CHAPADA DO ARARIPE
Ibama monitora focos de degradação ambiental

Crato (Sucursal) — Um helicóptero, modelo Esquilo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), encontra-se no Cariri, realizando vôos técnicos com o objetivo de identificar pontos de degradação ambiental na Chapada do Araripe. O objetivo, segundo o chefe do escritório do Ibama no Crato, Eraldo Oliveira, é fazer um mapa da destruição para a tomada de providências. Além dos vôos técnicos, acompanhados por ambientalistas, serão realizados vôos de inspeção, com as autoridades regionais, com a finalidade de mostrar a dimensão do problema.

Eraldo Oliveira destaca que a presença do helicóptero vai possibilitar a confecção de um mapa interinstitucional de prioridades para proteção e preservação da flora e dos demais recursos naturais, com ênfase no planejamento de ações na área de educação ambiental. Eraldo acrescenta que o mapa vai facilitar o acompanhamento fiscalizatório, priorizando o fortalecimento institucional entre os órgãos de gestão, fiscalização, investigação, controle e defesa do meio ambiente no entorno da circunscrição do escritório regional do Ibama no Cariri, integrado às ações da Área de Proteção Ambienta (APA), e articulado aos demais escritórios do Ibama nos Estados do Piauí e Pernambuco.

Na encosta da serra, dentro da área de preservação ambiental, foram localizados cerca de 10 focos de fogos. Os pilotos Pierre e Adauto, que comandam um helicóptero, estão “chocados” com o processo de devastação, que vem causando o assoreamento dos rios que cortam o vale do Cariri. Dos cerca de um milhão de hectares de floresta nativa, restam somente 38 mil hectares da Floresta Nacional do Araripe.

Foi o pouco que restou da área da Chapada que compreende os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, uma imensa floresta que foi parcialmente destruída por queimadas, retirada de lenhas e carvão e exploração imobiliária. O Ibama defende o desenvolvimento sustentável que consiste em utilizar os elementos ambientais sem lhe causar dano. Além dos recursos naturais exauríveis, não renováveis, existem aqueles que podem ser usados e repostos, tornando ilimitada a possibilidade de sua utilização ao longo do tempo. Nesse caso estão a água, o ar, as espécies vegetais e os animais.

O desenvolvimento sustentável, segundo Eraldo, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. A má condução de projetos agrícolas pode acarretar ainda a desertificação. A retirada da cobertura vegetal e o uso intenso do solo têm freqüentemente alterado o ciclo ecológico em terras férteis, transformando-as em áreas desertificadas totalmente impróprias à agricultura. O reflexo dessa destruição está na diminuição da vazão das fontes perenes que jorram do pé da serra. Em Jardim, algumas fontes secaram.

fonte: Jornal Diário do Nordeste em 29 de Novembro de 2004

 

 

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