresta é uma linha de financiamento que apóia os agricultores familiares na implementação de projetos de manejo sustentável de uso múltiplo, reflorestamento comercial (silvicultura), sistemas agroflorestais e extrativismo vegetal. Para os agricultores familiares, a linha Pronaf Floresta pode ser utilizada para o financiamento de plantações comerciais de espécies madeireiras destinadas à movelaria, siderurgia, papel e celulose, entre outros, além da implementação de sistemas de produção agroflorestal, como da erva-mate, palmito e açaí.

De acordo com o técnico do Departamento de Financiamento da Produção da SAF, João Marcelo Intini, o Pronaf Floresta destaca-se pela importância na preservação ambiental, pela diminuição da pressão sobre as matas naturais e por ofertar madeira (lenha) para as atividades produtivas dos agricultores familiares.

“Este aumento no número de contratos deve-se aos esforços da secretaria em divulgar esta linha, por intermédio de debates regionais e esclarecimentos sobre o sistema de agricultura familiar e das parcerias com órgãos públicos, como o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Integração Nacional, Banco do Brasil e organizações não-governamentais”, explicou.

Desafios para 2005/06

Para a próxima safra, Intini ressaltou os desafios propostos pela secretaria para o Pronaf Floresta, como a ampliação da linha na região Norte, para sistemas agroflorestais e agroextrativistas. “Dobramos os valores dos limites da linha de R$ 4 mil para R$ 8 mil (para o grupo C) e de R$ 6 mil para R$ 12 mil (para o grupo D), exclusivo para o Banco da Amazônia, para atender aos agricultores familiares em seus projetos sustentáveis de produção”, explicou o técnico. Ele salientou, ainda, que outro desafio é ampliar os contratos de cultivo de plantas nativas e sistemas agroflorestais em todo País.

“É importante reforçar as parcerias com as entidades, organizações não-governamentais e movimentos sociais na busca do financiamento do Pronaf Floresta, visando a ampliação de financiamentos de sistemas sustentáveis de produção e a diversificação da produção familiar, principalmente nas atividades produtivas agroecológicas”, finalizou Intini.

fonte: Ministério do Desenv. Agrário em 21/07/2005

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