Contrabando de madeira continua a abalar Nampula



A província de Nampula continua a ser um dos pontos do país onde o contrabando de espécies preciosas de madeira, para países asiáticos, é preocupante. O mal é propiciado por esquemas de corrupção, razão pela qual diversas quantidades deste produto florestal tem sido apreendidos durante as tentativas de exportação a partir do Porto de Nacala.

A situação é mais preocupante pelo facto de o corte da madeira estar a acontecer no período de defeso, uma medida tomada pelo Governo com vista a preservar algumas espécies em extinção.

Há dias, os Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Nampula, encabeçados pelo respectivo chefe, Luís Sande, levaram a cabo uma operação de fiscalização nas principais áreas com potencial madeireiro, no distrito de Nampula, onde se constatou o abandono de pelo menos 150 metros cúbicos de toro de madeira preciosa, que acabava de ser cortada, supostamente por pessoas não autorizadas para o efeito.

No local, foram apreendidos um tractor e um camião, bem como outros instrumentos usados para o corte e transporte de madeira.

A mesma equipa de fiscalização escalou um dos estaleiros de madeira, pertencente a uma cidadão de nacionalidade chinesa, tendo detectado mais de 300 pranchas de madeira de fresca de umbila, alegadamente cortada na época de proibição.

O proprietário do estaleiro confirmou que adquiriu a madeira em Março passado e não conhece os indivíduos que o forneceram.

Luís Sande constatou ainda uma série de irregularidades no mesmo estaleiro, o que levou à aplicação de uma multa de 150 mil meticais e outras medidas administrativas.

Estes e outros problemas resultam da fragilidade na fiscalização e falta pessoal para combater os madeireiros furtivos, segundo os Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Nampula.

Grande parte da madeira exportada a partir do Porto de Nacala é proveniente da Reserva do Gilé, na província da Zambézia, sendo que Nampula é apenas um corredor de exportação ilegal.

Fonte: A verdade em 02 Junho 2017 por Júlio Paulino


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