Parque do Xingu, 18 de outubro de 2006.
Lutamos contra este estado de coisas.Os gritos do Xingu devem ser ouvidos!
Temos o direito de participar e decidir sobre projetos que interfiram em nossas terras, em nossas culturas, em nossas crenças, em nosso modo de vida.
- Não queremos que o Rio Kuluene seja poluído com o óleo eliminado pelas
turbinas.
- Não queremos que os peixes desapareçam devido à barreira artificial que está sendo construída e que impedirá a subida de inúmeras espécies, que fazem parte da dieta alimentar do povo Xinguano;
- Não queremos ter nosso regime alimentar fique comprometido pela falta dos peixes;
- Não queremos o restante da fauna terrestre desapareça;
- Não queremos que espécies da flora desapareçam;
- Não queremos que o local ‘sagrado’ do primeiro surgimento de Kuarup seja
inundado;- Não queremos uma obra que está voltada para os interesses de um empresariado que somente objetiva acumular riquezas às custas da morte.
NÃO QUEREMOS A PCH PARANATINGA II!
E sim queremos que a Constituição Federal, a Convenção n° 169 da OIT e a Carta da Terra, com seu conjunto de Princípios entre eles, Princípio do Direito à Vida Saudável, Princípio da Dignidade, Princípio da Participação social, Princípio do Respeito à Diversidade, Princípio da
Proteção do Meio ambiente-, sejam efetivadas!
Somos povos resistentes!
São mais de cinco séculos de opressão, fruto da estupidez do homem branco que desconsidera que diversidade é evolução.
Continuaremos na luta!
Finalizamos esta carta atentando para a responsabilidade e o compromisso do Poder Judiciário com a Justiça Social, a fim de que práticas abusivas e desumanas não se tornem lugar comum em nosso País.
Amigos e amigas, autoridades do País, defensores da Natureza, solicitamos apoio de todos para preservamos juntos a nossa grande riqueza: rios, matas, peixes e flora do nosso país que resta de pouco em nossa reserva do Parque do Xingu.
Por favor, nos ajude!
Por favor, divulguem esta carta.
COMISSÃO INDÍGENA DO MOVIMENTO DO PARQUE DO XINGU agradece desde peloapoio de todos e solidariedade.
- Não queremos que os peixes desapareçam devido à barreira artificial que está sendo construída e que impedirá a subida de inúmeras espécies, que fazem parte da dieta alimentar do povo Xinguano;
