Espírito Santo é o favorito para sediar fábrica de bio-óleo que vai gerar fertilizante orgânico produzido através de cascas e resíduos da madeira

Produto obtido na fábrica pode ser utilizado para aquecimento doméstico, fertilizante orgânico, aditivos e para combustíveis.

Em disputa com o Estado de São Paulo para sediar uma nova fábrica de bio-óleo da Fibria, o Espírito Santo largou na frente e é o favorito para receber o novo empreendimento. A afirmação foi feita pelo gerente-geral industrial da empresa, Marcelo de Oliveira, durante reunião do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo, nesta terça-feira (26), em Vitória.

A decisão está na pauta do conselho administrativo da Fibria, que ainda não estima uma data para bater o martelo. O investimento, que deve ser da ordem de R$ 450 milhões, pode criar 200 vagas diretas de emprego no município de Aracruz. Em julho, o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, disse que a fábrica deverá estar funcionando ao longo de 2020.

“O Espírito Santo já tem licença prévia e licença de instalação, por isso, o Estado sai na frente dos outros concorrentes. Como cidadão do Estado e de Aracruz, torço para que a decisão seja essa, mas precisa da aprovação do Conselho Administrativo da Fibria”, contou Marcelo de Oliveira.

A planta da fábrica, segundo ele, permanece a mesma. O gerente ainda explica que a empresa já avalia fornecedores locais para produzir parte dos equipamentos da nova fábrica. A demora em definir o local do empreendimento se deve pela energia que a Fibria empregou no primeiro semestre para a conclusão do Projeto Horizonte 2, para a produção de celulose no Mato Grosso do Sul.

“A empresa vem desse grande projeto, que ocupou a pauta pelo primeiro semestre inteiro. A tendência é amadurecer a discussão da fábrica de bio-óleo a partir de agora, além de outros empreendimentos de relevância que também estão na fila”, revela.

A fábrica de bio-óleo vai usar cascas e resíduos da madeira de celulose, produzidos na própria unidade da Fibria, em Aracruz, para gerar energia. A biomassa, que pode chegar a uma produção de 110 mil toneladas por ano, deve ser exportada para os Estados Unidos. O produto ainda pode ser utilizado para aquecimento doméstico, fertilizante orgânico, aditivos e para combustíveis.

Portocel

Outra decisão que também está sendo discutido pelo Conselho Administrativo da Fibria é a expansão de Portocel, em Aracruz, com um investimento previsto de R$ 1,5 bilhão. Parte das obras necessárias para o projeto, como a reforma de alguns armazéns e uma pequena dragagem na região, já estão sendo realizadas no local. A Fibria é dona de 51% do Portocel, enquanto que os outros 49% são da Cenibra.

“São obras que melhoram a eficiência do atual terminal, mas que também já são parte do que precisará ser feito no futuro para a expansão. De certa forma, já ajudam. Quando será iniciado este novo terminal, depende da avaliação das duas empresas acionistas no Portocel”, conta Oliveira.

 Fonte: Gazeta Online (26/09/2017)


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